Os cento e vinte discípulos de Jesus que receberam o batismo do Espírito Santo no Pentecostes seguinte à ascensão do Senhor Jesus, e os três judeus e prosélitos de várias outras províncias do Império Romano que se conver-teram a Cristo naquele dia permaneceram em Jerusalém por mais algum tempo. Precisavam ser doutrinados e fortalecidos na fé. No livro dos Atos dos Apóstolos lemos como viviam em comunhão, reunindo-se regularmente no templo de nas casas dos que residiam em Jerusalém, e como estes ajudavam financeiramente os de fora (Atos 2:7-11, 41-44; 4:32-37). Os primeiros diáconos foram eleitos justamente para ajudar na distribuição de alimentos às viúvas (Atos 6:1-6). Nos anos seguintes, a situação agravou-se ainda mais por razão da perseguição movida contra os cristãos (Atos 7 e 8) e também por causa de uma seca (grande fome) que assolou a Judeia (Atos 11.27-30). Lá pelos anos 50 a 56 d.C., o apóstolo Paulo, em suas viagens missionárias, encabeçou um levantamento de ofertas para socorrer os cristãos da Judeia. Os cristãos que mais prontamente contribuíram para esta ajuda humanitária foram os das igrejas da Macedônia: Filipos, Tessalônica, Bereia e outras (Atos 16:8-9; Rm 15.25-26). Os de Corinto, na Acaia, até prometeram ajudar, mas demoraram mais de um ano para cumprir sua promessa… Foi então que o apóstolo Paulo lhes escreveu encorajando-os e orientando-os com o exemplo extraordinário dos cristãos da Macedônia (II Co 8 e 9). Vamos destacar 12 das muitas lições que estes dois capítulos nos dão sobre contribuição cristã.
“Agora, irmãos, queremos que vocês tomem conhecimento da graça que Deus concedeu às igrejas da Macedônia […]” (8.1). No caso, a “graça” concedida àquelas igrejas não foi a dádiva da prosperidade material ou da saúde para todos, mas a disposição para dar um pouco do que já possuíam para ajudar irmãos em Cristo. O termo “graça” ocorre 6 vezes nesses capítulos sobre contribuição.
As igrejas da Macedônia deram “[…] no meio da mais severa tribulação, a grande alegria e a extrema pobreza deles transbordaram em rica generosidade” (8.2). Foi algo como a oferta da viúva pobre (Mc 12.44).
Os cristãos macedônios “deram na medida de suas posses e mesmo acima delas” (8.3,11). Suas ofertas foram proporcionais aos seus recursos ou mesmo um pouco mais. Ver Dt 16.17.
Os macedônios ofertaram “por iniciativa própria”. Eles até mesmo suplicaram insistentemente ao apóstolo que não os deixasse de fora; consideraram um privilégio participar da assistência aos santos (8.3-4). Que exemplo extraordinário! Os apóstolos não tiveram que pedir-lhes para contribuir e muito menos insistir ou criar maneiras de tirar dinheiro deles (bazares, jantares, camisetas, chaveiros, etc.).
O apóstolo escreveu: “eles entregaram-se primeiramente ao Senhor e, depois, a nós, pela vontade de Deus” (8.5).
Encorajando os Coríntios com este exemplo maravilhoso de generosidade dos Macedônios, Paulo gentilmente os encorajou, dizendo-lhes: “Assim como vocês se destacam em tudo: na fé, na palavra, no conhecimento, na dedicação completa e no amor que vocês têm por nós, destaquem-se também neste privilégio de contribuir” (8.7). Na medida em que crescem na fé, na capacidade para ensinar e presidir, os cristãos devem crescer também na graça de contribuir liberalmente.
“Jesus Cristo […] sendo rico, se fez pobre por amor de vocês […]” (8.9). O mesmo apóstolo Paulo escreveu aos Filipenses sobre a humilhação a que Jesus se submeteu para viver aqui por um tempo e cumprir sua missão salvadora (Fp 2.5-8).
Paulo não somente teceu considerações sobre a graça de ofertar, mas também sugeriu meios: “Este é o meu conselho: convém que vocês contribuam [nesta campanha também […], já que no ano passado vocês foram os primeiros, não somente a contribuir, mas também a propor este plano. Agora completem a obra […]” (8.10-11). Além disso, o apóstolo enviou-lhes o jovem Tito e um outro irmão para ajudá-los na arrecadação e administração das ofertas (8.16-19).
“Meu desejo não é que outros sejam aliviados enquanto vocês são sobrecarregados, mas que haja igualdade. No momento presente a fartura de vocês suprirá a necessidade deles, para que, por sua vez, a fartura deles supra a necessidade de vocês. Então haverá igualdade, como está escrito: ‘Quem tinha recolhido muito, não teve demais, e não faltou a quem tinha recolhido pouco […]’” (8.13-15. Ver Êx 16.18).
Em Ml 3.10, Deus promete derramar bênçãos sobre os dizimistas. Aqui, falando de ofertas, Paulo afirma: “Aquele que semeia pouco, também colherá pouco; e aquele que semeia com fartura, também colherá fartamente” (9.6). Isto não justifica a equivocada Teologia da Prosperidade! Deus não promete riquezas materiais a todo dizimista ou dar o dobro ou o triplo ao ofertante. Se ele enriquece a alguns, é para que estes mais possam dar aos que menos têm ou às causas que os beneficiam. Paulo deixa isso muito claro quando acrescenta: “Aquele que supre a semente ao que semeia e o pão ao que com também lhes suprirá e e multiplicará a semente e os frutos da justiça. Vocês serão enriquecidos de todas as formas, para que possam ser generosos em qualquer ocasião e, por nosso intermédio, a sua generosidade resulta em ação de graças a Deus […]” (9.10-11. Ver Mt 6.33; I Tm 6.17-18).
“Quanto a assistência a favor dos santos… reconheço a vossa presteza, da qual me glorio junto aos macedônios, dizendo que a Acaia [Corinto] está preparada desde o ano passado […]. Contudo, enviei os irmãos para que o nosso louvor a vosso respeito, neste particular, não se desminta […], para que, caso alguns macedônios forem comigo… não fiquemos nós envergonhados (para não dizer vós) […]. Portanto, julguei conveniente recomendar aos irmãos que me precedessem entre vós e preparassem de antemão a vossa dádiva já anunciada, para que esteja pronta como expressão de generosidade […]” (9.1-5 RA).
“Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” (9.7). Ou seja: Se você decidiu em seu coração tornar-se um dizimista, ou dar uma oferta extra, não demore a executar o que planejou. Contudo, não o faça constrangido, com pesar, somente porque têm de cumprir uma promessa. Você pode reavaliar suas possibilidades. É melhor! Porque “Deus ama ao que dá com alegria”.
Primeira mensagem: Somos todos mordomos, administradores do que o Senhor, o verdadeiro dono de tudo, nos confia. Sejamos simples, econômicos, sábios no uso do dinheiro e dos bens.
Segunda mensagem: Façamos isso movidos por sincera gratidão. Dízimos e ofertas regulares evidenciam mordomia responsável, gratidão, generosidade, amor, visão missionária.
Terceira e quarta mensagens: Tenhamos em mente o ensino e os exemplos de mordomia, ofertas e dízimos no Velho e no Novo Testamentos.
Quita mensagem: A contribuição exemplar das igrejas da Macedônia nos ensina preciosas lições. Devem ser lembradas e seguidas.
E por que não assumir um compromisso de bom mordomo? Como este aí:
Como mordomo fiel do Senhor Jesus, e com sua bênção, administrarei com zelo tudo que ele me tem confiado, e, como expressão de minha gratidão, amor e visão, assumo o compromisso de dar o dízimo e/ou uma oferta de gratidão mensalmente durante os próximos seis meses ou continuadamente enquanto o Senhor me der saúde e sustento.
Minha contribuição principal será entregue à administração da igreja que frequento e que o Senhor tem usado para me alimentar espiritualmente. Confio que a mesma administrará sabiamente estes recursos financeiros para realizar seus ministérios, incluindo administração, sustento pastoral, ação social, evangelização e missões.
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Assinado ______________________________________________
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