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Aos casais que desejam ter filhos e não os têm… ainda.

Em todas as igrejas que pastoreei, precisei dar apoio, assistência espiritual e conselhos a casais queridos que, não tendo filhos, os desejavam intensamente. Eu e minha esposa, oramos por eles e com eles muitas vezes. 

Com base na Palavra de Deus, quero dizer algumas coisas aos casais que desejam ter filhos mas ainda não os têm.

1. Reconheçam que Deus conhece o desejo do seu coração.

O Salmista Davi escreveu: “Busque no Senhor a sua alegria, e ele lhe dará o desejo de seu coração.” O verso seguinte complementa: “Entregue seu caminho ao Senhor, confie nele e ele o ajudará” (37.4,5). Juntos, esses versículos nos ensinam que Deus se importa, sim, com os desejos legítimos e puros dos que o buscam, mas, ao mesmo tempo, pede que entendam que o desejo dele pode não ser o mesmo… E certamente é sempre melhor! Então, devemos entregar e confiar! 

Num certo contexto, Deus disse a Israel: “Eu sei os planos que tenho para vocês […]. São planos de bem, e não de mal, para lhes dar o futuro pelo qual anseiam” (Jr  29:11). Aplica-se a nós também.

2. Tenham em mente as histórias bíblicas de mulheres estéreis.

A Bíblia relata a experiência (e o sofrimento) de mulheres estéreis que, pela vontade e intervenção miraculosa de Deus, chegaram a ter filhos. Sara, esposa de Abraão (Gn 18); Rebeca, esposa de Isaque (Gn 25); Raquel, esposa de Jacó (Gn 30); Ana, esposa de Elcana (1 Sm 1); Isabel, esposa do sacerdote Zacarias (Lc 1.5-13). Releia essas histórias. Note que a esterilidade não é, necessariamente, sinal de falta de fé ou castigo; pode ser plano de Deus e parte de um processo abençoador.

3. Orem pedindo ao Senhor que lhes dê filhos, mas de acordo com a sua vontade.

Isaque orou vinte anos por sua esposa estéril. Demorou, mas “o Senhor ouviu a oração de Isaque, e Rebeca ficou grávida de gêmeos” (Gn 25.20,26). Deus ouve, sim, nossas orações, mas conforme sejam seus planos para nós. Às vezes nos diz “sim”, às vezes “não”, às vezes “espera”. 

Numa visita ao Santuário, em Siló, com o marido Elcana, Ana, angustiada e chorando muito, orou a Deus, pedindo um filho. Foi para casa… e engravidou. O texto diz: “no devido tempo” (I Sm 1.10,15-16,19-20). Seu filho foi o grande profeta Samuel!

O sacerdote Zacarias já era idoso quando um anjo lhe apareceu e lhe disse: “Sua oração foi ouvida. Isabel, sua esposa, lhe dará um filho […]”. Ela era estéril e também idosa. Seu filho, João Batista, foi o precursor do Messias! 

4. Considerem outras formas de tornarem-se pais. 

Dado o avanço da ciência, há métodos não naturais de engravidar. Os principais são: a fertilização in vitro (FIV), a inseminação artificial (IA), e a microinjeção espermática (ICSI). Assim como Deus permite e usa tantos outros procedimentos médicos, um destes pode ser usado por ele para atender ao desejo do casal que ora por um filho ou filha. Pode ser uma decisão difícil e um procedimento caro… 

Minha esposa não precisou de nenhum desses procedimentos. Mas a concepção dos dois primeiros filhos só aconteceu após um tratamento. 

O casal que não tem filhos pode preferir adotar um ou mais. Há por aí muitos bebês abandonados e crianças desamparadas. Se Deus não lhes der filhos biológicos, talvez queira lhes dar os chamados “filhos do coração”. Estes, se educados nos caminhos do Senhor, poderão ser instrumentos de Deus para importantes ministérios. 

O Pr. Renato Vargens listou algumas “Razões bíblicas que incentivam casais cristãos à adoção de crianças”. Transcrevo apenas duas: (1) O exemplo do próprio Deus, que mediante Jesus Cristo, nos adotou como filhos (Ef 1.5); (2) Adotar uma criança é eleger um filho. Nós fomos eleitos pelo Pai sem merecimento (Ef 1:4). Um casal pode eleger uma criança para amar e cuidar.

5. Busque sabedoria e consolo na família de fé.

É importante compartilhar com os irmãos seu desejo de ter filhos e construir uma família. Peçam que orem por vocês neste sentido. Eles serão solidários, amigos e bons conselheiros. Devem ser!  Eles os ajudarão com oração, apoio e aconselhamento pastoral. Está escrito: “Ajudem a levar os fardos uns dos outros […]” (Gl 6.2); “Orem uns pelos outros” (Tg 5.16) “Alegrem-se com os que se alegram e chorem com os que choram” (Rm 12.15).

Deus os abençoe!

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