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Estamos em guerra!

Guerras sempre fizeram parte da história humana. Nos últimos anos, porém, temos acompanhado vários conflitos armados ao mesmo tempo: Rússia e Ucrânia, Israel e Hamas, Israel e Hezbollah e tantos outros. Mesmo quando acontecem longe de nós, de alguma maneira, acabam nos afetando.

Nossa guerra

Há, contudo, uma guerra que nos diz respeito ainda mais. Ela está bem perto — na verdade, dentro de cada um de nós. Não é uma guerra entre países, exércitos ou grupos políticos. É uma guerra pessoal, interior e espiritual.

Nossos inimigos

Sim, porque como cristãos, enfrentamos três inimigos: o diabo, o mundo e a carne — isto é, nossa própria natureza pecaminosa. Vejamos algumas passagens:

O diabo

“Tomem cuidado com seu grande inimigo, o diabo […].  Permaneçam firmes contra ele.” (I Pe 5.8-9).

O mundo

“O mundo oferece apenas o desejo intenso por prazer físico […] e o orgulho de nossas realizações e bens.” (I Jo 2.15-16).

A carne

“A natureza humana deseja fazer o oposto do que o Espírito quer, e o Espírito nos impele na direção contrária àquela desejada pela natureza humana. Essas duas forças se confrontam o tempo todo.” (Gl 5.16-17).

Assim, o diabo nos tenta, o mundo nos seduz e nossa natureza pecaminosa se inclina para aquilo que sabemos que não devemos fazer.

Nossas armas

As nações investem bilhões em armas tais como caças supersônicos, drones, mísseis e bombas de enorme poder destrutivo.

Porém,  as armas de que precisamos são de outra natureza. Em Ef 6.10-18, Paulo fala da “armadura de Deus” : verdade, justiça, evangelho, fé, salvação e a Palavra de Deus. São recursos espirituais para resistirmos às tentações.

Além disso, usamos essa armadura com oração e vigilância. Foi justamente isso que Jesus recomendou aos seus discípulos:

“Vigiem e orem para que não cedam à tentação, pois o espírito está disposto, mas a carne é fraca.” (Mt 26.41)

Nossa ajuda

Ainda assim, mesmo com a armadura de Deus e uma vida de oração, às vezes tropeçamos e caímos, vencidos por uma tentação. Mas uma queda não precisa ser o fim da caminhada. Pelo contrário, temos esta promessa:

“O Senhor firma os passos do homem bom […]; se cair, não ficará prostrado, porque o Senhor o segura pela mão.” (Sl 37.23-24)

Que promessa maravilhosa! Deus não abandona seus filhos quando eles tropeçam e caem. Ele os levanta e os ampara.

Nossa vitória

E aqui está a grande notícia: a vitória final já foi conquistada por Cristo. Ele venceu o pecado, a morte e o diabo. Por isso, aqueles que nele confiam participam dessa vitória. “Somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.” (Rm 8.37)

Ainda estamos em guerra, mas sabemos como essa história terminará. Quando Cristo voltar, o pecado, a morte e todo o mal serão definitivamente derrotados.

Até lá, permaneçamos firmes. Vigiemos, oremos, vistamos a armadura de Deus e confiemos naquele que já venceu por nós.

Éber Lenz César

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