Não é sonho, não é fantasia, não é utopia, não é impossível. Há muitas por aí. Será que a sua é uma delas? Se não, pode ser…
Deus fez, Deus refaz!
Cremos que um Deus Soberano, Sábio, Poderoso e Amoroso criou o Universo. De um modo ou de outro, tudo foi criado por ele, inclusive a família. Ele a criou para sua glória e para nossa felicidade. A problema é que o pecado estragou tudo. O que desgraça muitas famílias é a pecaminosidade humana, que se manifesta de muitas maneiras: egoísmo, mentira, crítica, palavras ásperas, infidelidade, falta de sabedoria… Circunstâncias adversas também são um grande desafio.
Mas tem jeito, embora seja difícil. Os que estudam a Bíblia e têm fé sabem que, desde os primórdios da história, Deus está empenhado num grande plano de Redenção. Para dizer o mínimo, só o mais importante, ele enviou seu Filho ao mundo “para que o mundo fosse salvo por ele” (Jo 3.16-17). Os que reconhecem seus pecados, se arrependem, buscam o perdão de Deus com sinceridade são efetivamente perdoados e salvos, o que inclui uma mudança de mente, de coração, de atitude e de vida.
O apóstolo Paulo, que experimentou uma transformação extraordinária quando se encontrou com Cristo (At 9), escreveu aos cristãos de Corinto:
“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (II Co 5.17).
Estar “em Cristo” é expressão típica desse apóstolo, e significa estar em comunhão espiritual com Cristo, receptivo aos seus ensinos, submisso ao seu Senhorio. Que diferença isso faz! O indivíduo que está “em Cristo” torna-se, de fato, uma “nova criatura”. A família tem tudo a ganhar! Pode ser uma “nova família”.
Estar “em Cristo” tem correspondência. Ele também está “em nós”, pelo Espírito Santo. Ele mesmo disse, antes de sua ascensão aos céus:
“Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco” (Jo 14.16).
Isso aconteceu no Pentecostes seguinte (At 2). Desde então, os que crêem em Cristo e o recebem como seu Salvador e Senhor têm o Espírito Santo.
O que isso tem a ver com família feliz? Tem tudo a ver, posto que o Espírito Santo, também chamado Espírito de Deus e Espírito de Cristo, nos santifica ou aperfeiçoa. Ele produz em nós o chamado “fruto do Espírito”, virtudes tais como:
“amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gl 5.22-23).
O que mais pode querer uma esposa do seu marido? Ou o marido da sua esposa? De que mais precisa a família para ser feliz, com muito ou com pouco dinheiro? Só precisamos levar isso a sério, praticar mesmo. Não é fácil, mas é possível e, claro, é o melhor. Por que deixar que as coisas se deteriorem lar, que, como se diz, poderia ser “um pedacinho do céu”, torne-se um “inferno”? Ninguém quer isto! Deus muito menos!
Pais e filhos.
A relação pais e filhos é igualmente importante e difícil. Os pais, mesmo os que se dizem cristãos, às vezes, não agem como quem está “em Cristo”; não atentam para os ensinos da chamada Palavra de Deus. Ou são omissos ou severos demais com os filhos. Às vezes, Injustos. Muitos frequentam a igreja, professam a fé cristã, mas não a praticam em casa; são incoerentes, quando não hipócritas. Nada pior para a formação religiosa dos filhos.
Por outro lado, os filhos, mesmo na tenra infância, deixam claro que nasceram com o chamado pecado original. O bebê “lindo e fofinho” também. (Eu e minha esposa tivemos três!). Como o rei Davi, essa turminha linda precisa reconhecer:
“Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51.5).
As crianças geralmente são egoístas, briguentas, birrentas, desobedientes… Se não as corrigimos ainda na infância, dão trabalho e desgosto quando chegam à adolescência e à juventude.
Mas isso também tem jeito, o mesmo jeito! Os pais precisam corrigir seus filhos. Quanto mais cedo, melhor. “O pai que ama o filho, cedo o disciplina” (Pv 13.24), Ele o faz com oração, amor, firmeza, paciência, sabedoria, coerência e… exemplo! A Bíblia é um instrumento precioso, posto que, como escreveu o apóstolo Paulo:
“Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça […]” (II Tm 3.16-17. Ver Dt 6.5-9).
Os filhos, na medida em que crescem e assumem consciência e responsabilidade, precisam fazer sua parte, “honrar pai e mãe” (um dos Dez Mandamentos). A melhor maneira de honrar é respeitando e obedecendo (Êx 20.12; Ef 6.1-4).
A família pode ser feliz! É perfeitamente possível, em Cristo! Cada um fazendo sua parte, sem desistir jamais!
Pr. Éber César
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