A #Copa do Mundo de 2014 ficou na história como a Copa da nossa maior humilhação: nossa Seleção sofreu aquela goleada de 7 a 1 para a Seleção da Alemanha e ficou em quarto lugar… Mesmo assim, uma multidão de cerca de 80.000 torcedores compareceu ao Maracanã, no Rio de Janeiro, para assistir à partida final entre Alemanha e Argentina. Eu ainda morava naquela cidade, bem ao lado do grande estádio. Eu e minha esposa saímos a pé para ver o movimento. Mal podíamos andar espremidos no meio de tanta gente. A despeito da vergonha nacional, a maioria ainda vestia verde-amarelo e fazia festa. Afinal, jogo é jogo, Copa é Copa.
Agora, estamos noutra. O torneio de 2026 conta com um número recorde de 48 países e 104 partidas, que estão acontecendo em três nações. Por aqui, o verde-amarelo domina outra vez. Nossa #Seleção já não se saiu muito bem no seu primeiro jogo e quase perdeu para o Marrocos. Mesmo assim, teimosos, ainda temos esperança.
Mas até aqui, estou apenas contextualizando. Quero estabelecer uma analogia: Os jogos da Copa e o Jogo da Vida! Eu já havia escrito este texto, pensando até estar sendo original nesta comparação… Mas então, descobri que um renomado escritor, #Tiago Brunet, escreveu um livro intitulado O Jogo da Vida. No prefácio, #Kaká, eleito o melhor jogador do mundo em 2007, comenta: “As páginas a seguir trazem, por meio do futebol, orientações sobre como vencer, superar derrotas e traçar estratégias para que você seja instrumento na vida de muitas pessoas ao longo de sua jornada” (Amazon).
Não li o livro (ainda), mas aqui está o que eu já havia escrito sobre nossa participação no Jogo da Vida.
Este jogo não acontece nos estádios; não termina quando o árbitro apita; não é um espetáculo que a maioria apenas assiste… É o jogo de todos, o tempo todo, em todo lugar, pois é a vida de cada um… Por que jogamos? O que buscamos?
1. Realização pessoal
O Jogo da Vida inclui a luta pela realização pessoal. Bem ou mal, nossos pais e mestres nos treinaram para enfrentarmos a vida e fazermos algo importante e de valor. ENEM, vestibular, universidade, emprego, casamento, filhos, família… Quantos desafios! Quanta renúncia e quanto esforço tudo isso exige! A competição é tremenda, mais do que poderá ser no final de Copa, se chegarmos lá. Alguns até desistem já no primeiro tempo. Mas há os que perseveram e vencem!
2. Adversidades.
No Jogo da Vida sofremos adversidades. No afã da vitória, alguns chutam os adversários, dão cotoveladas, caneladas e rasteiras… Nós mesmos tropeçamos, cometemos faltas e, claro, sofremos as penalidades. Há também a possibilidade de um jogador em campo, de repente, passar mal ou receber a urgente e triste notícia de uma perda pessoal, de uma enfermidade grave na família. Alguns sucumbem na adversidade. Perdem o jogo.
3. Fraquezas.
Aqui está a causa primeira dos gols contra, dos pênaltis, das goleadas sofridas, das derrotas. Se o atleta não se alimentou bem, não se exercitou, não participou dos treinos, não se aplicou em aprender as regras, ele não tem chance alguma de vitória. No Jogo da Vida não é diferente. E não estou pensando apenas no físico: boa alimentação, exercício, abstinência de álcool, fumo, drogas, etc. Estou pensando principalmente na boa alimentação espiritual, no exercício da fé, da religião, do caráter, da moral, da relação com Deus e com o próximo! Como escreveu o apóstolo Paulo: “… exercite-se na devoção. O exercício físico tem algum valor, mas exercitar-se na devoção é muito melhor, pois promete benefícios não apenas nesta vida, mas também na vida futura” (I Tm 4.7-8). Nesse contexto, “devoção” diz respeito às práticas espirituais tais como leitura da Bíblia, oração, adoração, desenvolvimento da fé.
4. Vitória.
Num contexto greco-romano, cultura que instituiu os Jogos Olímpicos, o apóstolo Paulo escreveu:
“Vocês não sabem que, numa corrida, todos competem, mas apenas um ganha o prêmio? Portanto, corram para vencer. O atleta precisa ser disciplinado sob todos os aspectos. Ele se esforça para ganhar um prêmio perecível. Nós, porém, o fazemos para ganhar um prêmio eterno” (I Co 9:24,25, NVT).
O apóstolo fez analogia semelhante à que estou fazendo. A corrida no estádio também ilustra o Jogo da Vida; a ambição e o esforço do atleta na pista ou no campo ilustram nossos anelos e esforços, seja nos estudos, na profissão, na família ou na chamada #“batalha espiritual”, a luta contra as tendências pecaminosas que nos são latentes (Gl 5.17). Os atletas fazem o máximo por um “prêmio perecível” – dinheiro, fama e talvez a taça, tudo importante mas passageiro; nós, os cristãos, visamos o “prêmio eterno” – as bênçãos de Deus nesta vida e o galardão celestial.
Na sequência do texto citado, Paulo compartilhou seus próprios esforços. No que diz respeito à fé, à religião, à devoção, e até certa idade, ele jogou no time adversário e perseguiu duramente os do time de Jesus. Quando se converteu a Cristo, mudou de time e se tornou um dos “jogadores cristãos” mais dedicados, esforçados e vitoriosos. Ele escreveu:
“Não corro sem objetivo nem luto como quem dá golpes no ar. Disciplino meu corpo como um atleta, treinando-o para fazer o que deve, de modo que, depois de ter pregado a outros, eu mesmo não seja desqualificado” I Co 9.26-27, NVT).NVT
Noutra passagem, esse mesmo apóstolo listou uma série de difíceis adversidades que ele enfrentou e ainda estava enfrentado no Jogo da Vida, e acrescentou, sem lamentos, sem desânimo, sem esmorecer:
“Apesar de tudo isso, somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou [Jesus Cristo}” (Rm 8.37)
Como você está se saindo no Jogo da Vida? Estamos torcendo por você! Até porque, estamos juntos no campo. Vamos vencer! Nosso treinador e capitão é Cristo! Façamos nossa parte!
Éber Lenz César
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