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Antes de votar, pense nisto

Neste próximo domingo, os brasileiros escolherão, mais uma vez, os seus governantes.

Uma tremenda responsabilidade, mais ainda neste clima de corrupção, decepção, desconfiança e quase total ausência de candidatos carismáticos, com projetos voltados para as necessidades reais desta grande nação.

Cabe-nos ouvir, indagar e votar com consciência. 

Normas estabelecidas por Deus

 A despeito do contexto monoteísta, religioso e monárquico, totalmente diferente do nosso, as normas que Deus estabeleceu para os reis de Israel, no passado, com as devidas adaptações, aplicam-se aos nossos governantes, principalmente ao Presidente da República.

Estas normas estão registradas em Deuteronômio 17.14-20.

a)   O rei deveria ser indicado por Deus.

Deus escolhia o rei. Ele o fazia através das circunstâncias, dos profetas e da unção ou consagração.

No Brasil, temos uma pluralidade de religiões, com maioria cristã (católicos e protestantes), e o estado é laico, como deve ser.

Entretanto, os que crêem em Deus entendem que ele dirige todas as coisas, soberanamente, hora agindo, hora simplesmente permitindo que os homens façam o que querem, mas sempre com um propósito.

Pilatos, governador da Judeia nos dias de Jesus, disse a este, antes de condená-lo injustamente:

“Você não sabe que eu tenho autoridade  para libertá-lo e para crucificá-lo?”

Jesus respondeu:

“Não terias nenhuma autoridade sobre mim, se esta não lhe fosse dada de cima…” (João 19.10-11).

O apóstolo Paulo escreveu aos cristãos de Roma, quando Nero era imperador, um dos mais corruptos do império:

“… não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas” (Romanos 13.1).

Alguns governos são permitidos por Deus para “castigo” ou “disciplina” de um povo.

Há um pouco de verdade no dito popular: “Toda nação tem o governante que merece”.

Então, peçamos a Deus um governante que realmente governe para o povo e leve a sério estas normas divinas…

O Estado é laico mas, independentemente disto, permanece a verdade: 

“Feliz a nação cujo Deus é o Senhor!” (Salmo 33.12).

b)  O rei não poderia ser estrangeiro; teria que ser “um dentre seus irmãos”.

Um rei nacional é sempre mais leal à nação e entende melhor as necessidades de seus conterrâneos.

Precisamos de um(a) Presidente(a) e Governadores(as) que realmente amem, escutem e sirvam seus governados.

c)  O rei não deveria ter muitos cavalos no seu exército.

Naquele contexto primitivo, a nação com muitos cavalos (como o Egito, na época) era mais forte, mais preparada para a guerra, e confiava nisto, não em Deus.

Por isso, o salmista escreveu:

“Não há rei que se salve com o poder dos seus exércitos… O cavalo não garante vitória; a despeito de sua grande força, a ninguém pode livrar” (Sl 33.12,16,17).

Outras passagens bíblicas indicam que Deus não proíbe uma nação se de armar e de fazer guerra, se necessário, para defender sua soberania.

Todavia, é insensatez confiar nas próprias armas e não em Deus, o Senhor dos Exércitos. 

d)  O rei não deverá ter muitas mulheres, pois isso o levaria a abandonar a Deus.

Em nossa cultura, não se admite bigamia.

Então, o que permanece desse princípio, é o comportamento moral,  fidelidade conjugal, a família bonita, o bom exemplo, a inspiração.

e)  O rei não deveria ajuntar para si muita prata e ouro.

A ganância e a riqueza excessiva desviariam do Senhor o  coração do rei, e o levariam a explorar o povo.

Como isto se aplica ao nosso pais! Muitos dos nossos governantes (políticos) parecem ter um só interesse: fazer a própria cama!

Daí os salários exorbitantes e surreais, a corrupção generalizada, os empreendimentos superfaturados, os desvios das verbas públicas, o roubo mesmo!

f)    O rei deveria ter consigo uma cópia da lei de Deus e lê-la todos os dias e, assim, aprender a temer o Senhor Deus e a obedecer fielmente os seus mandamentos.

Não se elege um governante porque ele tem uma Bíblia e a lê todos os dias, mas por seu caráter,  competência e liderança.

Obviamente, um governo laico não pode impor a leitura da Bíblia. 

Entretanto, a julgar pela experiência de governantes e nações que levaram a sério os valores ensinados na Bíblia, é válido desejar que nossos líderes tenham a Constituição Brasileira numa de suas mãos, e a Bíblia na outra.

Abraham Lincoln, um dos mais famosos presidentes dos Estados Unidos, disse:

“Eu acredito que a Bíblia é a melhor dádiva que Deus deu à humanidade[…].”

D. Pedro II, Imperador do Brasil, disse:

“Eu amo a Bíblia, eu leio-a todos os dias e, quanto mais a leio tanto mais a amo. Há alguns que não gostam da Bíblia. Eu não os entendo, não compreendo tais pessoas[…].”

Ainda que o governante (e seus governados) não sejam cristãos, essa leitura somente lhes faria bem, aumentando sua sabedoria, aperfeiçoando seu caráter, fazendo-os mais felizes.

DEUS SALVE O BRASIL! NÃO DESISTA!

Pr. Éber Lenz César, Cidadão Brasileiro

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