A IMPORTÂNCIA DA IGREJA LOCAL
Na igreja que pastoreio atualmente, em Brasília, temos nos alegrado com a presença esporádica ou contínua de irmãos queridos que não estavam frequentando uma igreja. Nós os acolhemos com o amor de Cristo, esperando que redescubram o quanto é importante e prazeroso reunir-se com os irmãos para #adorar a Deus, ouvir a pregação de sua #Palavra e fortalecer a comunhão com os irmãos. Entretanto, estes irmãos são apenas uma representação de outros muitos que optaram por viver a fé e a #espiritualidade à parte de uma igreja local. Na Europa, isso vem acontecendo há mais tempo, principalmente na Alemanha, Reino Unido e Países Baixos. Muitos templos foram desconsagrados e adaptados para moradia, comércio, discotecas ou hotéis.
Há vários motivos para esse número elevado de desigrejados: Descrença, materialismo, outras prioridades, falta de compromisso, desinteresse espiritual, crítica à igreja e à sua liderança, decepção com pastores e irmãos em Cristo, pecado, questões familiares…
Obviamente, as igrejas têm sua parcela de culpa. Algumas são excessivamente formais, ritualistas e frias; outras são excessivamente informais, desorganizadas, barulhentas ou mesmo heréticas; a pregação às vezes deixa a desejar e pouco expõe a Palavra de Deus; muitos membros de igreja não levam a sério o testemunho e a ética cristã…
Eu poderia comentar mais sobre isto, mas quero ser mais positivo e focar no que a Bíblia nos ensina sobre a Igreja, a Igreja de Cristo, chamada #igreja invisível, que se faz visível nas igrejas locais.
Aos olhos de Deus e, portanto, do ponto de vista bíblico, a igreja é a “instituição” mais importante e gloriosa que existe no mundo.
Você pode ler mais sobre isto nesta outra mensagem: A glória da Igreja. Aqui, recordo alguns pontos, resumidamente. Se puder, leia os textos bíblicos indicados. Estão linkados. Basta clicar.
2. As igrejas locais, mesmo imperfeitas, participam dessa glória.
Obviamente, as igrejas locais, igrejas mesmo, sendo expressões visíveis da igreja invisível, participam dessa glória. Deus as planejou também. Elas são igualmente amadas por Cristo. Suas portas estão abertas para os eleitos e quantos mais quiserem entrar.
A Bíblia nos ensina e a experiência nos confirma que, a despeito da glória referida, as igrejas locais não são perfeitas. E por que? Porque seus membros não o são! No dizer do apóstolo Paulo e do autor da carta aos Hebreus, alguns são “espirituais”, outros são “carnais” ou “crianças em Cristo” (I Co 3.1; Hb 5.11-14). Numa parábola, Jesus explicou que, na lavoura de Deus, “trigo” e “joio” crescem juntos e só serão separados no final dos tempos, e pelo próprio Jesus, Senhor da Igreja (Mt 13.24-30).
A boa notícia é que os que se convertem a Cristo, de fato, como que “nascem de novo”, experimentam uma transformação inicial (Jo 3.3; II Co 5.17) e entram num processo de crescimento espiritual ou santificação (pelo que Jesus orou, Jo 17.17. Ver Fp 2.12-13; I Ts 4.3).
A igreja está a caminho da glória plena e eterna, porque ”Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse […] para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula […]. Santa e sem defeito” (Ef 5.25-27). O apóstolo Paulo garantiu: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao dia de Cristo Jesus [dia da volta de Cristo]” (Fp 1.6).
Os desigrejados que criticam a igreja e a deixam, que só veem seus defeitos e os pecados de seus membros, precisam pensar nisso e ter mais paciência, mais misericórdia e, sobretudo, reconhecer seus próprios pecados!
3. As igrejas locais têm fundamento bíblico.
Jesus raramente usou a palavra igreja. Quando a usou, foi para referir-se a essa instituição como algo a ser visivelmente administrado sobre a terra. Ensinando como corrigir o irmão que pecou, Jesus disse: “E se ele não os atender, dize-o à igreja […]” (Mt 18.15-18). No Apocalipse, há sete cartas do Senhor ressurrecto, todas endereçadas à igrejas locais específicas (Ap 2 a 3).
Algumas igrejas enfatizam a evangelização em detrimento da ação social; outras fazem o contrário. Isto pode depender do contexto, das oportunidades, das necessidades. Mas, em todo tempo e em todos os lugares, acredito que tanto a evangelização quanto a ação social serão necessárias, sendo que a evangelização aponta para a eternidade com Cristo, no céu, ao passo que a ação social supre necessidades circunstanciais e temporais. A evangelização, muitas vezes, gera demandas sociais e caridosas; a ação social, muitas vezes, cria oportunidades evangelísticas. E assim deve ser.
Que o Senhor nos dê discernimento e equilíbrio em cada contexto. Ver Mc 16.15; Mt 28.19-20; Mt 25.31-46; Tg 1.27.
4. Compromisso com a igreja.
Se a igreja é tão importante e gloriosa, precisamos firmar um compromisso com a mesma, até porque já temos um compromisso com Cristo, que a amou a ponto de morrer por ela. Este compromisso envolve, por exemplo:
#ConteúdoCristão
#MensagensCristãs
Por favor, avalie este artigo, se lhe foi útil e edificante.
5 / 5. 4
Sua avaliação é muito importante!
Lamento se este post não lhe foi útil
Let us improve this post!
Pode me ajudar me dizendo o que posso fazer para melhorar este post?