Avivamentos no transcorrer da história bíblica.
Crises e avivamentos se sucederam na história de Israel, como aconteceria também na história da igreja, posteriormente. Não tem que ser e não deve ser assim, mas é o que geralmente acontece, por razões diversas. O pecado individual e coletivo é a causa principal. Uma outra causa para o declínio e cessação de um avivamento é a falta de líderes preparados. Temos observado e ainda observaremos nesse repasso da história bíblica que os avivamentos estão sempre relacionados com uma liderança espiritual piedosa e firme.
O bezerro que acabou com um avivamento
Moisés ainda estava no monte Sinai recebendo as leis de Deus quando o povo de Israel, impaciente com sua demora, pediu a Arão, irmão de Moisés e sacerdote: “Tome uma providência! Faça para nós deuses que nos guiem. Não sabemos o que aconteceu com esse Moisés, que nos trouxe da terra do Egito para cá” (Êx 32.1).
Era ainda a influência do Egito! (Ez 20.7-9). Moisés estava fazendo falta. Arão e aqueles outros líderes anteriormente escolhidos por Moisés não tiveram a firmeza necessária. Nem sequer tentaram dissuadir o povo de suas intenções idólatras. Arão recolheu brincos, argolas e pendentes, trabalhou o ouro e fez um bezerro fundido. Líderes mentirosos saíram por ali apregoando: “Ó Israel, estes são os seus deuses que o tiraram da terra do Egito!” (Êx 32.4)”. O povo caiu na idolatria (Êx 32.2-7). Foi o fim do avivamento no Sinai!
A reação de Moisés, quando desceu do monte, foi típica de um grande líder: indignou-se (v.19), destruiu o bezerro de ouro (v. 20), repreendeu a Arão (v. 21), separou os fiéis (v. 26), disciplinou os demais, conforme a direção do Senhor e sem parcialidades (vs. 27-29), e orou corajosamente pedindo ao Senhor que não destruísse Israel (vs.11-13), mas lhes perdoasse o pecado (vs. 31-32) e os conduzisse através do deserto (33.12-16). Posteriormente, Moisés recordaria que, neste incidente, ele orou e jejuou quarenta dias e quarenta noites pelo povo (depois de já ter estado o mesmo tempo com o Senhor no monte), e acrescentou: “O Senhor estava tão irado com Arão que também queria destruí-lo, mas eu também orei em favor de Arão” (Dt 9.20).
Tantos foram os retrocessos espirituais e as murmurações de Israel no deserto que Moisés e Arão, um dia, perderam a paciência e agiram “na carne” (Nm 20.7-11). O Senhor então lhes disse: “Uma vez que vocês não confiaram em mim para mostrar minha santidade aos israelitas, não os conduzirão à terra que eu lhes dou!” (Nm 20.12; Dt 32.48-52).
Severo demais? Os líderes têm responsabilidades especiais e, mais do que os seus liderados, precisam conservar a calma e fazer a vontade de Deus, quaisquer que sejam as pressões externas. Moisés e Arão morreram antes de chegarem à Terra Prometida (Nm 20.24-26; Dt 34.4-3). Posteriormente, por sua persistente murmuração, toda aquela geração, os que saíram do Egito, morreram no deserto. Dentre eles, somente Josué e Calebe chegaram a Canaã, a Terra Prometida. Isto porque neles “houve outro espírito” (Nm 14.20-23, 29-30; 32.11-12).
Eber Lenz César
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