Muitas árvores têm uma raiz primária que desce diretamente do tronco às profundezas do solo. Esta raiz, mais do que as outras, contribui para que as árvores cresçam, dêem frutos e sejam firmes. Na vida do crente, especialmente no que toca à mordomia, há também uma raiz que o faz crescer e produzir frutos: é a gratidão.
1. A gratidão faz que o culto e a mordomia sejam mais verdadeiros.
“De todas as motivações religiosas, a gratidão é a mais pura e a mais forte” (W.B. Salbie). Nada conserva o homem tão perto de Deus como o senso de obrigação para com ele” (J. Mackai). Os Salmos são, em sua maioria, cânticos de gratidão. “Rendei graças ao Senhor […]. Lembrai-vos das maravilhas que fez” (Sl 105,106,107, etc.).
A finalidade principal das três grandes festas anuais que os israelitas realizavam em toda a nação, e nas quais faziam ofertas abundantes, era conservar o povo lembrado das bênçãos recebidas e, consequentemente agradecido e obediente. (Dt 16).
A gratidão é a fonte de toda adoração verdadeira, e o motivo para toda oferta. Ver Ef 5.18-20; I Ts 5.18. Não havendo gratidão, o culto, se for feito, não será “em espírito e em verdade” (Jo 4.24); as ofertas, se forem dadas, não serão de modo algum, “segundo a bênção que o Senhor Deus nos tem concedido” (Dt 16.17); o culto será formal, as ofertas serão migalhas.
2. Deus não aceita culto e ofertas sem gratidão, de má vontade.
No tempo do profeta Malaquias, Israel estava oferecendo pão imundo e animais cegos, aleijados e doentes. E ainda reclamava: “É difícil demais servir ao Senhor!”, ou, como lemos noutra versão: “Que canseira!” (Ml 1.7,13). Deus lhes disse: “Que dera um de vocês fechasse as portas do templo para que não se acendesse em vão o fogo do meu altar! Não me agrado de vocês […]. Não aceitarei suas ofertas” (1.10). No v. 2 temos uma referência à causa dessas ofertas mesquinhas e feitas de má vontade. Deus dizia ao povo: “’Eu sempre amei vocês’. Mas vocês perguntam:’De que maneira nos amou?’” Faltava-lhes reconhecimento e gratidão. Não admira que seus cultos fossem uma canseira e suas ofertas as sobras, o pior. Deus prefira que fechassem o templo.
3. A gratidão produz no crente o desejo de servir a Deus com a sua vida.
C. Willians disse: “A gratidão é uma necessidade; é o amor olhando para o passado.” Quando olhamos para o passado de nossa vida e, com honestidade, procuramos ver o que o bondoso Deus tem feito por nós, nos damos conta de inúmeras e grandes bênçãos. A maior delas, certamente é a dádiva de Jesus Cristo. Como Paulo, devemos reconhecer: “Ele me amor e se entregou por mim” (Gl 2.20). E agradecer: “Graças a Deus por essa dádiva tão maravilhosa que nem as palavras conseguem expressar” (II Co 9.15). Paulo não disse essas coisas formalmente, da boca pra fora. Ele manifestou sua gratidão ofertando sua vida a Cristo (antes de qualquer oferta em dinheiro). Esse apóstolo, mordomo fiel, disse também: “O amor de Cristo nos impulsiona […]. Ele morreu por todos, para que os que recebem sua nova vida não vivam mais para si mesmos, mas para Cristo, que morreu e ressuscitou por eles” (II Co 5.14,15).
Éber Lenz Cesar ([email protected])
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