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A passagem da nave #Orion pela face oculta da Lua, na última segunda-feira (8/4), e as fotos espetaculares que os astronautas fizeram ilustram uma verdade bíblica vivenciada por todos nós: Todos temos uma #face oculta, ou seja, pensamentos, sentimentos, aspirações e procedimentos que preferimos esconder.

Daqui da Terra, só podemos ver um lado da Lua, sempre brilhante, inspirador, e até romântico. Mas o outro lado… 

Mas tem uma coisa: Deus, o Criador, vê todas as coisas, de todos os lados! O rei #Davi, por um tempo, tentou esconder um pecado, mas acabou reconhecendo: “Ó Senhor, tu examinas o meu coração e conheces tudo a meu respeito […]. Mesmo de longe, conheces meus pensamentos. Tu sabes tudo que faço […]. Não há como fugir da tua presença. Se subo aos céus [como os astronautas], lá estás […]” (Sl 139.1-12). Isso é muito bom, mas pode ser assustador. Depende da relação que temos com o Senhor. É maravilhoso saber que Deus está em toda parte e, portanto, aqui comigo; que bom saber que ele conhece meus pensamentos e sabe o quanto eu o amo, o quanto sou grato por suas provisões, e que tudo o que eu mais quero é fazer sua vontade, cumprir seus propósitos para a minha vida. Isso a gente quer mesmo que ele veja; é a face brilhante da nossa vida! Mas e a outra face? Há algo que tentamos esconder de Deus? Muito melhor e necessário, é confessar, admitir, clamar por seu perdão e ajuda. Foi o que Davi, acabou fazendo: “Tem misericórdia de mim, ó Deus, por causa do teu amor […]. Pequei contra ti; fiz o que é mau aos teus olhos […]. Cria em mim, ó Deus, um coração puro […]. Restaura a minha alegria […]” (Sl 51). Num outro Salmo, ele diz: “Como é feliz aquele cuja desobediência é perdoada, cujo pecado é coberto!” (Sl 32).  

O que escondemos dos outros?

Mas não é só de Deus que tentamos esconder as coisas. Com mais frequência, escondemos dos outros muito do que realmente somos. Mostramos e até exibimos a face brilhante, mas a outra… Não me refiro apenas às coisas das quais nos envergonhamos: procedimentos imaturos e pecados. Há outras coisas…

  • Nossas dores. Muitas pessoas escondem feridas emocionais, traumas, decepções ou lutos. Por fora, podem parecer bem, mas por dentro…
  • Medos e inseguranças. Com toda essa competição e cobrança na família e no mercado de trabalho, muitos têm medo de fracassar, de não serem amados, de não corresponderem às expectativas. Esses sentimentos costumam ficar na “face oculta”.  Por que tornar-me vulnerável? 
  • Tentações e conflitos. Estas são as crateras mais profundas e assustadoras desse lado da nossa vida. Mas ninguém pode saber, o que é uma pena. Mesmo que nem tudo seja contado (afinal, a privacidade tem seu lugar); um pedido de oração pode ser o bastante: “Ore por mim! Estou passando por um tempo difícil!”
  • Potenciais não revelados. Nem tudo na face oculta é negativo. Alguns escondem talentos, dons e capacidades, seja por timidez, modéstia ou indisponibilidade. Não precisam! Podem ser mais úteis trazendo-os à luz, aproveitando oportunidades. Até porque Deus assim os agraciou com um propósito.

Face oculta e hipocrisia

Em muitos casos, a face oculta confunde-se com a #hipocrisia. Jesus precisou lidar com os líderes religiosos dos seus dias, os chamados escribas e fariseus, muitos deles mestres da lei, melhor dizendo, mestres de duas caras. Exibiam uma face aparentemente piedosa (Mt 6.2; 6.5; 6.16) e escondiam suas mazelas… Não de Jesus! Ele lhes disse: “Hipócritas! […]. Por fora parecem justos, mas por dentro seu coração está cheio de hipocrisia e maldade” (Mt 23.27). 

As multidões receptivas que ouviam os  ensinos de Jesus ficavam maravilhadas, “pois as ensinava com verdadeira autoridade, diferentemente dos mestres da lei” (Mt 7.28). Jesus não tinha duas caras. Em sua natureza humana era o que era, o que todos viam. Isso é luz, o contrário de trevas. Por isso dizia: “Eu sou a luz do mundo. Se vocês me seguirem, não andarão no escuro, pois terão a luz da vida” (Jo 8.12). 

Conclusão 

Não temos como nem há por que tentar esconder algo de Deus. Melhor confessar logo. Davi confessou e pôde dizer, em oração: “O sacrifício que desejas é um espírito quebrantado; não rejeitarás um coração humilde e arrependido” (Sl 51.17). Isso é graça!

Sejamos mais sinceros com os nossos familiares, irmãos e amigos. Nada de hipocrisia! Não precisamos alardear nossos maus pensamentos e pecados. Mas a Bíblia diz: “Confessem seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo tem grande poder e produz grandes resultados” (Tg 5.16). Precisamos de irmãos e amigos “justos”, próximos, discretos, confiáveis para compartilhar dificuldades, fraquezas e necessidades, pedir oração e receber cura. 

Por fim, uma observação: Assim como não julgamos a Lua apenas pelo lado que vemos, também não deveríamos julgar as pessoas apenas pelo que aparece.Todos nós temos um “face oculta” — e todos precisamos de graça, compreensão, ajuda e luz.

Éber Lenz César

 

Contato

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