Por que não evangélico?
Primeiro, porque, em muitos casos, não passa mesmo de um rótulo, e um rotulo desgastado por maus exemplos de indivíduos e igrejas que se dizem evangélicos.
Tenho aqui, em mãos, um dos livros escritos por Ronald Sider, orador e escritor mundialmente conhecido, colunista do Christianit Today. O título já é chocante: O Escândalo do Comportamento Evangélico (Ver nota 1). De fato, há escândalos por aí, em todos os segmentos religiosos. Algumas igrejas têm nomes esdrúxulos, ensinam e praticam coisas absolutamente estranhas ao verdadeiro Evangelho. E a mídia não faz distinção…
Há também uma certa confusão terminológica: crente, cristão, protestante, evangélico… Neste cenário, muitos preferem identificar-se com o nome de sua igreja ou denominação: Presbiteriano, Batista, Luterano, Anglicano, Metodista, Assembleiano, Pentecostal, etc. As denominações históricas, mais antigas, reformadas, divergem em questões administrativas, litúrgicas, modo de ministrar os sacramentos e coisas tais, mas pregam a Palavra de Deus e creem no Evangelho, como vou comentar à frente.
Cristão? Mesmo?
Pessoalmente eu prefiro me apresentar como cristão. Deveria bastar. Essa identificação é bíblica e muito significativa. “Foi em Antioquia que os discípulos foram chamados de cristãos pela primeira vez” (At 11.26), Os que lhes deram este apelido, o fizeram com desprezo; não criam e não gostavam nada de Jesus, mas perceberam naqueles seguidores de Jesus as atitudes, jeito de ser e falar que lembrava o Cristo! Os discípulos gostaram; o apelido pegou. Muito honroso, por sinal! Mas hoje… Como se diz, exagerando: “Todo mundo se diz cristão”, independentemente da fé, da igreja, do comportamento, da relação pessoal com Deus, com Cristo, com a Bíblia.
Cristão evangélico? Melhor!
Já restringe, aperta o círculo. Mas também pode não significar muito, a menos que esse cristão seja de fato evangélico, não um “evangélico” de IBGE, mas um cristão que, de fato, se arrependeu de seus pecados, creu no Evangelho e se reconciliou com Deus.
Como se sabe, o termo “evangelho” (do grego euangelion) significa “boa nova”. Naquela noite gloriosa em que a virgem Maria deu à luz o menino Jesus, um anjo do Senhor apareceu a alguns pastores, nas campinas de Belém, e lhes disse: “Não tenham medo! Trago boas notícias que darão grande alegria a todo o povo: Hoje, em Belém, a cidade de Davi, nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor!” (NVT). Outra versão diz: “Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria […]” (RA, Lc 2.10-11). Na sequência, apareceram muitos outros anjos, louvando a Deus e dizendo: “Gloria a Deus nos mais altos céu, e paz na terra àqueles de que Deus se agrada” ou “[…] entre os homens a quem ele quer bem” (v. 14). Foi maravilho, glorioso!
Que evangelho! É com alegria e profunda gratidão a Deus que podemos e devemos confessar: Sou cristão, cristão evangélico!
Mais sobre o Evangelho.
Entretanto, o evangelho é mais que essa “boa-nova” trazida pelos anjos. Quatro discípulos de Jesus, Mateus, Marcos, Lucas e João, inspirados pelo Espírito Santo, registraram o essencial de tudo que Jesus fez e ensinou. Tudo tem especial importância, mas o mais importante é o comovente relato de sua morte na cruz e de sua gloriosa ressurreição.
O apóstolo Paulo escreveu aos cristãos de Corinto:
“Agora, irmãos, quero lembrá-los da boa-nova que lhes anunciei anteriormente […]. São essas boas novas que os salvam […]. Eu lhes transmiti o que era mais importante: Cristo morreu por nossos pecados, como dizem as Escrituras. Ele foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia, como dizem as Escrituras” (I Co 15.1-4).
Então, quando dizemos que somos evangélicos, estamos dizendo:
Entendendo melhor o que é ser evangélico
Quer ficar ainda mais à vontade, mais feliz e grato a Deus para se apresentar como cristão evangélico? Além do que já foi dito, veja estas outras características do verdadeiro evangélico e como nos tornamos evangélicos (Ver nota 2).
Conclusão
Uma das passagens mais conhecidas e importantes do evangelho é esta:
“Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho único, para que todo aquele que nele crer não pereça [espiritualmente], mas tenha a vida eterna. Deus enviou seu Filho ao mundo não para condenar o mundo, mas para salvá-lo por meio dele. Não há condenação alguma para quem crê nele. Mas quem não crê já está condenado por não crer no Filho único de Deus” (Jo 3.16-17).
Jesus iniciou seu ministério público dizendo: “O reino de Deus está próximo! Arrependam-se e creiam nas boas-novas!” (Mc 1.15).
Se já o fizemos, se já olhamos para a cruz, se cremos em Jesus como nosso amado Salvador e Senhor, se estamos no Caminho, se amamos a Palavra de Deus e pautamos nossa vida em seus ensinos, podemos e devemos resgatar este “rótulo”, melhor, essa confissão de fé, esse testemunho: Somos cristãos Evangélicos. Louvado seja Deus!
Notas:
Pr. Éber Lenz César
Aguarde as outras mensagens desta série.
Agradeço se comentar, expressando sua opinião a respeito.
[wpforms id=”17591″]
Este conteúdo foi útil para você? Deixe sua avaliação.
0
Sua avaliação é muito importante!