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Como saber a vontade de Deus?

II. Somos escravos de Cristo

Se desejamos mesmo conhecer a vontade de Deus e obedecê-la, precisamos entender, também, que, como cristãos, nós somos servos ou escravos de Cristo e, a rigor, não podemos ter vontade própria. Até “podemos” ignorar ou rebelar-nos contra a vontade de Deus… Mas cedo ou tarde sofreremos as consequências.

O apóstolo Paulo se considerava um “servo de Jesus Cristo” (Rm 1.1; Fp 1.1; Tt 1.1). Os outros apóstolos também (Tg 1.1; II Pe 1.1; Jd 1.1). A palavra grega usada nessas passagens é “doulos”, que quer dizer “escravo”. Escravo mesmo, não empregado. Este trabalha por salário e tem direitos. O escravo, não. Há duas coisas que caracterizam um escravo:

  1. O escravo é comprado por preço.

Se foi comprado, não pertence a si mesmo, mas ao seu dono, seu senhor. É assim a relação do cristão com Cristo, seu Senhor. Paulo lembrou aos Coríntios: “Acaso não sabeis […] que não sois de vós mesmos. Porque fostes comprados por preço ” (I Co 6.19-20). Pedro acrescentou que o preço não foi “prata ou ouro”, mas o “sangue de Cristo” (I Pe 1.18-19. Ver Ap 5.9.

Vale observar também que o termo “Senhor” é tradução do termo grego “kurios”. Os cidadãos romanos saudavam seu imperador, dizendo: Kurios Caesar! (César é Senhor!). Os cristãos foram perseguidos porque confessarem: Kurios Cristos! (Jesus Cristo é Senhor!, tal como lemos em Fp 2.11: “E toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor!.”

2. O escravo não tem vontade própria.

Então, o escravo não é livre para fazer suas próprias escolhas e dirigir sua vida. Assim o cristão: Ele é “escravo de Cristo”, não decide sua vida. Cristo o faz, pois é seu Senhor! Até podemos fazer escolhas. Mas os cristãos verdadeiros somente o fazem com oração e buscando a direção de Deus. A primeira coisa que Saulo (que veio a ser o apóstolo Paulo) disse quando se converteu a Cristo foi ”Que farei, Senhor?” (At 22.10).

Quando missionário na África do Sul, precisando decidir, a certa altura, se permanecia naquele país ou voltava para o Brasil, coloquei um cartaz com estas palavras de Paulo acima de minha mesa de trabalho e passei um dia inteiro num horto, em jejum e oração, buscando a direção de Deus.

3. É mais seguro ser escravo… de Deus e de Cristo!

Todos somos escravos, de qualquer modo: de Cristo ou de Satanás; da vontade de Deus e de Cristo ou da vontade dessa nossa natureza pecaminosa (Jo 8.34; Rm 6.16-18). A questão é: De quem queremos ser escravos? Sob o domínio de qual senhor estaremos mais seguros e felizes? Vale lembrar que a vontade de Deus é “boa, agradável e perfeita” (Rm 12.2). E que Deus não é um estraga-prazeres (Sl 37.4; I Tm 6.17b). E Jesus disse aos seus seguidores: “O meu jugo [senhorio] é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11.30).

Se já temos alguma experiência como escravos do  Senhor Jesus, a melhor coisa que podemos fazer é permanecer com ele, sob suas ordens e a seu serviço! Aqueles que ainda não creram em Cristo como seu Salvador e Senhor estão perdendo, e muito.

Pr. Éber Lenz César –

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Contato: eberlenzcesar@gmail.com

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