Num dia de semana, bem cedo, um pastor recebeu uma sucessão de telefonemas dos membros de sua igreja e de amigos na cidade. Diziam: “Venha depressa… A igreja está em chamas!”
O pastor saiu às pressas. Quando chegou ao endereço da igreja, encontrou centenas de pessoas reunidas à volta do templo. Ficaram por ali até que tudo fosse destruído e o fogo dominado.
Posteriormente, aquele pastor contou que, enquanto observava a igreja em chamas e o povo, pensou: Por que toda esta gente está aqui e por tanto tempo? Normalmente eles são tão arredios e impacientes… O que os trouxe desta vez? A resposta era óbvia: Alguma coisa extraordinária havia acontecido! A igreja estava em chamas! Ora, se o fogo material atraiu naturalmente tantas pessoas, o que faria o fogo espiritual?
Com tais pensamentos, aquele pastor começou a orar com mais empenho por si próprio e por sua igreja, pedindo que o sopro do Espírito avivasse sua vida e sua igreja. É o que precisamos também.
Fogo na igreja
Em muitas passagens da Bíblia, o fogo tem significado religioso.
Foi num arbusto em chamas que Deus se manifestou a Moisés e o chamou para tirar seu povo do Egito (Êx 3).
No Monte Sinai, o fogo indicou a presença poderosa e santa de Deus (Êx 19.18). O povo de Israel não poderia subir ao monte, nem sequer tocá-lo. Era para temer, reverenciar, respeitar, obedecer.
Estando Israel no deserto, a caminho da Terra Prometida, “o Senhor ia adiante deles, durante o dia, numa coluna de nuvem; durante a noite, numa coluna de fogo, para os alumiar e guiar” (Êx 13.21; Ne 9:12).
João Batista falou da iminente vinda do Cristo, dizendo: “Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mt 3.11). O batismo com fogo seria purificador para os que se arrependessem e cressem e um juízo para os que se recusassem a fazê-lo. Tanto é isto que João acrescentou: “A sua pá, ele a tem na mão e limpará completamente a sua eira; recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível” (v.12).
Como uma igreja pega fogo?
H. Fischer, o pastor daquela igreja que pegou fogo (literalmente), escreveu um livro intitulado “Avivamentos que avivam”. No capítulo “O Avivamento da nossa igreja”, ele inseriu esse testemunho do Pr. J. Wilbur Chapman:
“Eu estava pregando numa igreja no Estado de Indiana. Durante quatro dias a igreja esteve lotada, mas multidão não é indicação de bênção […]. Naqueles dias, ninguém levantou a mão pedindo oração; não houve nenhum sinal de despertamento […]. O campo em que eu ia trabalhar em seguida parecia estar mais preparado para a colheita; nas reuniões de preparação muitos se salvaram. Então, reuni os ministros daquela cidade e pedi-lhes que me dispensassem das próximas pregações, pois eu sentia que havia algum embaraço para a atuação do Espírito Santo […]. Um dos ministros pediu que eu continuasse, porque ele estava certo de saber onde estava a dificuldade.
“O líder dos nossos trabalhos pessoais era um membro da igreja desse ministro, e um juiz muito conhecido no Estado. O referido ministro saiu dessa reunião e foi falar com o juiz: ‘Consta na cidade que sua vida não é pura. Vim dizer-lhe que se tais rumores não são verdadeiros, eu desejo tomar alguma atitude pública, juntamente com o senhor, no sentido de contradizê-los. Mas vim dizer-lhe, também, que, se forem verdadeiros, estarei mais próximo do senhor do que um irmão para ajudá-lo a livrar-se do poder desse pecado’.
“O juiz idoso abaixou a cabeça e, soluçando, disse: ‘São verdadeiros, e mais do que o senhor pensa […]’. Ajoelharam-se os dois em oração, após o que o juiz levantou-se como um homem novo.
O conferencista, W. Chapman, continua a história:
“No dia seguinte, numa reunião matinal, o juiz entrou no templo e pediu a palavra. Ele disse: ‘Irmãos e amigos, faz muito tempo que eu sou membro e oficial desta igreja. Mas há muito que o poder da minha vida e a paz da minha alma me foram roubados […]. Mas acertei a minha vida com Deus e com o meu pastor e vim aqui pedir-lhes perdão’. Ele fez esta confissão entre soluços…
“Terminado o culto, todo o povo fez fila para pegar na sua mão, alguns dizendo: ‘Deus o abençoe’; outros, nada dizendo, mas apenas mostrando faces molhadas de lágrimas e corações abrasados. No culto da noite, a mudança era notável. A atmosfera parecia-se com a do céu. Cinquenta pessoas atenderam ao apelo para entregarem suas vidas ao Senhor Jesus. O primeiro que se levantou foi o juiz”. #InspiraçãoCristã
É assim que o fogo começa…
Pr. Éber Lenz César ([email protected])
#ConteúdoCristão
Se esta mensagem lhe foi útil e edificante, agradeço se comentar no formulário abaixo ou me enviar um e-mail, e compartilhar o link.
Este conteúdo foi útil para você? Deixe sua avaliação.
0
Sua avaliação é muito importante!