Bem no começo da história da igreja, os apóstolos estavam sendo muito usados por Deus, curando enfermos e falando de Jesus a muita gente. Com a bênção de Deus, “Crescia mais e mais a multidão de #crentes” (At 5.12-14). Então, por inveja, o sumo sacerdote e outros líderes religiosos judeus prenderam os #apóstolos em uma prisão pública. Entretanto, naquela mesma noite, um anjo do Senhor libertou Pedro e os que estavam com ele, e lhes disse: “Ide e, apresentando-vos no templo, dizei ao povo todas as palavras desta vida” ou, como lemos noutra versão: “Vão ao tempo e transmitam ao povo esta mensagem de vida” (At 5.17-20).
Foi isto mesmo que os apóstolos fizeram, não somente naquele dia, mas continuamente; não somente no templo, mas por toda parte; não somente eles, mas todos os crentes… Do começo ao fim, o livro de Atos relata o esforço evangelístico dos primeiros cristãos. Mesmo perseguidos, eles “iam por toda parte pregando a Palavra” (At 8.1,4).
Por que “palavras de vida”? Porque são a Palavra de Deus. No contexto dos evangelhos e de Atos, são os ensinos de Jesus e relatos sobre sua morte e ressurreição, principalmente. #Vida (com V maiúsculo em algumas traduções) se refere a um tipo de vida que somente Jesus podia e pode conceder. Inclui conhecimento de Deus, arrependimento, perdão de pecados, paz, alegria, esperança e muito mais.
Os #apóstolos e outros discípulos que conviveram pessoalmente com Jesus certamente se lembravam daquele final de tarde, quando Jesus, depois de uma longa pregação, multiplicou pães e peixes e alimentou a multidão que o ouvia (Jo 6). No dia seguinte, aquela gente o procurou esperando ver mais milagres e comer pão de graça. Jesus lamentou que eles estivessem interessados apenas no pão material, e lhes falou longamente sobre um outro “pão”, o “pão de Deus que desce do céu e dá vida ao mundo”. Alguns, ainda sem entender bem as palavras de Jesus, pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão.” Jesus explicou: “Eu sou o #pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome […]. Quem crê em mim tem a #vida eterna […]” (Jo 6.33-35). Muito mais Jesus lhes disse… Não adiantou. Não era o que eles queriam. “À vista disso, muitos dos seus discípulos [ou pretensos discípulos] o abandonaram e já não andavam com ele” (Jo 6.66). Será que ainda acontece?
Na sequência, Jesus se voltou para os Doze (os apóstolos) e lhes perguntou: “Porventura, quereis também vós outros retirar-vos?” Queria prová-los!
Pedro, sempre mais falador, respondeu, falando por si e pelos outros: “Senhor, para quem iremos. Tu tens as palavras da vida eterna.; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus” (Jo 6.67-69). Como quem diz:
“Senhor, não há ninguém mais para quem possamos ir; ninguém que satisfaça os anseios de nosso coração. Mesmo não entendendo tudo que o senhor disse há pouco e noutras ocasiões, seus ensinos e seu exemplo têm significado muito para nós; de fato, mudou nossa maneira de ver a vida e de viver. É como se agora estivéssemos vivendo uma #vida nova. Quem mais poderia fazer isto por nós? Só o senhor tem essas palavras transformadoras, palavras de vida. Nós cremos no Senhor e, na medida em que o temos conhecido melhor, mais entendemos que o Senhor é, de fato, o #Santo de Deus, separado por Deus para nos salvar!”
Jesus tem sido Pão da Vida para nós? Lemos e estudamos a Palavra de Deus, principalmente os textos sobre a vida, obra e ensinos de Jesus? Que importância damos à #pregação da Palavra? As pregações que temos ouvido têm sido Pão para a nossa alma, palavras vivas? Até onde têm, de fato, nos transformado e vivificado?
Éber Lenz. César
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