Em sua carta aos Romanos, o apóstolo Paulo diz que todos — judeus e gentios — são pecadores e estão condenados. Mas, em seguida, ele dá uma boa notícia: todos podem ser perdoados e justificados aos olhos de Deus, e isto unicamente pela fé em Jesus Cristo, não por obras ou mérito. “Todos pecaram […] sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3.23-24).
Os teólogos usam o termo imputação, o mesmo que atribuição. Uma dupla imputação: nossos pecados foram imputados a Cristo; ou seja, Deus, pôs sobre ele os nossos pecados, e ele, Jesus, como um “bode expiatório”, pagou por eles, na cruz. Ao mesmo tempo, Deus, o Supremo Juiz, nos imputou a justiça de Cristo e nos declarou justos (II Co 5.21). Na prática, não somos justos, perfeitos, mas Deus nos vê como que cobertos com a justiça de Cristo.
Salvos e justificados, progredimos num processo de santificação, ou seja, de crescimento espiritual e aperfeiçoamento. Como escreveu o apóstolo: “Aquele que começou a boa obra, há de completá-la até ao Dia de Cristo [dia de sua volta]” (Fp 1.6).
Essa é uma doutrina extremamente importante. Deus a usou para converter e transformar a vida do monge agostiniano Martinho Lutero, que se tornou um dos principais Reformadores (XVI). Justificação pela fé foi um dos temas principais da Reforma Protestante do século XVI.
Apresentação em PP deste estudo
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