Se possível, leia estas palestras juntamente com seu cônjuge, e compartilhem mutuamente sua compreensão a respeito. Deus os abençoe.
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“Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?” (Am 3.3)
A crise do #casamento
O #casamento, como instituição, está em crise. Os casamentos têm durado cada vez menos e o número de #divórcios só vêm aumentando. De acordo com o IBGE, o tempo médio de casamento até o divórcio caiu de cerca de 16 anos em 2010 para 13,8 anos em 2023. Em 2022 foram registrados cerca de 420.039 divórcios — um aumento de 8,6 % em relação a 2021. Em 2023, o número chegou a 440.827 divórcios, o que representa um aumento de 4,9 % em relação a 2022. Esses dados cobrem apenas divórcios formalizados (judiciais ou extrajudiciais) e não necessariamente todas as dissoluções informais de união conjugal ou estável.
Pesquisas indicam que 70% das mulheres e 60% dos homens dizem que, se pudessem voltar atrás, não se casariam novamente com a mesma pessoa — ou talvez com ninguém. E isso não acontece só fora da igreja. Casais cristãos também enfrentam crises e precisam redescobrir o propósito divino do casamento. Por isso, precisamos olhar para esse tema com seriedade, com fé e esperança.
Causas da crise
A solução está na Bíblia
O casamento e a família foram instituídos por Deus (Gn 2:20-24). Fazem parte do plano divino para o ser humano. São para o nosso bem e para a glória de Deus. A Bíblia contém princípios que podem restaurar e fortalecer qualquer casamento. Mas é preciso que marido e mulher decidam juntos aprender e praticar esses princípios. Vamos começar falando do acordo necessário.
O acordo necessário
Séculos antes de Cristo, o profeta Amós perguntou:
“Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Am 3.3). Para caminhar lado a lado, compartilhando fé, esperança, amor, sonhos, lutas e vitórias, os cônjuges precisam concordar nos fundamentos — especialmente nas questões espirituais.
O apóstolo Paulo reforça isso em sua carta aos cristãos coríntios, onde previne contra o #jugodesigual” (II Co 6.14-15). O apóstolo usa a figura de dois animais diferentes, presos ao mesmo jugo (Dt 22:10). Eles até podem estar lado a lado, mas não conseguem andar e arar no mesmo ritmo — acabam se machucando. Assim também acontece quando, no dizer do apóstolo, um “crente” e um “incrédulo” tentam construir uma vida juntos.
Quando o jugo é desigual
No passado, os verdadeiros “cristãos” (crentes) eram conhecidos por viverem de forma diferente dos demais, identificados na Bíblia como “mundo” (Jo 15.19; Rm 12.2; I Jo 2.15). Hoje, esses termos perderam força — muita gente se diz “cristã” mas vive sem compromisso com Cristo e com os valores cristãos. Por isso, o “jugo desigual” não tem a ver com rótulos religiosos (evangélico, católico, etc.), mas com fé genuína e vida transformada.
Um verdadeiro “crente” — aquele que se arrependeu, nasceu de novo e vive para Cristo — enfrentará sérias dificuldades se se unir a alguém que não compartilha da mesma fé e propósito espiritual.
Quando um casal não compartilha os mesmos valores espirituais, falta comunhão, propósito e harmonia (II Co 6.14-15). Não há acordo no essencial — e o relacionamento sofre.
Ainda dá tempo!
Se você é solteiro e deseja se casar, leve isso a sério. Ore pedindo a Deus uma pessoa com a mesma fé e o mesmo amor por Cristo. Lembre-se de Amós 3.3: “Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?”
Agora, se você já é casado, há duas situações possíveis:
Em I Co 7.12-16, o apóstolo Paulo orienta que o cônjuge crente pode ser instrumento de salvação dentro do lar. A recomendação é clara:
Ore com paciência. Não imponha. Mostre com sua vida — não com sermões — o poder transformador do evangelho de Cristo.
E se você é o cônjuge “descrente” (no sentido explicado: sem um compromisso de fé e vida com Cristo e os valores cristãos), deixe de lado os preconceitos e o orgulho; seja receptivo, humilde; não rejeite a fé do seu cônjuge, não despreze a Bíblia, a oração, a igreja. Deus ama você e quer restaurar seu lar por meio de Jesus Cristo.
Conclusão
Deus deseja lares firmados no amor e na fé. Casamentos fortes não nascem prontos — são construídos todos os dias, com diálogo, amor, perdão, paciência e, acima de tudo, acordo espiritual. “Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Am 3:3). Que cada casal decida hoje andar em acordo com Deus — e entre si. Isso é fundamental para um casamento feliz e duradouro.
Éber Lenz César
5. Características do verdadeiro amor
AGUARDE AS PRÓXIMAS MENSAGENS
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