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Dia da Consciência Negra

O Dia da Consciência Negra surgiu por iniciativa do Grupo Palmares, fundado em 1971 por universitários negros, em Porto Alegre. Um dos seus objetivos era refletir sobre a situação dos negros no Brasil, lembrar e valorizar sua contribuição para o desenvolvimento da nossa cultura. A data recorda o dia em que o negro Zumbi dos Palmares foi assassinado (20 de novembro de 1695). Ele foi o líder do Quilombo de Palmares, um refúgio dos escravos, e muito fez pela abolição da escravidão.

Neste dia, em especial, lembramos, como cristãos que somos, que Deus criou o homem à sua imagem (Gn 1.27), o que significa que todos os seres humanos, sem distinção de raça e cor, carregam a dignidade da imagem de Deus, algo que os distingue das demais criaturas. 

Num tempo em que os judeus desprezavam os gentios e nem sequer entravam em suas casas, Deus praticamente forçou o apóstolo Pedro, judeu, a entrar na casa do gentio Cornélio, um centurião romano, e lhe pregar o evangelho. De chegada, Pedro disse ao Centurião e seus convidados: “Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas […]” (At 10:34-35). Entre os que se dizem cristãos, então, nem pensar! O apóstolo Paulo escreveu aos cristãos Gálatas:“Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus” (Gl 3:28).

Fui missionário na África do Sul quando o governo ainda impunha o apartheid. Brancos e negros viviam separados, sendo que os negros nem de longe tinham as oportunidades e  privilégios dos brancos. Muito chocante e triste! 

Escravidão e apartheid foram abolidos, mas, como se sabe, ainda há muito racismo no Brasil e noutras partes do mundo. Mas Jesus nos ensinou a amar o próximo, sem preconceitos. 

No Dia da Consciência Negra (e sempre) podemos e devemos ser gratos ao povo negro por sua contribuição na construção deste país, incluindo serviço, cultura e música. Ao mesmo tempo, devemos reconhecer que as feridas produzidas pela injustiça, discriminação e racismo ainda exigem cura e reconciliação.

Éber Lenz César ([email protected])

#ConsciênciaNegra

#Apartheid

 

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