0
(0)

Série: Uns aos outros. V. “Ensinem e aconselhem uns aos outros” (Cl 3.16)

Na vida cristã, somos chamados a duas atitudes complementares: de um lado, a suportar uns aos outros em nossas fragilidades, escrúpulos e diferenças de opinião; de outro, a buscar maturidade, deixando de lado exageros e escrúpulos desnecessários, crescendo juntos na Palavra de Cristo, para que possamos nos instruir e aconselhar mutuamente.

A unidade de pensamento é possível

A igreja de Corinto sofria com divisões causadas por preferências pessoais, falta de maturidade doutrinária e opiniões divergentes. Foi por isso que o apóstolo Paulo lhes escreveu: “Peço a vocês… que todos falem a mesma coisa, que não haja divisões entre vocês, mas que estejam unidos, com o mesmo modo de pensar e o mesmo propósito” (1 Co 1.10; 13.11).

O mesmo aconteceu na igreja de Filipos: Havia disputas internas e até partidos se formando. Paulo exortou os exortou: “Completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, unidos de alma, pensando a mesma coisa. Não façam nada por espírito faccioso […]” (Fp 2.2-3). Aliás, duas irmãs específicas — Evódia e Síntique — precisaram receber uma exortação direta: “Peço a Evódia e a Síntique que tenham o mesmo modo de pensar no Senhor” (Fp 4.2).

Esses textos deixam claro que é possível conversar numa boa, encontrar pontos em comum, chegar a uma concordância, preservar a unidade. 

A Cabeça é uma só

Ouvi falar de uma criança que nasceu com duas cabeças. Viveu pouco tempo. Um corpo só pode ter uma cabeça. Se tiver duas, há confusão e morte; se não tiver nenhuma, também não sobrevive.

Assim é com a Igreja: Cristo é a Cabeça, a Igreja é seu corpo (Ef 4.15-16; 1 Co 12.27). Se Cristo é a Cabeça, não faz sentido que cada membro pense de forma independente, como se houvesse várias direções diferentes. O pensamento unificado só é possível quando todos nós podemos dizer, como Paulo: “Nós temos a mente de Cristo” (1 Co 2.16).

Ensino e aconselhamento bíblicos

A verdade é que, muitas vezes, não pensamos como Cristo. Divergimos em pontos doutrinários e práticos, insistimos em nossas próprias ideias, discutimos e até deixamos de nos suportar. Isso gera divisões e até rupturas na Igreja.

Mas Paulo nos lembra: “Que a palavra de Cristo habite ricamente em vocês; instruam-se e aconselhem-se mutuamente” (Cl 3.16). É pela Palavra que conhecemos a mente de Cristo; é por meio dela que aprendemos a viver em harmonia com ele e, consequentemente, uns com os outros.

O ensino e o aconselhamento mútuos são ferramentas essenciais para isso. Quando recebemos e transmitimos conselhos fundamentados na Palavra, estamos, de fato, ouvindo e ensinando o que o próprio Cristo nos diria. Assim, avançamos juntos rumo à “unidade da fé” (Ef 4.13,15).

Evódia e Síntique, em Filipos, precisavam exatamente desse processo: Rever, na Palavra de Cristo, o que ele, Cristo, pensava sobre suas divergências, compartilhar o que aprendessem e, então, alinhar-se ao apelo de Paulo: “Tenham o mesmo modo de pensar, no Senhor”.

Éber Lenz César

Este conteúdo foi útil para você? Deixe sua avaliação.

0

Sua avaliação é muito importante!

Qual é a sua avaliação para este post

Obrigado por avaliar este post. Siga-me nas redes sociais