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I Jo 1.1-10
Vivemos numa sociedade massificada, globalizada, despersonalizada, automatizada. Números, celulares e tablets são mais importantes que pessoas e uma boa conversa. Há muita desconfiança, egoísmo e medo. Por tudo isso e muito mais, há por aí, em todos os níveis da população, uma quantidade enorme de anônimos aflitos e solitários, gente desconhecida que a ninguém conhece o suficiente para conversar, compartilhar, rir e chorar. Como disse #Martin Luther King Jr.
”Temos aprendido a voar como os pássaros e a nadar como os peixes, mas ainda não aprendemos a simples arte de viver juntos como irmãos.”
Que falta faz uma pessoa amiga, capaz de ouvir, sensibilizar-se, encorajar, compartilhar de igual para igual. Somos gregários por natureza. Necessitamos de companhia, de comunhão. Gostamos de pertencer à família, ao grupo, à igreja, à sociedade.
Comunhão na igreja
Na igreja? Sim, principalmente. É nesta família maior, chamada família de Deus (Ef 2.19) que podemos desenvolver as amizades mais preciosas. De fato, os membros da igreja são irmãos e “amigos mais chegados que um irmão” (At 1.15; Pv 18.24).
Os cristãos primitivos tinham plena consciência de serem uma só família (Ef 2.19); uma só videira (Jo 15.5); um só templo (I Pe 2.4-5). Eles “perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão […]”. Compartilhavam até mesmo os seus bens materiais: “Todos os que creram estavam juntos, e tinham tudo em comum […]” (At 2.42-47). Amavam uns aos outros (Jo 13.34-35); alegravam-se e choravam uns com os outros (Rm 12.15). Infelizmente, a maioria das igrejas hoje não vive essa comunhão, não nessa profundidade. Mesmo assim, ainda é na igreja que as pessoas experimentam a melhor comunhão.
O texto áureo da comunhão
Uma das passagens mais importantes da Bíblia sobre comunhão é I Jo 1.1-10. Vemos ali a base, a natureza, a condição e o resultado da verdadeira comunhão.
Conclusão
Se você é um destes indivíduos autocentrados, isolados, solitários, agarrados ao celular, tente mudar isso. Você precisa dos outros, sim, e eles precisam de você. “A única forma de ter um amigo é ser amigo.” (Ralph Waldo Emerson).
E se você ainda não conhece as alegrias da comunhão cristã, se ainda não frequenta regularmente uma igreja onde existe comunhão, veja lá como está a sua comunhão com o Pai e com o Filho. Você já se arrependeu de seus pecados, pediu perdão a Deus, o Pai? Já leu ou ouviu o evangelho, a boa-nova de que o Filho de Deus, Jesus Cristo, tomou sobre si a culpa dos nossos pecados e fez expiação por eles na cruz? É por isso que, arrependidos, podemos ser perdoados, reconciliados com Deus e salvos! E uma vez salvos, adotados como filhos de Deus, nos tornamos “irmãos” em uma mesma “família”, a igreja de Cristo.
Procure uma boa igreja local, isto é, uma igreja que, mesmo não sendo perfeita, é sincera, prega a Palavra de Deus com fidelidade e adora a Deus como Jesus disse que deve ser, “em espírito e em verdade” (Jo 4.24).
O autor da carta aos Hebreus, no Novo Testamento, escreveu: “Não deixemos de nos reunir, como fazem alguns, mas encorajemo-nos mutuamente […]” (Hb 10.25). Além dos cultos de adoração e pregação bíblica nos domingos, muitas igrejas têm os chamados Pequenos Grupos de Comunhão, Estudo Bíblico e Oração (ou #Células) durante a semana. Nesses grupos de até 15 pessoas, no ambiente informal de um lar, a comunhão e a ajuda mútua são ainda mais expontâneas e profundas.
Como lemos no texto da primeira carta do apóstolo João: “Escrevemos estas coisas, para que vocês participem plenamente de nossa alegria”.
Pr. Éber Lenz César
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