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Como saber a vontade de Deus?

III. As condições necessárias

Talvez a passagem bíblica mais importante sobre este assunto seja esta:

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”  (Rm 12.1-2). 

Note que, no fim do texto, o apóstolo diz: para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.O termo “experimentar” sugere que a vontade de Deus não há de ser conhecida intelectualmente, apenas. Precisa ser conhecida e vivenciada ou obedecida. Só assim, saberemos que, de fato, é “boa, agradável e perfeita”.

1. Entrega pessoal.

O “pois” (“rogo-vos, pois…”, “portanto”, noutras versões) indica que o que Paulo vai dizer em seguida é resultado ou conclusão do que já disse antes. Ou seja, nos capítulos 1 a 11 desta sua carta ele expõe as grandes #doutrinas da fé cristã: #justificação, #santificação e #glorificação. A partir do capítulo 12, em conclusão ou como resultado, ele faz uma série de exortações práticas, mostrando que as doutrinas cristãs só têm sentido se aplicadas ao caráter e à vida. O credo faz o caráter.

“Rogo-lhes, pois, pelas misericórdias de Deus [referidas na sessão doutrinária] que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”.  Isto não significa outra coisa senão uma completa #consagração a Deus, uma entrega pessoal, sem reservas.

No Velho Testamento, Israel oferecia #sacrifícios de animais, que, obviamente, eles matavam. Os cristãos, que são o Novo Israel, a Igreja, não têm mais que fazer isso (Hb 7.26-27). Eles se oferecem como um “sacrifício vivo”. Como dissemos, se consagram a Deus e a Cristo em adoração e gratidão (II Co 8.5;II Co 5.15; Cl 3.23-24).

Esse #sacrifício precisa ser “santo e agradável a Deus”. Dai o que o apóstolo recomenda em seguida.

2. Separação do mundo.

” […] não vos conformeis com este século, mas transformai-vos […]” . As palavras em negrito são compostas e dizem respeito à forma.

  • “Conformar” traduz uma palavra grega que diz respeito à forma exterior, no caso, a forma do mundo, a maneira de ser dos não cristãos. Paulo está dizendo: “Não assumam a forma do mundo; não acompanhem a moda do mundo.” Não sejam mundanos… Ver Jo 15.19; Jo 17.15-17; Gl 1.3-4; Tg 4.4-5; I Jo 2.15-17.
  • Transformar” traduz uma palavra grega que diz respeito à forma interior. Paulo está dizendo que, se quisermos experimentar a vontade de Deus, precisamos transformar-nos interiormente, desenvolver princípios e padrões de caráter que se imponham sobre os modismos pecaminosos do mundo, Ver I Pe 3.3-4.

3. Renovação da mente.

Paulo acrescenta que a transformação referida se dá por meio da renovação da mente: transformem-se pela renovação da sua mente […]” ou “[…] transformai-vos pela renovação da vossa mente […]” (v.2b). Ouvindo sermões, estudando a Palavra, orando, adorando renovamos a nossa mente e adquirimos toda uma maneira nova de pensar, diferente da do mundo. Ver II Co 4.16; II Co 5.17.

Então, o grande requisito para conhecer e experimentar a vontade de Deus é a consagração pessoal plena e total a Deus e ao Senhor Jesus, o que inclui o não conformismo com o mundo e a transformação interior, a santificação. Que Deus nos ajude!

Pr. Éber Lenz César 

 

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