Mais provavelmente, você já tomou decisões importantes, irrevogáveis; já entrou por caminhos sem volta. Se foi dirigido por Deus, cumpriu o propósito. Foi assim com Jesus quando pôs-se a caminho de Jerusalém para uma última Páscoa com seus discípulos… Ele sabia muito bem que seria maltratado, julgado, preso, condenado e crucificado. Mas estava decidido a encarar! Sabia também que seu sofrimento, morte e ressurreição tinham sido planejados pelo Pai e seriam o clímax de todo o seu ministério, a razão maior e final de sua vinda ao mundo, o preço a ser pago pelo resgate de inumeráveis pecadores.
Lucas escreveu: “Aproximado-se o tempo em que seria elevado aos céus, Jesus partiu resolutamente em direção a Jerusalém […]. Foi pelas cidades e povoados e ensinava, prosseguindo em direção a Jerusalém […]” (Lc 9.51 e 13.22). Mesmo sabendo o que o aguardava, Jesus não deixou de amar e servir, ensinando tanto aos seus discípulos como às multidões. Note o termo “resolutamente”. A versão Revista e Atualizada dessa passagem diz que Jesus “manifestou, no semblante, a intrépida resolução de ir para Jerusalém”. Ele estava mesmo a fim de dar sua vida pelos pecadores (Lc 19.10).
No trecho final, quando na íngreme estrada que subia de Jericó para Jerusalém (24 km, desnível de mais de 1000 m), Jesus disse aos seus discípulos: “Estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos chefes dos sacerdotes e aos mestres da lei. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos gentios, para que zombem dele, o açoitem e o crucifiquem. No terceiro dia ele ressuscitará!” (Mt 20.17-19). Ou como lemos em Lucas: “Jesus chamou à parte os Doze e lhes disse: ‘Estamos subindo para Jerusalém, e tudo o que está escrito pelos profetas acerca do Filho do homem se cumprirá. Ele será entregue aos gentios que zombarão dele, o insultarão, cuspirão nele, o açoitarão e o matarão. No terceiro dia ele ressuscitará […]” (Lc 18.31-33). Não sem razão, as expressões “a caminho de Jerusalém” e “subindo para Jerusalém” têm um significado todo especial…
Entretanto, muito mais difícil que a subida de Jericó a Jerusalém seria a subida ao Calvário, o Monte da Caveira, fora dos muros de Jerusalém. E como se não bastasse, ele ainda seria posto no alto de uma cruz! Se em cada lugar, “subindo para Jerusalém”, ele atraiu e salvou multidões, muito mais quando no Calvário e na cruz! De fato, ele disse: “Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim” (João 12.32). Tanto nas estradas por onde passou como no Calvário, e ainda hoje, em qualquer lugar, seu caráter, seus ensinos, sua coragem, seu amor e, sobretudo, sua salvação tiveram e têm um poder de atração sem igual!
Por estes dias, até a Páscoa, melhor dizendo, a Semana da Paixão de Cristo, e sempre, com sincera e profunda gratidão, louvemos ao Pai, e ao Filho, Jesus, nosso Salvador e Senhor, por sua “intrépida resolução de ir para Jerusalém” submeter-se a inominável sacrifício a fim de reconciliar co. Deus e salvar os que se arrependem de seus pecados e creem nele como seu único e suficiente Salvador e Senhor!
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Éber Lenz Cesar
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