O verde-amarelo está por toda parte. A cada #Copa do Mundo, aflora o patriotismo; o país, politicamente polarizado, se une e torce por um mesmo time, melhor dizendo, pela #Seleção Brasileira de Futebol.
A Copa nos motiva, nos une, nos alegra, nos empolga. De algum modo achamos tempo para assistir a abertura e acompanhar os jogos. Acomodados nos sofás ou espalhados pelo chão, não importa. Ninguém reclama, ninguém tem dor nas costas… A empolgação é total! Todos dão palpite, elogiam, criticam, explodem de alegria com os dribles e gols dos nossos atletas, sofrem com os gols dos adversários.
Tudo certo. Copa é isso mesmo: paixão, emoção, diversão, empolgação, esperança. Mas vale uma pergunta: será que nos empolgamos assim com o que diz respeito ao #Reino de Deus, ao evangelho, à vida cristã, à igreja, seus cultos e sua missão no mundo?
Somos a Seleção de Jesus!
Jesus disse aos seus discípulos:”Vocês não me escolheram; eu os escolhi” (Jo 15.16, NVT). Então, podemos dizer que, como cristãos, nós somos a Seleção de Jesus. Fomos selecionados com um propósito: proclamar o evangelho, fazer discípulos, amar e servir em nome de Jesus, para a glória de Deus (Jo 20.21). Essa é a Copa de Jesus, a nossa copa!
Esta Seleção, a de Jesus, é diferente da Seleção Brasileira e de todas as outras.
E a empolgação?
Imagine se nós, cristãos, fôssemos tão empolgados com a Copa de Jesus como o somos com a Copa do Mundo; imagine se acompanhássemos a proclamação do evangelho e o crescimento da igreja com o mesmo interesse e a mesma atenção com que acompanhamos uma tabela de jogos; imagine se celebrássemos a fé e a transformação de um amigo com a mesma alegria com que celebramos um gol da Seleção Brasileira de Futebol…
No contexto dos Jogos Olímpicos grego-romanos, o apóstolo Paulo escreveu aos cristãos Coríntios:
“O atleta precisa ser disciplinado sob todos os aspectos. Ele se esforça para ganhar um prêmio perecível. Nós, porém, o fazemos para ganhar um prêmio eterno” (I Co 9.24-25).
Se os #atletas se exercitam e se esforçam tanto por um “prêmio perecível” (dinheiro, troféu e fama), nós, atletas da Seleção de Jesus, devemos nos esforçar ainda mais pelo “prêmio incorruptível”, isto é, a alegria de ver vidas transformadas e salvas pela pregação do evangelho e, no final dos tempos, receber um galardão nos céus (Cl 3.23-24; Ap 22.12).
Na mesma passagem, Paulo, referindo-se ao seu ministério missionário, acrescenta:
“Faço tudo isso para espalhar as boas-novas e participar de suas bênçãos… Disciplino meu corpo como um atleta, treinando-o para fazer o que deve, de modo que, depois de ter pregado a outros, eu mesmo não seja desqualificado” (I Co 9. 23,26-27).
O apóstolo, podemos dizer, era um dedicado, esforçado e disciplinado atleta de Cristo. Uma inspiração para nós.
Em qual copa estamos mais envolvidos?
A Copa do Mundo passa. O campeão levanta a taça, a festa termina e a vida segue. Mas a missão de Cristo continua. Há muita gente para amar, evangelizar, discipular e servir. Por isso, enquanto nos empolgamos com os jogos desta e de outras Copas, vale lembrar: fazemos parte de uma seleção muito maior e de uma “competição” infinitamente mais importante.
Estamos apenas assistindo das arquibancadas ou estamos jogando com dedicação na Seleção de Jesus?
Éber Lenz César