Já sabemos que é o Espírito de Deus quem desperta e aviva ou vivifica o crente e a igreja. Ele o faz soberanamente, quando e como quer. Reconhecemos que nós próprios e nossas igrejas carecemos de um avivamento bíblico e duradouro. Então, por que tarda em vir? Por que é assim tão raro acontecer?
Deus impõe condições.
Os avisamentos ou reavivamentos têm que ser condizentes com a #PalavraDeDeus
Serão sempre operações soberanas e sobrenaturais de Deus, pelo Espírito; os homens não podem promovê-los. Entretanto, nenhum avivamento ocorrerá até que os homens se disponham a fazer a vontade de Deus. Charles Finney costumava dizer: “Avivamento nada mais é do que um novo começo da obediência a Deus”. Dizia ainda:
“Avivamento é o uso correto dos meios apropriados, os meios ordenados por Deus […]. Mas os meios não produzirão um avivamento sem a bênção sobrenatural de Deus” (Revival of Religion, pgs. 1-5).
Finney comparou o processo de um avivamento com o da semeadura e colheita. O homem ara a terra, aduba, semeia; Deus manda as chuvas, o sol e faz a semente crescer (I Co 3.6).
Na Bíblia, há muitas passagens que nos encorajam a buscar o Senhor em oração, e, então, contar com suas bênçãos. Cito apenas duas:
“[…] vocês buscarão o Senhor, seu Deus, outra vez. E, se o buscarem de todo o coração e de toda a alma, o encontrarão” (Dt 4.29].
“Se meu povo, que se chama pelo meu nome, humilhar-se e orar, buscar minha presença e afastar-se de seus maus caminhos, eu os ouvirei dos céus, perdoarei seus pecados e restaurarei sua terra” (II Cr 7.14).
Quando se deu o avivamento no País de Gales, em 1904, um homem se levantou no meio de uma reunião e disse: “Meus amigos, eu viajei até este país na esperança de descobrir o segredo deste avivamento. Alguém pode me dizer qual é?” Evan Roberts, líder daquele avivamento, respondeu: “Meu irmão, não há nenhum segredo. O Senhor Jesus disse: Pedi, e dar-se-vos-á […].”
Mas é preciso pedir “em nome de Jesus” e “segundo a sua vontade”. Jesus disse: “Tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei […]. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei” (Jo 14.13-14. Ver Jo 15.7,16; 16.23-24). O nome de Jesus é apenas um outro modo de expressar a pessoa e a obra do Mestre. Orar em seu nome é orar no seu caráter, no seu Espírito, orar como ele mesmo orou. Significa também orar confiando em seus méritos, não em nossos méritos, pois não os temos!
Como foi que ele orou? Assim: “[…] não seja como eu quero, e, sim, como tu queres” e “não se faça a minha vontade, mas a tua” (Mr 26.39; Mc 14.36; Lc 22.42. Ver tb Jo 4.34; Jo 6.38). Estas passagens indicam o quanto Jesus estava consciente do dever e desejo de fazer a vontade do Pai. Sua oração no Getsêmani não foi uma submissão passiva e incontornável à vontade do Pai, mas uma súplica consciente, decidida: “Pai, eu rogo, eu suplico, não faças a minha vontade, e, sim, a tua.”
Se vamos orar a Deus por um avivamento – ou por qualquer outro assunto – é imprescindível esta opção por sua vontade. A menos que desejemos mais do que a própria vida que a vontade de Deus seja feita “assim na terra como no céu” (Mt 6.9-10), não estaremos naquele espírito de oração que caracterizou a vida de Jesus.
Com forte clamor e lágrimas.
Orar nesse espírito nunca é fácil. Implica numa disposição para o sacrifício e para a cura. Quando Jesus orou no Getsêmani, a consciência do que a vontade do Pai significaria para ele levou-o à “agonia” e “o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra” (Lc 22.44). Em Hb 5.7 lemos que ele orou “com forte clamor e lágrimas.” Depois dali, ele pôde suportar a cruz, levando sobre si os nossos pecados… Imagina! Pode-se dizer que a batalha do Calvário foi travada e ganha de joelhos, no Getsêmani.
É é assim mesmo que acontecem as vitórias da graça em nossa vida. “As armas da nossa milícia não são carnais, e, sim, poderosas em Deus, para destruir fortalezas […]” (II Co 10.4).
Como Sidlow Baxter disse: “Os homens podem fazer pouco caso dos nossos apelos, rejeitar nossa mensagem, opor-se aos nossos argumentos, desprezar nossas pessoas – mas não têm poder algum contra as nossas orações.” #OraçãoQueTransforma
A oração perseverante, cheia de fé, no nome de Jesus, segundo a vontade de Deus é o primeiro passo para a vitória e a condição primeira para o avivamento.
“Desde o dia de Pentecostes não houve um só grande despertamento espiritual em qualquer país que não começasse por uma união em oração, mesmo que de duas ou três pessoas […]” (Arthur Pierson, citado por Stephen Olford em “Um grito por Reavivamento”, p. 8).
“A oração foi predominante em todos os grandes avisamentos. Não poderíamos nós, caros irmãos, unir-nos uma vez mais para nos angustiarmos em oração, até que víssemos novamente a poderosa mão de Deus mover-se num avivamento proporcional às necessidades prementes da hora presente?” (Harold Fischer, “Avivamentos que avivam”, p.57).
Éber Lenz César
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