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ESTUDOS EM FILIPENSES – ALEGRIA, APESAR DE TUDO

III. Mente submissa para lidar com as pessoas

Na mensagem anterior, baseada em Fp 1, aprendemos que é perfeitamente possível estar alegre, a despeito das circunstâncias. O segredo é desenvolver uma mente cristocêntrica, um modo de pensar e viver totalmente devotado a Cristo.  O versículo chave é “Para mim o viver é Cristo” (1.21).  

Nesta mensagem, estudaremos o cap. 2 onde o apóstolo nos ensina o segredo da alegria apesar das pessoas, pessoas difíceis, ríspidas, egoístas, chatas etc.  O segredo é a mente submissa. Os versículos chave são: 

“Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuida não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros” (2.3-4. NVI).  

No cap. 1, Paulo coloca Cristo em primeiro lugar; no cap. 2, ele coloca os outros em segundo lugar. Ele próprio fica em terceiro e último lugar. Isto é mente submissa!  O apóstolo menciona quatro exemplos: 

 

    • Jesus, o exemplo por excelência  (vs. 1-11) 

    • Paulo (vs. 12-18) 

    • Timóteo (vs. 19-24)  

    • Epafrodito (vs. 25-30)

O exemplo de Jesus

Jesus não pensou em si mesmo

“[…] Cristo Jesus… embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se, mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens […] e foi obediente até a morte, e morte de cruz”  (2.5-8). 

Ou como lemos na Bíblia A Mensagem: 

“Mesmo em condição de igualdade com Deus, Jesus nunca pensou em tirar proveito dessa situação […]. Quando sua hora chegou, ele deixou de lado os privilégios da divindade e assumiu a condição de escravo, tornando-se humano […]” . 

Note: Jesus sempre existiu na “forma de Deus”, ou seja, em condição de igualdade com Deus, o Pai (Ver Jo 1.1; Jo 14.9; Hb 1.1-3). Mas não se agarrou a isto egoisticamente; não pensou em si mesmo; pensou nos outros, pensou em nós.

Esta é a primeira característica da mente submissa: ela pensa nos outros. No Novo Testamento, encontramos mais de 30 instruções de Deus sobre a maneira como devemos pensar uns nos outros e servir uns aos outros: “Levai as cargas uns dos outros” (Gl 6.2), “Consolai-vos uns aos outros”  (I Ts 5.11), “Servi uns aos outros”  (I Pe 4.10), e outras. 

Jesus viveu para servir os outros.

Pensar nos outros abstratamente não basta. É preciso servi-los também. Jesus pensou nos outros e “a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo”.  Tinha a forma de Deus, mas assumiu a forma de servo! Não fingia ser Deus; era Deus! Não fingiu ser servo; tornou-se, de fato, um servo. “[…] não veio para ser servido, mas para servir […]” (Mt 20.28). Nos evangelhos, vemos Jesus servindo os discípulos, os amigos, os pecadores, as meretrizes, os publicanos, os enfermos.  

Jesus chegou a levar os pés dos seus discípulos, um trabalho que só os servos ou escravos faziam. Quando terminou, disse aos discípulos: 

“Vocês me chamam Mestre e Senhor, e com razão, pois eu o sou. Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei-lhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei o exemplo para que vocês faça como lhes fiz?   (Jo 13.4-5, 13-15).

Jesus sacrificou-se pelos outros. 

Muitos até que estão dispostos a servir, mas quando isto não lhes custa nada ou não mais que um pouco de trabalho. Se há um preço a pagar, perdem o interesse e desistem. Paulo escreveu aos Filipenses que Jesus “a si mesmo se humilhou, e foi obediente até a morte, e morte de cruz” (2.8). A cruz era o instrumento de morte mais doloroso e vergonhoso do Império Romano. Jesus voluntariamente a suportou pelos outros, por nós, para salvar-nos. Sua morte não foi a de um mártir, mas a de um Salvador. Ele “veio para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”  (Mt 20.28). Para servir, é preciso dar, seja tempo, dinheiro, trabalho, amor, ou a própria vida… 

Alguém já disse: “O ministério (serviço) que não custa nada, não realiza nada.”  Para haver alguma bênção, tem que haver algum sacrifício. Um pastor estava observando as barracas e artigos à venda durante uma festa religiosa. Reparou num pequeno anúncio numa das barracas: “Cruzes baratas”. E pensou consigo mesmo:“É isso que muitos cristãos procuram – cruzes baratas. A do meu Senhor não foi barata. Por que a minha haveria de ser?” 

O cristão que tem uma mente submissa não pensa prioritariamente em si; pensa nos outros e vive para servir os outros; não foge do trabalho ou do sacrifício que se fizer necessário.

Paulo, Timóteo e Epafrodito também viveram para os outros

Paulo refere-se ao seu próprio sacrifício comparando-o à libação praticada pelos sacerdotes do Velho Testamento (Nm 15. 1-5). Ele escreveu: “Mesmo que seja eu oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, alegro-me […]” (Fp 2.17). Paulo sabia que seu ministério e sacrifício a favor dos filipenses poderia terminar em condenação e morte. Mas isso não lhe roubava a alegria. Sua morte seria uma sacrifício voluntário, sacerdotal, por Cristo e sua igreja. Isso era motivo de alegria para ele. 

Timóteo e Epafrodito também tinham mentes submissas. Referindo-se ao primeiro, Paulo escreveu: “Não tenho ninguém que, como ele (Timóteo), tenha interesse sincero pelo bem estar de vocês, pois todos buscam os seus próprios interesses e não os de Jesus Cristo”  (2.20-21). Falando de Epafrodito, o apóstolo escreveu: “[…] meu irmão, cooperador e companheiro de lutas, mensageiro que vocês enviaram para atender às minhas necessidades […]. Peço que vocês o recebam no Senhor e honrem homens como este, pois ele quase morreu por amor à causa de Cristo” (2.25-30). 

Este é o segredo da alegria a despeito das pessoas. Desenvolver uma mente submissa, colocar os interesses dos outros acima dos interesses próprios, ter uma disposição de servo. 

Perguntas para discussão no PG

1. Qual tem sido sua atitude quando tem de conviver co pessoas difíceis, orgulhosas, egotistas, chatas?

2. Você se irrita? Dá uma bronca? Dá um chega pra lá? Põe fim à relação? 

3. Com base nos exemplos de Jesus, Paulo, Timóteo e Epafrodito, o que significa mente submissa?

4. Como isso pode preservar sua alegria apesar das pessoas difíceis?

Pr. Éber Lenz César. 

(Algumas idéias deste estudo foram extraídas do livro “Seja Alegre”, de W. Warrem Wiersbe).

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