Davi, no Salmo 57, nos ensina o que fazer num dia de aflição. Ele estava escondido numa caverna, fugindo do rei Saul, que o queria matar. Saul, por uma necessidade pessoal, entrou na caverna. Não notou a presença de Davi e seus companheiros (I Sm. 24).
A situação era muito perigosa para Davi. Para muitos, aquela caverna teria sido o cenário perfeito para uma crise de pânico. Para Davi, foi o lugar ideal para exercitar a fé e compor um hino de vitória.
Davi primeiro orou: “Ó Deus, tem misericórdia […]”. Ele era forte e corajoso, com um histórico de lutas e vitórias, mas reconhecia suas limitações; sabia que precisava da proteção de Deus.
E continuou orando: “[…] à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades […]”. Davi viu as paredes escuras e úmidas da caverna como se fossem as asas protetoras de Deus.
E disse mais: “Firme está o meu coração, ó Deus, o meu coração está firme” (v.7). Na adversidade, precisamos nos apoiar e firmar em algo seguro e estável. Davi não se firmou nos homens que estavam com ele, mas em Deus e suas promessas.
E continuou: “Clamarei ao Deus Altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa. Ele dos céus me envia o seu auxílio e me livra” (vs.2,3). Deus usa coisas e pessoas para proteger-nos e abençoar-nos, mas é ele quem o faz, afinal.
Davi também externou seu desejo de que toda aquela experiência redundasse em glória para Deus. “Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus, e em toda a terra esplenda a tua glória” (vs. 5,11). Testemunho teocêntrico.
Se Deus permitir uma aflição em sua vida, e por todo tempo que a permitir, refugie-se em sua Palavra, confie, tranquilize-se! Exalte e glorifique o Senhor!
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Éber Lenz Cesar ([email protected])
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