0
(0)

VIII. Avivamento e disponibilidade

Já fizemos dois estudos sobre as condições que Deus impõe para conceder-nos as bênçãos de um avivamento. Vimos que ele requer (a) oração perseverante, no nome de Jesus e segundo a sua vontade e (b) santidade de vida. Neste estudo consideraremos uma terceira condição para o avivamento: disponibilidade para o serviço de Deus no mundo.

“Toma a sua cruz…”

Oração verdadeira leva à ação. Não podemos esperar que Deus ouça nossas orações por avivamento e derrame suas bênçãos sobre a comunidade onde vivemos a menos que, orando, nos coloquemos à sua disposição como instrumentos do avivamento e veículos de suas bênçãos. 

Estamos disponíveis? Temos orado como Isaias: “Eis-me aqui, envia me a mim”? Temos consciência do que ou quanto isto pode custar? Jesus disse: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mr 8.34; Mt 10.38; 16.24).  A cruz não é uma enfermidade física ou uma circunstância difícil, como as pessoas pensam. Depois que o Senhor Jesus morreu numa cruz para nos salvar, a cruz tornou-se um símbolo da Redenção, do sacrifício, da renúncia pessoal a favor dos pecadores perdidos. Portanto negar-se a si mesmo, tomar a cruz e seguir a Cristo significa entregar-se completamente à obra de redenção, de salvação, de evangelização, de avivamento, mesmo a custo da própria vida. Sem cruz às costas não podemos sequer dizer que somos discípulos de Jesus Cristo, pois Ele “veio para buscar e salvar o perdido” (Lc 19.10), “para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mr 10.45)  À parte desee interesse dominante e de um efetivo esforço evangelístico, não faz qualquer sentido orar por avivamento, por enchimento do Espírito.

Avivamento e evangelismo

A concessão do Espirito Santos e seu extraordinário poder à igreja teve como propósito principal, senão único, o testemunho e a evangelização. “Recebereis poder ao descer sobre vós o Espirito Santo, e sereis minhas testemunhas […]” (At1.8; ver Jl 2.28-32; Jo14.16-17,26; 16.7-14). A coisa mais extraordinária que aconteceu no Pentecostes, em seguida à concessão do Espirito, não foi o “som como de um vento impetuoso”, ou o surgimento de “línguas como de fogo […] sobre cada um deles”, e nem ainda o fato que “passaram a falar em outras línguas”. Estas foram evidencias que eles, os primeiros discípulos, necessitaram naquelas circunstâncias. A coisa mais importante que aconteceu, o milagre e sinal maior, foi o testemunho que deram das “grandezas de Deus” e a pregação de Pedro, do que resultaram quase três mil conversões a Cristo (At 2). Mais tarde, quando a cruz do testemunho da pregação evangelística significou prisão e ameaças para os apóstolos, a igreja orou e “tremeu o lugar onde estavam reunidos, todos ficaram cheios do Espirito (re-avivamento), e, com intrepidez, anunciavam a Palavra de Deus” (At 4.31).

Avivamento para aqueles primeiros cristãos não foi som, línguas, êxtase, emoção, casa tremendo. Foi estudo bíblico, amor entre os irmãos, celebração da morte de Cristo na cruz, vida de oração (At 2.42,45), e evangelismo intrépido (At 4.20; 5.40-42; 8.4-5; 9.17, 20,27-29, etc.). Cruz às costas!

O sermão do ateu.

Certa vez um ateu escreveu o seguinte: “Se eu acreditasse firmemente, como milhões acreditam, que o conhecimento e a pratica da religião nesta vida influencia o destino dos homens numa outra vida […] eu concordaria que valeria o sacrifício de uma vida para levar alguém para o céu. As dificuldades e os sofrimentos terrenos jamais cerrariam os meus lábios ou imobilizariam as minhas mãos. O mundo, suas alegrias e tristezas, em nenhum momento ocupariam os meus pensamentos. Eu me esforçaria por pensar somente na eternidade, e nas almas imortais à minha volta, as quais logo estariam eternamente felizes no céu ou eternamente desgraçadas no inferno. Eu pregaria em tempo e fora de tempo e o meu texto seria: “Que aproveita ao homem, ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma (Mr8.36)” 

Um jovem inglês, jogador e “cricket” e muito rico, leu estas palavras e sentiu-se profundamente culpado de apatia espiritual. Depois de algum tempo de lutas, o jovem Carlos Studd caiu de joelhos e entregou-se completamente a Jesus Cristo. Doou sua fortuna a entidades evangélicas, tornou-se um missionário e espalhou as sementes do avivamento em dois continentes. Quando as pessoas quiseram saber por que ele desprezou as suas riquezas e não mediu sacrifícios para levar o evangelho aos pagãos, ele respondeu: “Se Jesus Cristo é Deus e morreu por mim, então nenhum sacrifício que eu faça por ele pode ser grande demais.”

Eber Lenz César

Se desejar, comente e compartilhe.

[email protected]

Este conteúdo foi útil para você? Deixe sua avaliação.

0

Sua avaliação é muito importante!

Qual é a sua avaliação para este post

Obrigado por avaliar este post. Siga-me nas redes sociais