É comum acolhermos apenas quem nos é simpático, quem pensa como nós, tem um jeito parecido com o nosso ou de cuja amizade esperamos algum benefício. Mas o mandamento bíblico é bem diferente: devemos acolher a todos, sem distinção.
1. O círculo mais próximo
É natural termos mais afinidade com alguns irmãos na fé e, com eles, criarmos laços de amizade mais profundos. O próprio Jesus escolheu doze discípulos para estarem mais perto dele (Mc 3.14). Percy Ellis até chamou esses homens de “Os amigos de Jesus Cristo”.
Mesmo dentro desse grupo, Jesus tinha uma relação ainda mais íntima com Pedro, Tiago e João (Mt 17.1; Mc 14.32-34). João, inclusive, ficou conhecido como “o discípulo amado” (Jo 13.23; 21.7,20). Além disso, Maria, Marta e Lázaro também eram amigos muito próximos de Jesus (Lc 10.38-39; Jo 11.1-3,35-36).
2. O círculo mais amplo
Apesar dessa proximidade com alguns, Jesus não restringia seu amor e acolhimento a um pequeno grupo. Ele se relacionava com as multidões (Lc 9.11) e era conhecido como “amigo de publicanos e pecadores” (Mt 11.19).
Com braços abertos, ele convidava:
“Venham a mim todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso” (Mt 11.28).
E assegurava:
“Aquele que vem a mim, jamais o rejeitarei” (Jo 6.37).
Uma vez, Jesus até repreendeu seus discípulos porque eles tentaram impedir que crianças se aproximassem dele. Mas ele disse:
“Deixem que os pequeninos venham a mim, não os impeçam […]” (Mc 10.13-16).
Depois, pegou as crianças nos braços, orou por elas e as abençoou.
3. Como Cristo nos acolheu
Jesus acolhia as pessoas por diferentes razões:
Ele os alimentava, curava, perdoava, ensinava e salvava, segundo cada necessidade.
A Bíblia é clara:
“Acolham uns aos outros, como Cristo os acolheu, para a glória de Deus” (Rm 15.7).
Ou seja, devemos acolher como Jesus acolhe — com compaixão, misericórdia e amor. Quando alguém se aproxima de nós com suas fraquezas e necessidades, pode ser que Deus mesmo esteja nos dando a oportunidade de ajudá-la. E isso vale também para quem ainda não conhece a Cristo — muitas vezes, Deus quer usar o nosso acolhimento como caminho para a salvação dessa pessoa.
Mas há algo importante: precisamos acolher as pessoas como elas são, e não apenas como gostaríamos que fossem. Os próprios Doze discípulos tinham muitos defeitos (Mc 4.40; 9.33-35; Lc 9.54). No entanto, eles cresceram na fé porque Jesus os acolheu, instruiu, aconselhou, exortou, consolou, orou por eles e os amou.
É assim que devemos viver: acolhendo uns aos outros com paciência, perseverança e amor, como Cristo fez conosco.
Éber Lenz César
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