#BlogCristão
Recentemente, uma atriz conhecida fez declarações ofensivas contra os evangélicos em uma entrevista. Em outro programa, um jornalista falou da Bíblia com grande desprezo, chegando a usar palavrões. Infelizmente, isso não é novidade. Ao longo da história os cristãos têm sido criticados, injuriados e, em alguns contextos, até perseguidos e mortos!
O próprio Jesus foi rejeitado e escarnecido por muitos. E ele alertou seus discípulos: “Se o mundo os odeia, lembrem-se de que primeiro odiou a mim… Uma vez que eles me perseguiram, também os perseguirão…” (Jo 15.18,20). Porém, é importante não darmos motivo… Se formos criticados e perseguidos, que seja apenas por seguirmos a Cristo e buscarmos viver de acordo com seus ensinamentos. Jesus disse também: “Felizes são vocês quando, por minha causa, sofrerem zombaria e perseguição, e quando outros, mentindo, disserem todo tipo de maldade a seu respeito.” (Mt 5.11). E o apóstolo Pedro reforça: “Se vocês forem insultados por causa do nome de Cristo, abençoados serão…” (I Pe 4.14).
Quem são os cristãos?
Os primeiros seguidores de Cristo foram chamados #cristãos porque sua maneira de viver, falar e agir lembrava o próprio Cristo! (At 11.26). Com o tempo, o termo se popularizou e, em muitos casos, perdeu o seu sentido original. Hoje, muitos se identificam como “cristãos”, mas nem sempre isso se reflete na prática. O rótulo não corresponde à vida…
Quem são os evangélicos?
A partir da Reforma Protestante do século XVI, muitos cristãos passaram a usar o termo “evangélico” para destacar sua fidelidade ao evangelho, termo bíblico que significa “boa-nova”. E que boa-nova! A mensagem de que Deus, em seu amor, enviou Jesus Cristo para fazer expiação por nossos pecados e nos oferecer perdão, reconciliação e vida nova. Como resume Jo 3.16: “Deus amou ao mundo de tal maneira que Deus o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Neste contexto, “não perecer” significa não ser condenado eternamente; “vida eterna” não significa viver para sempre, mas viver um novo padrão de vida, como dito em II Co 5.17 – “Quem está em Cristo [creu em Cristo e segue a Cristo] é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”.
Por isso o apóstolo Paulo afirma: “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê…”. (Rm 1.16). O evangélico verdadeiro sabe, por experiência, o que isto quer dizer!
Conclusão.
Diante disso, nós também não nos envergonhamos do evangelho. Com humildade, mas com alegria e gratidão, afirmamos: somos cristãos – cristãos evangélicos!
Sabemos, porém, que nem todos que se dizem evangélicos vivem de acordo com o evangelho. Jesus precisou confrontar a hipocrisia religiosa em seus dias: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas…” (Mt 23).
Na “lavoura de Deus” sempre houve e sempre haverá joio misturado com trigo (Mt 13.24-30). No rebanho do Bom Pastor, sempre houve ovelhas e cabritos, como disse Jesus. No fim dos tempos, quando ele voltar, os falsos serão separados dos verdadeiros… e terão destinos bem diferentes! (Mt 25.31-32). O critério não será o rótulo religioso, mas a fé que resulta em prática, principalmente do amor.
É verdade: alguns não praticam a fé que dizem ter. Mas isso não justifica ataques generalizados, nem o desrespeito.
Quanto à #Bíblia, muitos a criticam sem realmente conhecê-la. No entanto, a confiabilidade histórica das Escrituras tem sido amplamente estudada e confirmada; o cânon sagrado é aceito por pessoas simples e por cientistas de renome; sua mensagem tem transformado, orientado e consolado milhões de pessoas através dos séculos. Desprezá-la pode significar rejeitar uma fonte maravilhosa de verdade, esperança e vida.
Que Deus tenha misericórdia de todos nós!
Éber Lenz César
Evangélico é rótulo desgastado, mas…