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Avivamento. I. A verdadeira riqueza

Nos primeiros anos do meu pastorado, minha condução era uma Vespa. Mas em 1971, adquiri um fusquinha usado, em ótimo estado. Foi um grande avanço… Eu até pensei que tinha ficado rico. Obviamente, naquele tempo, vivendo no interior de Minas Gerais, eu não via nenhum BMW e nem podia imaginar uma Ferrari ou um Porsche.

Acontece assim mesmo no âmbito espiritual. Sem menosprezar, de modo algum, as bênçãos já alcançadas, as experiências vividas, as certezas adquiridas, precisamos saber que há muito, muito mais em Cristo. Pode até ser que, por um tempo, em seguida à conversão ou num certo período da nossa jornada cristã, vivenciamos riquezas espirituais maiores. Mas esfriamos, perdemos o entusiasmo e as práticas devocionais. Empobrecemos de novo. Precisamos de um REAVIVAMENTO. #reavivamento

Na primeira mensagem desta série, vimos que avivamento, na Bíblia, é despertamento ou renovação espiritual. Acontece quando o Espírito Santo, por assim dizer, sopra o fogo tênue da nossa fé, do nosso entusiasmo, do nosso amor e serviço a Cristo.

Outra figura que a Bíblia usa para descrever essa ação soberana e graciosa de Deus é a do orvalho ou chuva de bênçãos que, descendo dos céus, faz reviver e frutificar a planta de nossa vida cristã. Os 14.5-7

Nas cartas que enviou às igrejas da Ásia, as chamadas Cartas do Apocalipse, o Senhor Jesus, Ressurrecto, usou imagens diferentes para denunciar a mesma necessidade e recomendar o avivamento. Nesta mensagem, vamos recordar o que o Senhor disse à igreja de Laodiceia, uma igreja morna, que achava que era rica, mas que, na verdade, era muito pobre.

Uma igreja carente de avivamento.

Tendo o apóstolo João como escriba, o Senhor disse à igreja de Laodiceia:

“Sei de tudo que você faz. Você não é frio nem quente. Desejaria que fosse um ou outro! Mas, porque é como água morna, nem quente nem frio, eu o vomitarei da minha boca” (Ap 3.15-16).

O Senhor não tolera mornidão e acomodação espirituais, um estado religioso e eclesiástico descomprometido, aliançado com o mundo. Por que não sendo quente, o Senhor prefere que seja frio? Porque o frio, o não convertido, é o que é, e não finge. O morno não é incrédulo, nem ímpio, mas também não é um bom crente. Ele acha que está tudo bem. Tem até cargo na igreja! O Senhor sabe. E não gosta. Falta a motivação correta, o amor, a empolgação, o calor, o fogo do Espírito!

O Senhor disse mais àquela igreja:

“Você diz: ‘Sou rico e próspero, não preciso de coisa alguma’. E não percebe que é infeliz, miserável, cego e está nu” (Ap 3.17).

Mais ou menos como eu com meu fusquinha. Ou como muitos de nós quando apenas vivemos nossa vidinha de crentes, sem maiores compromissos, somente frequentando os cultos da igreja, se tanto. Alguns nem leem a Bíblia regularmente, nem oram. O seu viver diário não é muito diferente da forma como vivem os descrentes (Ml 3.18).

Precisamos todos, vez por outra, aferir nossa temperatura espiritual, reavaliar nossa relação com Deus e com Cristo, nosso grau de santidade, nossa maturidade espiritual, nosso conhecimento bíblico, nossa prática da oração, nossa participação na igreja, nosso interesse pela evangelização… Somos “ricos” como as vezes pensamos que somos?

Na verdade, somos dignos de compaixão, ou seja, necessitados de compaixão, de misericórdia, de ajuda. Ora, sabemos que compaixão sempre foi uma das características de Jesus. Por isso, na referida carta à igreja de Laodiceia, o Senhor depressa acrescentou o que poderia enriquecer de fato aquela igreja (e a nossa):

“Eu o aconselho a comprar de mim ouro purificado pelo fogo, e então será rico. Compre também roupas brancas, para que não se envergonhe de sua nudez, e colírio para aplicar nos olhos, a fim de enxergar. Eu corrijo e disciplino aqueles que amo. Por isso, seja zeloso e arrependa-se. Preste atenção! Estou à porta e bato. Se você ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei e, juntos, faremos uma refeição, como amigos” (Ap 3.18-20).

“Compre de mim […].” Somente Jesus tem o ouro refinado de uma vida cheia do Espírito e abundante de seu fruto: “amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Ef 5.18; Gl 5.22-23). Somente ele tem as vestiduras brancas da santidade e o colírio que pode limpar os olhos dos que, de fato, querem ver as maravilhas de sua Palavra e discernir seus caminhos. Quando isto acontecer, teremos o que chamamos de AVIVAMENTO!

Vou citar outras passagens bíblicas que mencionam estes bens espirituais disponibilizadas pelo Senhor:

Ouro refinado.

  • “As instruções do Senhor são verdadeiras […]. São mais desejáveis que o ouro, mesmo o ouro puro […]” (Sl 19.9-10).
  • O apóstolo Paulo escreveu aos Efésios: “Ainda que eu seja menos digno de todo o povo santo, recebi, pela graça, o privilégio de falar aos gentios sobre os tesouros infindáveis que estão disponíveis a eles em Cristo […]” (Ef 3.8). Outra versão diz “insondáveis riquezas”. Quanto nos falta! E vamos achar que já estamos ricos?

Roupas brancas

  • Na Bíblia, estas roupas são as do caráter cristão, as roupas do próprio Cristo, em contraste com as roupas sujas dos que vivem no pecado. Paulo escreveu aos cristãos de Roma: “Deixem de lado as obras das trevas como se fossem roupas sujas […]. Revistam-se do Senhor Jesus Cristo e não fiquem imaginando formas de satisfazerem seus desejos pecaminosos” (Rm 13. 12-14).
  • Dirigindo-se a uma outra daquelas igrejas da Ásia, a de Sardes, o Senhor a elogiou nestes termos: “Há alguns em Sardes. que não mancharam suas roupas com o mal. Eles andarão comigo vestidos de branco […]” (Ap 3.4-5).
  • Em sua visão apocalíptica, o apóstolo João viu, nos céus, “Uma imensa multidão, grande demais para ser contada […] em pé, diante do trono e diante do Cordeiro [Jesus]. Usavam vestes brancas […]”. Quando um dos anciãos perguntou: “Quem são estes vestidos de branco?”, o Senhor respondeu: “São aqueles que […] lavaram e branquejaram suas vestes no sangue do Cordeiro […]” (Ap 7.13-14). Ou seja, foram perdoados e purificados por sua fé no sacrifício feito por Jesus na cruz.

Colírio

  • Os olhos da alma estão expostos à poeira da pecaminosidade deste mundo, e sua visão fica prejudicada. Daí o conselho do Senhor: “[…] compre colírio para aplicar nos olhos, a fim de enxergar.”
  • Quando aqui na Terra, o Senhor Jesus disse: “Seus olhos são como uma lâmpada que ilumina todo o corpo […]” (Mt 6.22). Ou seja, o que vemos e absorvemos afeta todo o nosso proceder. E se não vemos claramente as coisas de Deus, se não discernimos sua vontade, precisamos do tal colírio. Como o salmista, precisamos orar: “Abre os meus olhos para que eu veja as maravilhas da tua lei”. Outra versão diz: “Desvenda os meus olhos […]” (Sl 119.18).

É de graça!

Todos podem “comprar” do Senhor este ouro refinado, estas roupas brancas e o dito colírio para os olhos. Sabe porque? Por que não custam nada, ou seja, não custam dinheiro, nem obra alguma. Somente reconhecimento, arrependimento e fé em Jesus.

Ainda que com outra figura, o Senhor disse exatamente isto, noutra passagem: “Alguém tem sede? Venha e beba, mesmo que não tenha dinheiro. Venha, beba vinho ou leite; é tudo de graça!” (Is 55.1). Maravilha! Neste sentido, podemos ficar ricos, plenamente satisfeitos! E isto é AVIVAMENTO!

#ChristianFaith

Éber Lenz César 

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