#BlogCristão
Todos nos orgulhamos de alguma coisa, algo que gostamos de ostentar. Pode ser uma roupa, uma jóia, um carro, um ornamento doméstico. Quando não, há sempre alguma coisa que nos chama a atenção, nos atrai e seduz.
O apóstolo Paulo disse, de maneiras diversas, que a #cruz de Cristo o empolgava, o seduzia e enchia sua vida e suas pregações. Ele escreveu aos cristãos de Corinto que Cristo o enviara “para anunciar as boas-novas [evangelho], não com palavras de sabedoria humana, para que a cruz de Cristo não perca seu poder. A mensagem da cruz é loucura para os que se encaminham para a destruição, mas para nós que estamos sendo salvos ela é o poder de Deus“ (I Coríntios 1.17,18).
A crucificação
Era semana de #Páscoa. A cidade de #Jerusalém estava repleta de peregrinos judeus e prosélitos de todas as partes. A movimentação era grande.
Chega a sexta-feira. Fora da cidade, soldados romanos conduziam três prisioneiros. Os três seriam crucificados, bem ali, no #Calvário, o Monte da Caveira. Entre os condenados, encontrava-se um cuja condenação dera-se naquela manhã. Pilatos, o Governador da Judéia, até que desejou soltá-lo, mas a multidão gritou, repetidas vezes: Crucifica-o! Crucifica-o! Pilatos, então, querendo agradá-los, lavou as mãos e o entregou para ser crucificado. Era Jesus!
A morte de cruz era a mais terrível, a mais dolorosa. Porém, o sofrimento de Jesus foi ainda mais intenso do que o dos malfeitores crucificados com ele. Jesus sofreu mais porque, não tendo pecado nenhum, “levou nossos pecados em seu corpo sobre a cruz” (I Pedro 2.24). Certamente foi por causa dos nossos pecados que ele clamou: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Marcos 15.34). O #pecado separa de Deus! (Is 59.2).
A cruz de Cristo significa pelo menos quatro coisas:
A cruz revelou a gravidade do pecado
A Bíblia diz que “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6.23), O homem chama o pecado de opção; Deus o chama de abominação. O homem chama o pecado de liberdade, Deus o chama de libertinagem. O homem, quando muito, admite que o pecado é um erro; Deus diz que pecado é pecado, uma ofensa a Deus.
Foi por causa dos nossos pecados que Jesus morreu na cruz. E foi ali que ele venceu o pecado e a morte! Glória a Deus!
A cruz foi a expressão máxima do amor de Deus
A cruz de Cristo desmascarou o pecado, mas, ao mesmo tempo, revelou o quanto Deus nos ama. Seu amor é maior do que os nossos pecados. “Ele nos amou e mandou o seu Filho como sacrifício para perdão de nossos pecados” (I João 4.10). “Deus nos prova seu grande amor ao enviar Cristo para morrer por nós quando ainda éramos pecadores” (Romanos 5.8).
Não podemos escapar desse amor. Onde quer que vamos, ele nos alcança, nos chama, nos constrange. E pensar que a maioria não liga, não corresponde… Deus nos ama e quer o nosso amor, tanto que o primeiro e grande mandamento é: “Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração […]” (Mateus 22.37).
Jesus também nos ama, e como. “Não existe amor maior do que dar a vida por seus amigos […]” (João 15.13),
A cruz foi o instrumento da nossa salvação
Jesus é o nosso único e perfeito Salvador!. “Esta é uma afirmação digna de confiança, e todos devem aceitá-la: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores” (I Timóteo 1.15). Ele o fez morrendo na cruz por nós. A cruz foi seu instrumento de Salvação. Como o pára-raios, no alto de um edifício, absorve descargas elétricas e as envia para o solo, Jesus absorveu toda a indignação de Deus contra os nossos pecados e levou tudo para o túmulo.
Os sacrifícios animais do Velho Testamento simbolizavam o que Cristo faria por nós na cruz: expiação. Esta é uma palavra muito bíblica e importante. Significa reparação de erro, de pecado e culpa. Cristo fez expiação por nós, sofreu em nosso lugar, pagou por nossos pecados. Foi o bode expiatório! Por isso se diz: “O sangue de Jesus nos purifica de todo pecado” (I João 1.7).
Tudo que precisamos fazer para obter o perdão dos nossos pecados, experimentar o amor de Deus, viver com Cristo aqui e na eternidade é nos arrependermos dos nossos pecados, aceitar a expiação da cruz e confiar em Cristo, recebendo-o como Salvador e Senhor. Atos 16.31.
Sejam estes o nossos pensamentos dominantes nesta Páscoa, e sempre. E sejamos agradecidos a Deus e a Cristo!
Éber Lenz César