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Estudos na Confissão de Fé de Westminster. III. A natureza de Deus. 

  • Pergunta 3 – Qual é a coisa principal que as Escrituras nos ensinam?  
  • Resposta  –  A coisa principal que as Escrituras nos ensinam é o que o homem deve crer acerca de Deus, e o dever que Deus requer do homem.
  • Pergunta 4 – Quem é Deus?
  • Resposta  – Deus é Espírito, infinito, eterno e imutável em Seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade.

#DeusÉFiel

A coisa principal que as Escrituras nos ensinam  é o que o homem deve crer acerca de Deus e o dever que Deus requer do homem. Esse não é todo o ensino das Escrituras, mas é o principal. Na seqüência, o Breve Catecismo expõe exatamente isto, em duas grandes divisões.

O que o homem deve crer acerca de Deus (Perguntas 4 a 38). O dever que Deus requer do homem (Perguntas 39 a 107).
Deus: Atributos, Unidade, Trindade (4-6) Decretos de Deus: Distinção, Execução (7-11) Pacto das Obras: O pecado, sua natureza, sua universalidade, seus efeitos (12-19) Pacto da Graça: A redenção, a obra do Espírito Santo, as bênçãos da redenção (20-38). A Lei Moral: Os Dez Mandamentos (39-84) O Evangelho: Palavra, Sacramentos, Oração (85 a 107).   
Esse ensino é doutrinário (o que o homem deve crer) e prático (o que o homem deve fazer). Esta é a ordem certa: crer e fazer. Tt 3.8.

1. Quem é Deus?

A resposta a essa pergunta do Catecismo não é uma definição de Deus, propriamente. Deus não pode ser definido (Jó 11.7-9). É uma declaração  sucinta e perfeita da natureza e das perfeições ou atributos de Deus.

Deus é Espírito Infinito Eterno Imutável Em seu   Ser Sabedoria Poder Santidade Justiça Bondade Verdade

2. Deus é espírito.

As Escrituras ensinam que “Deus é espírito” (Jó 4.24). Portanto:

  1. Deus não tem corpo.“Um espírito não tem carne nem ossos” (Lc 24.39). As expressões “dedo de Deus” (Êx 31.18), “mão de Deus” (Jó 19.21), “braços de Deus” (At 13.17), “ouvidos”  e “olhos de Deus” (Ne 1.6) são necessárias à nossa compreensão de Deus. São antropomorfismos (aplicações de atributos humanos a Deus).
  2. Deus é invisível. I Tm 1.17; I Tm 6.16. Todavia, os que viram a Jesus, o Filho de Deus, num certo sentido, pelo menos, viram a Deus, o Pai, pois Jesus “é a imagem do Deus invisível” (Cl 1.15; Jo 1.18; Jo 14.8-9).
  3. Deus é espírito diferente dos anjos, que são “espíritos ministradores” (Hb 1.13-14), e do “espírito do homem” (Pv 20.27). Estes outros espíritos são criaturas de Deus e não são infinitos, eternos e imutáveis.

3. As perfeições ou atributos de Deus.

  1. Infinito. I Re 8.27. Deus é onipresente (Sl 139.7-10), onisciente (Sl 139.1-6) e onipotente (Jó 42.2).
  2. Eterno. Sl 90.2-4. Deus não teve começo, não terá fim, e existe por Si mesmo, independentemente. Os anjos e as almas dos homens não são eternos no mesmo sentido; tiveram começo, foram criados por Deus, e existem por Seu poder.
  3. Imutável. Mal 3.6; Tg 1.17. Deus é o mesmo ontem, hoje e eternamente.  Ele não precisa mudar. Mudança para melhor subentende imperfeição anterior; mudança para pior, implica imperfeição posterior. Absurdo!

4. Deus é espírito infinito, eterno e imutável em Seu…

  1. Ser. Só Deus poder dizer “Eu sou o que sou” (Jeová. Êx 3.14). Isto significa auto-existente, independente. (Jo 5.26).
  2. Sabedoria.  A sabedoria de Deus pode ser vista nas obras da Criação (Sl 104.24), da Providência (Rm 8.28) e da Redenção (Cl 2.2-3. Ver Ef 3.10).
  3. Poder. O poder de Deus pode ser visto na Criação (Rm 1.20), na Providência (Hb 11.3) e na Redenção (Rm 1.16. Ver Ef 3.20).
  4. Santidade. Santo significa separado. Deus é distinto de todas as Suas criaturas, e exaltado acima delas em majestade e glória (I Sm 2.2).
  5. Justiça. “O Senhor é reto… e nele não há injustiça” (Sl 92.15). Suas leis são justas (Ne 9.13); suas recompensas e penas também (Sl 58.11; Rm 2.5-11).
  6. Bondade. Sl 145.9. Chama-se misericórdia quando exercita para com os miseráveis; longanimidade quanto retarda o castigo aos culpados; graça quando concedida ao indigno; compaixão quando contempla o necessitado, o triste, o sofredor; amor quando promete salvação e felicidade ao pecador. Sua expressão mais elevada foi a dádiva de Cristo e Seu Evangelho (Rm 8.32).
  7. Verdade. Deus é verdadeiro em contraste com os ídolos (Sl 135.15-18),  e porque cumpre Suas promessas (Nm 23.19). Esse último aspecto de Sua veracidade é usualmente chamado fidelidade, e é a base da confiança, da esperança e do regozijo do Seu povo. Tt 1.2; Hb 10.23.

Avaliação.

Que significa para você, praticamente, o fato que Deus é infinito (onipresente, onisciente e onipotente)? Por que é absurdo pensar em qualquer mudança da parte de Deus? Como é que o Deus santo quer que vivamos neste mundo? (I Pe 1.14-16). Os versículos seguintes deste texto lembram ainda a justiça e a bondade de Deus. Você vive uma vida santa e se porta com temor por razão da santidade, justiça e bondade de Deus?

#FéEmDeus

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