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Série: Uns aos outros. VII. “Aptos para admoestar uns aos outros” (Rm 15.14)

Exortação e admoestação são palavras parecidas, mas não idênticas. Como dito no estudo anterior, exortar significa animar, encorajar, estimular. Já admoestar significa corrigir, advertir sobre um erro ou repreender com mansidão.

Por que precisamos de admoestação?

Na igreja de Roma havia pessoas que criavam divisões, escândalos e enganavam os mais simples (Rm 16.17-18). Por isso, Paulo escreve aos cristãos daquela comunidade:

“Estou convencido de que vocês estão cheios de bondade, repletos de conhecimento e capacitados para admoestar uns aos outros” (Rm 15.14).

Aqueles irmãos enfrentavam perigos de desvio doutrinário e moral, e por isso necessitavam de correção.

  1. Admoestar é advertir sobre um perigo eminente. Paulo lembrou aos cristãos de Éfeso que, por três anos, noite e dia, os alertou com lágrimas (At 20.31). Esse cuidado era necessário para que não fossem enganados.
  2. Admoestar é também corrigir um erro já cometido. Não se trata apenas de avisar, mas também de chamar à responsabilidade e guiar ao arrependimento (2 Tm 2.25-26).

Em Roma e em Éfeso, falsos mestres surgiram, espalhando discussões inúteis. Por isso Paulo pediu a Timóteo que permanecesse ali para corrigir e orientar (1 Tm 1.3-7; 2 Tm 4.1-4).

Como uma pessoa torna-se apta para admoestar?

Paulo diz que a aptidão para corrigir vem de duas bases principais:

  • Bondade (fruto do Espírito – Gl 5.22-23): corrigir sem dureza, mas com amor.
  • Conhecimento da Palavra de Deus: falar com fundamento bíblico.

Por isso ele aconselhou a Timóteo: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (2 Tm 4.2).

E aos gálatas: “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado” (Gl 6.1).

Dois extremos a evitar: omissão e fofoca

A Bíblia ordena várias vezes a prática da admoestação (1 Ts 5.14; 2 Ts 3.14-15; Hb 10.25). Mesmo assim, muitos cristãos se calam diante do erro do irmão. Por quê? Algumas razões:

  • Egoísmo: falta de interesse pelo próximo.
  • Respeito humano: medo de parecer rude.
  • Culpa pessoal: como corrigir alguém se eu mesmo não consertei meu erro? (Mt 7.4-5).
  • Falta de conhecimento bíblico: sem base na Palavra, ficamos inseguros (2 Tm 2.15; 3.16-17).

O silêncio pode trazer grandes prejuízos para a pessoa e para a igreja. Ainda pior que se calar é falar mal do irmão. Muitos preferem comentar os erros em vez de corrigir com amor. Mas Tiago alerta: “Não falem mal uns dos outros” (Tg 4.11).

Jesus nos mostrou o caminho correto (Mt 18.15-17):

  1. Primeiro, converse em particular com o faltoso.
  2. Se ele não o ouvir, volte a lhe falar com mais uma ou duas pessoas.
  3. Se ainda resistir, leve a questão à igreja.

Assim ganhamos o irmão em amor, sem destruir sua vida com fofoca.

Perguntas para reflexão e discussão em grupo

Introdução.

Conviver em comunidade cristã é um grande privilégio, mas também um desafio. Nem sempre nossos irmãos estão no caminho certo — e, às vezes, nós também precisamos de correção. A Bíblia ensina que todo cristão deve estar preparado para admoestar (corrigir) o outro em amor e mansidão.

  1. Qual a diferença entre exortar e admoestar?
  2. Você já precisou corrigir alguém? Como foi essa experiência?
  3. O que acontece quando deixamos de corrigir um irmão em pecado?
  4. Como evitar que a correção se torne crítica destrutiva ou fofoca?
  5. O que Jesus ensinou sobre  a maneira como podemos e devemos corrigir irmãos que pecam (Mt 18.15-17):
  6. Leia Pv 12.1; 13.18; 15.32. O que aprendemos sobre a importância de aceitar correção?
  7. Como podemos cultivar bondade e conhecimento da Palavra para estarmos aptos a admoestar?
  8. O exemplo de Natã corrigindo Davi (2 Sm 12.13; Sl 51) nos inspira. O que podemos aprender com a reação de Davi?

Conclusão. Admoestar uns aos outros é um ato de amor e cuidado. Ignorar o erro do irmão ou apenas falar dele por trás não ajuda em nada. Pelo contrário, destrói relacionamentos e enfraquece a igreja. Mas quando corrigimos com amor, podemos ganhar o irmão de volta e fortalecer o corpo de Cristo.

Éber Lenz César

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