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FALANDO À GEN Z. 7. Que não seja nos pênaltis

Sou brasileiro sim, mas não me empolgo muito com o futebol. Pode? Assisto os finais ca Copa do Mundo e dos Jogos Pan-americanos… quando o Brasil chega lá. Nos Pan-americanos de 2023, o Brasil acabou vencendo o Chile. Uma vitória às avessas, eu diria.  Comumente, é fazendo gol que um time alcança a vitória. Desta vez – e não foi a primeira vez – foi impedindo gols, segurando a bola. Júlio César fez milagre, virou herói…

Passados o entusiasmo, a alegria e a gritaria do momento, cristão e pastor que sou,  transportei-me para o mundo espiritual e refleti: É assim mesmo no transcorrer da nossa vida. Em muitas circunstâncias, em momentos decisivos da vida, temos que ser proativos, temos que fazer gol, o que exige, estratégia, confiança, decisão, perseverança  e aquela ajuda indispensável que vem lá do alto… Noutras circunstâncias, momentos igualmente importantes e perigosos da vida, temos que dar uma de Júlio César: segurar a bola, impedir o gol. É assim  O jogo da vida, como escrevi noutra reflexão.

Neste jogo, enfrentamos adversários de peso, como, por exemplo:

  • indivíduos egoístas, injustos ou mesmo maldosos que nos querem prejudicar tirando vantagem desta ou daquela situação.
  • o mundo, entendido como conceitos e valores corrompidos predominantes na sociedade em que vivemos.
  • nossa própria inclinação para o pecado, o que a Bíblia chama de “natureza terrena”, “velho homem” ou “carne”.
  • os chamados poderes das trevas, ou sejam, Satanás e seus demônios.

Estes adversários são mencionados na Bíblia, repetidas vezes. São “times” perigosos, adversários poderosos que só nos querem derrotar. Mesmo que tomemos alguns gols, importa vencer no final. Nos pênaltis será sempre mais difícil! Para vencer, precisamos:

  • atacar, driblar o adversário, chegar na sua zaga e fazer gols. Podemos fazer melhor que o lendário Pelé…
  • defender a própria zaga e impedir os gols adversários. Podemos fazer melhor que Júlio César…

É sem presunção que digo podemos fazer. Podemos, sim, se nos exercitarmos, se treinarmos bem, se obedecermos as regras, se seguirmos as ordens e orientações do nosso Técnico, Jesus Cristo! Aliás, vale lembrar o que disse o apóstolo Paulo certa vez: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4.13). Referia-se, claro, a Jesus!

Eu já disse na referida reflexão, O Jogo da Vida,  que esse mesmo apóstolo, no contexto dos Jogos Olímpicos greco-romanos, referiu-se aos mesmos para ilustrar os esforços do cristão para vencer seus adversários circunstanciais, morais e espirituais:

“Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível…” (I Co 9.24-27).

Ele escreveu também:

“Nenhum atleta é coroado como vencedor, se não competir de acordo com as regras…” (II Timóteo 2.5).

Temos motivação maior e mais duradoura que a popularidade, os salários altíssimos e taça da Fifa. Temos as regras bíblicas, divinamente inspiradas; temos o Técnico perfeito! Temos tudo para vencer! Alguns da Seleção ajoelharam-se em campo antes do jogo ou mesmo durante o mesmo, ao que parece para orar e pedir aquela ajudazinha dos céus. Na vida cristã, a oração e a ajuda de Deus são absolutamente necessárias. Deus nos ajuda com suas intervenções sobrenaturais, sim, mas, comumente,  a ajuda está ali, nos conselhos, advertências e correções bíblicas, as tais normas do jogo. Cabe-nos jogar “de acordo com as regras”, ou seja, obedecer,  fazer o que é certo, justo e bom, mesmo quando o “time adversário” aconselha diferente e faz pressão contra.

Na Bíblia, há inúmeras passagens neste sentido. Tome um tempinho para ler pelo menos estas: Efésios 4. 17-32; Romanos 12. 2); I Pedro 2.11; 5.8-11.

Bom jogo! Deus o abençoe! Vitória!

A propósito, leia também:

O Jogo da Vida

Mais que vencedores

Pr. Éber Lenz César ([email protected])

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