Em Atos 11.26 lemos: “Em Antioquia, os discípulos foram pela primeira vez chamados cristãos”. Isso nos faz pensar: Por que pessoas que nem acreditavam em Jesus — e até eram contra ele — deram esse apelido aos seus seguidores?
Provavelmente, foi com intenção de zombar. Mas, em vez de se ofenderem, os discípulos ficaram alegres! Eles sabiam que aquele apelido tinha surgido porque as pessoas percebiam neles algo do próprio Cristo — o jeito de agir, reagir e viver lembrava muito o que tinham visto em Jesus.
O “apelido” pegou. E se tornou, ao mesmo tempo, uma honra e uma responsabilidade.
Se formos sinceros, e entender o termo “cristão” desse jeito, isso até nos deixa um pouco desconfortáveis, porque percebemos que nem sempre somos tão parecidos com Cristo assim… Mas vamos continuar.
Uma lição para os “Filhos do Trovão”
Certa vez, Jesus estava indo para Jerusalém, e enviou Tiago e João adiante para arrumar hospedagem numa vila de samaritanos. Mas eles foram rejeitados. Cheios de raiva, voltaram dizendo: “Senhor, quer que a gente mande fogo do céu para destruir essa gente?” (Lucas 9.51-56).
Não é à toa que Jesus os apelidou de “Filhos do Trovão” — eram explosivos e briguentos. Mas Jesus os chamou para segui-lo e estava moldando o caráter deles. Então respondeu algo como: “Vocês não têm ideia de qual espírito os está guiando… Não é assim que eu ajo”.
Andando com Jesus, esses dois e outros foram sendo transformando. Tiago, anos depois, foi executado por causa da sua fé, e João escreveu a carta que fala tanto sobre amor — 1 João.
Quando olhamos para nossa vida, conseguimos perceber mudanças assim? Estamos ficando mais parecidos com Jesus?
O Espírito Santo
Desde a ascensão de Jesus, quando ele subiu aos céus, não podíamos mais segui-lo fisicamente, ouvir sua voz ou observar suas reações no dia a dia. Mas ele não nos deixou sozinhos. Antes de ir, prometeu:
“Eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Auxiliador, o Espírito da Verdade, para estar com vocês para sempre. O Espírito Santo ensinará a vocês todas as coisas e fará com que se lembrem de tudo o que eu disse” (João 14.16-17, 26).
Quando recebemos Jesus como Salvador e Senhor, o Espírito Santo — também chamado de Espírito de Cristo — passa a habitar dentro de nós, conforme foi prometido no Antigo Testamento e pelo próprio Jesus.
O fruto do Espírito
O Espírito de Cristo trabalha para nos transformar e nos fazer cada vez mais parecidos com Jesus (II Coríntios 3.18; Romanos 8.29). Dentre outras coisas, ele produz em nós o chamado fruto do Espírito: “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gálatas 5.22-23).
Perceba que Paulo fala fruto no singular — não são vários frutos separados, mas um conjunto de características que nascem juntas, como uvas num mesmo cacho.
O Espírito é quem produz esse fruto, mas ele conta com a nossa abertura e cooperação. E como cooperamos com ele?
A Bíblia também nos alerta sobre o perigo de fazer o contrário — resistir ao Espírito (Atos 7.51), apagar o Espírito (1 Tessalonicenses 5.19) ou entristecer o Espírito (Efésios 4.30).
Nos próximos estudos, vamos olhar com mais tempo cada uma das virtudes que formam o fruto do Espírito e como crescer nelas para sermos mais parecidos com Cristo.
Éber Lenz César
Este conteúdo foi útil para você? Deixe sua avaliação.
5
Sua avaliação é muito importante!