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Fundamentos para um casamento feliz e duradouro 

 VIII. Resolvendo os conflitos conjugais

No casamento sempre haverá algum desentendimento. As pessoas são diferentes, têm opiniões próprias… Quando se casam, logo descobrem que os respectivos cônjuges não possuem todas aquelas qualidades que idealizaram e visualizaram no amado ou na amada antes do casamento. Então, tentam “mudar” o cônjuge. Aí começam os conflitos! Principalmente porque o “método” adotado geralmente inclui queixa, crítica, ironia, sermões e até choradeira…

A maioria atribui seus conflitos às circunstâncias adversas: mas o verdadeiro problema é o ego de um e de outro. As pessoas são naturalmente egoístas; buscam o próprio interesse; exigem liberdade irrestrita e ainda esperam a aprovação incondicional do outro. Precisam submeter o ego ao Senhorio de Cristo. Se Jesus estiver mesmo no coração de cada um e no centro do casamento, eles poderão viver em harmonia. 

Uma boa discussão!

“Todo casal tem suas brigas!” É verdade, lamentavelmente. Suponha, porém, que um casal cristão queira evitar discussões e brigas frequentes. O que podem fazer? Antes de tudo, precisam entender que uma discussão não tem que terminar em briga. Pode e deve ser uma boa discussão. Um e outro terão que admitir e corrigir equívocos e faltas. Sugestões úteis: 

  1. O objetivo da discussão não é determinar um vencedor e um perdedor. Também não é mudar o cônjuge. É entender melhor o que ele pensa a respeito do assunto em questão. Assim sendo, pode ser estratégico um dizer para o outro, a certa altura da discussão: “Diga-me se eu entendi bem. Você acha que…” Se, com a discussão, marido e mulher se entenderem melhor, então terá valido a pena.
  2. É preciso controlar as emoções, com a ajuda de Deus. Quando emocionados e agitados, costumamos dizer coisas que não queremos dizer, coisas que ferem o outro. Se a discussão esquentar, é melhor que um dos cônjuges diga, delicadamente: “Que tal pararmos por aqui, e orarmos sobre este assunto hoje e amanhã? Conversaremos mais depois.”
  3. Focar no  problema. É fácil criticar, acusar, julgar e condenar o outro e seus motivos. Às vezes, agimos como se pudéssemos ler as mentes e discernir os motivos das pessoas. Ver Mt  7.1-2 e Rm 2.1.
  4. Não raro nosso ataques resultam de incidentes que nada têm a ver com o presente conflito. Os casados, às vezes, descarregam sobre o cônjuge as irritações e aborrecimentos gerados por circunstâncias adversas ou atitudes erradas de outras pessoas. O cônjuge é o alvo mais próximo.. Não entre nessa briga!
  5. É preciso saber como e quando encerrar uma discussão. Algumas discussões e brigas nunca terminam; continuam por anos. Alguns cônjuges brigam por certas coisas a vida toda. Algumas questões são abandonadas sem solução. Um dos cônjuges, cansado, diz: “Deixa pra lá!”  Mas o ressentimento permanece. A questão não foi resolvida. Se não é bom discutir a vida toda a mesma questão, também não é bom deixar o problema sem solução.

Como resolver um conflito.

Cartas na mesa. Marido e mulher disseram o que precisavam dizer um ao outro, e entenderam melhor um ao outro. Que fazer, então? Como resolver o conflito? Três outras sugestões, todas baseadas no ensino geral das Escrituras.

  1. Atentar para as próprias faltas e áreas que precisam ser melhoradas, reconhecer sua parcela de culpa, por menor que seja. A culpa nunca é de um só. Leia Mt 7.3-5.
  2. Perdoar as faltas do cônjuge. Isto é difícil, principalmente quando o outro não se arrepende e não pede desculpas. Mas, se reconhecemos realmente nossa parte de culpa, temos que admitir que a falta do outro, pelo menos em parte, resultou da maneira como o tratamos. Então porque não perdoá-lo mesmo quando ele ou ela não admite os próprios erros? “Mas a mágoa é muito grande. Eu não posso perdoar”. Veja o que Cristo disse em Mt 6.14-15. À primeira vista, esta passagem parece ensinar-nos que nós só seremos perdoados se perdoarmos aos outros as suas ofensas contra nós. O perdão de Deus ou do outro parece condicionado a nossa disposição para perdoar. Entretanto, isto contradiz o ensino de Cristo e dos apóstolos noutras passagens, ou seja, que o perdão dos nossos pecados é uma graça de Deus em Cristo; está disponível para todos; é graça, favor imerecido. Assim sendo, entendemos que o que esta passagem ensina é o seguinte: Se uma pessoa recusa-se sistematicamente a perdoar os outros, isto somente indica que ela nunca se arrependeu sinceramente dos próprios pecados, nunca os confessou de verdade, razão porque não foi perdoada, não tem experiência do perdão e não sabe perdoar. João escreveu: “Deus é amor […]. Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (I Jo 4.8,19). Isto aplica-se ao perdão: “Deus é perdoador […]. Nós perdoamos porque ele nos perdoou primeiro”. Portanto:  “Longe de vós, toda amargura […]. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como Deus, em Cristo, vos perdoou. Sede imitadores de Deus […]” (Ef 4.31-5.1)..
  3. Pedir desculpas ao cônjuge por nossa parte na culpa. Não da boca para fora, só para encerrar a discussão ou melhorar o clima, mas sinceramente. Também não ajuda nada dizer: “Eu errei, mas você também…”. Um pedido de desculpas verdadeiro não inclui atenuantes nem acusações. Nada de “mas…”

Por que é tão difícil pedir desculpas?

  1. Alguns homens acham que pedir desculpas é um sinal de fraqueza. Não é.  Na verdade, é um sinal de força espiritual e emocional.
  2. Muitos casados temem perder o respeito ou mesmo o amor do cônjuge (e dos filhos) se admitirem suas faltas. Mas acontece o contrário…
  3. Alguns insistem em dizer que seriam hipócritas se pedissem desculpas, uma vez que, mais provavelmente, farão a mesma coisa outra vez. Não necessariamente. Deus diz que devemos confessar nossas faltas uns aos outros e perdoar uns aos, sempre. E ele sabe que somos fracos e reincidentes. Ele nos ajudará (Fp 1.6).
  4. Alguns acham difícil pedir desculpas porque já tentaram fazê-lo uma ou mais vezes e não foram bem sucedidos. O cônjuge não quis saber, e não os perdoou. É preciso repassar aquele momento. Pediram desculpas sem convicção, apenas para encerrar a discussão? Pediram desculpas, e, ao mesmo tempo, acusaram o cônjuge. Oraram antes para Deus mudar a disposição do cônjuge? 

Reconciliação e adoração.

Jesus ensinou que os adoradores precisam se reconciliar uns com os outros, sempre que necessário, antes de qualquer ato de culto (Mt 5.23-24).  Note que ele disse: “Se você se lembrar que o seu irmão [quanto mais o cônjuge!] tem alguma queixa contra você […] vá logo fazer as pazes com o seu irmão [cônjuge]”. Se o outro tem alguma queixa contra nós, certamente nós o ofendemos ou entristecemos. Por isso não empurremos para ele a responsabilidade e a iniciativa da reconciliação.

Conclusão.

Não é realmente difícil fazer o que Deus nos pede em sua Palavra. Se nós honestamente queremos ver o nosso casamento mudar, devemos seguir estas sugestões baseadas no ensino geral das Escrituras, e orar pedindo ao Senhor que nos ajude.

Éber Lenz César

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