Comove-nos saber que Jesus, nos primeiros dias da chamada Semana Santa, e a despeito do que sabia que lhe fariam ainda naquela semana, zelou pela santidade do Templo, enfrentou a oposição dos fariseus e seus escribas, ensinou e curou a muitos dentre o povo, pastoreou seus discípulos…
Na quinta-feira, à noite, celebrou a Páscoa com estes e instituiu a Santa Ceia. Feito isto, saiu com eles para o Monte das Oliveiras, no caminho para Betânia (Judas já não estava com eles). Jesus adentrou a noite dizendo-lhes muitas “palavras de despedida” (Jo 14-16). Incluem um outro lamento sobre Jerusalém, profecias referentes à destruição desta velha cidade e também sobre o fim dos tempos, e preciosas promessas. As mais conhecidas e confortadoras parecer seu estas:
“Na casa de meu pai há muitas moradas […]. Vou preparar lugar para vocês e, quando tudo estiver pronto, virei buscá-los, para que estejam sempre comigo, onde eu estiver […]. Eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Encorajador […]. Amem uns aos outros como eu amo vocês […].”
Muito mais poderia ser dito sobre os ensinos, milagres e atitudes de Jesus antes do climax de sua obra, na sexta-feira! Entretanto, vou me ater a uma coisa que ele disse quando instituiu a Santa Ceia, e que me aqueceu o coração.
Quando passou o cálice de vinho aos seus discípulos, Jesus lhes disse:
“Cada um beba dele […]. E acrescentou: “Prestem atenção ao que eu lhes digo: não voltarei a beber vinho até aquele dia em que, com vocês, beberei vinho novo no reino de meu Pai” (Mt 26.29; Mc 14.25; Lc 22.15-16).
Lucas registrou algo mais:
“Assim como meu Pai me concedeu um reino, eu agora lhes concedo o direito de comer e beber à minha mesa, em meu reino” (22.29-30).
Vamos entender.
Em Mt 8.5-13, lemos acerca do centurião romano que pediu a Jesus para curar um servo seu. O homem, embora romano, demostrou tamanha fé, que Jesus disse aos que o seguiam:
“Jamais vi fé como esta em Israel. E também lhes digo: Muitos virão de toda parte, do leste e do oeste, e se sentarão com Abraão, Isaque e Jacó no banquete do reino dos céus. Mas muitos para os quais o reino foi preparado [muitos de Israel] serão lançados fora, na escuridão, onde haverá choro e ranger de dentes.”
“Muitos de toda parte” (e de todos os tempos) inclui judeus como Abraão, Isaque e Jacó, alguns gentios do Velho Testamento e inúmeros do Novo Testamento e da história da Igreja, até à volta de Cristo, todos que tiveram ou têm ou terão a fé demonstrada pelo referido centurião. Estes “se sentarão com Abraão, Isaque e Jacó [e, claro, com o Senhor Jesus] no “banquete do reino dos céus”, também chamado “banquete de casamento ou bodas do Cordeiro” (Ap 19.9). O que Jesus disse aos seus discípulos (Judas já excluido) aplica-se a nós, que cremos nele: “Eu lhes concedo o direito de comer e beber à minha mesa, em meu reino.” Maravilha! Será céu! Glória a Deus!
Entretanto, os que, a despeito das oportunidades e privilégios que tiveram ou têm, não creram ou não creem “[…] serão lançados fora, na escuridão, onde haverá choro e ranger de dentes.” Terrível! Será um inferno!
Agora, como você entende essa dita “mesa” celestial? Literalmente? Consegue imaginar uma mesa suficientemente grande, no céu, para reunir e servir crentes “de toda parte”, desde os tempos de Abel, do Gênesis?
Para simplificar, cito o comentário de renomado William Hendriksen:
“Beber vinho novo no Reino deve ser interpretado como símbolo da gloriosa reunião e das festividades intermináveis que os filhos de Deus esperam na vida por vir […]. As bênçãos da salvação das quais todos os salvos desfrutarão são aqui descritas sob o simbolismo de reclinarem-se todos […] ao redor de uma mesa lotada de comida desfrutando da doce comunhão uns com os outros e com o Anfitrião”
Essa interpretação é confirmada por várias outras passagens, como o Sal 23.5 e Mt 22.1ss, onde lemos a parábola da Grande Ceia.
Concluo com estas palavras que um homem disse a Jesus, meio fora de contexto: “Feliz será aquele que participar do banquete no reino de Deus!” (Lc 14.15). Amém!
Éber Lenz César (eberlenzcesar)
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