Nosso pequeno #celular, com todos os seus recursos é, sem dúvida, uma das maravilhas tecnológicas do nosso tempo. As #BigTech (#Google, #Amazon, #Apple, #Meta e #Microsoft) fazem coisas incríveis. Em tempo real, podemos acompanhar tudo o que acontece mundo afora, aprender sobre uma infinidade de coisas, enviar e receber mensagem e fotos aos milhares…
Uma das minhas netas, quando com 6 anos de idade, perguntou ao pai: “Pai, Deus sabe tudo?” Obviamente, o pai respondeu: “Claro, filha. Deus sabe todas as coisas…” A menina acrescentou: “Eu sei de alguém que sabe mais que Deus.” Sem acusá-la de heresia, o pai perguntou, curioso: “Quem, minha filha?” Ela respondeu: “O Google!” Está muito longe da verdade, mas… O que dizer do GPS e da mais recente IA? O que mais vem por aí?
Toda essa tecnologia, claro, tem sido muitíssimo útil. Uma “bênção”, dizemos em “evangeliquês”. Mas também uma “maldição”! Não pela tecnologia em si, mas por seu uso abusivo. É o caso, principalmente, das redes sociais, da exposição narcisista de muitos e de sites pornográficos (os mais visualizados em todo o mundo).
Recentemente, li partes do livro The Anxious Generation: How the Great Rewiring of Childhood is Causing an Epidemic of Mental Illness, de Jonathan Haidt (2024), best-seller número 1 do New York Times, publicado no Brasil pela Companhia das Letras com o título “A Geração Ansiosa: Como a infância hiperconectada está causando uma epidemia de transtornos mentais”. No texto e com muitos gráficos o autor denuncia uma situação para lá de alarmante. Por exemplo: Nestes últimos anos, os casos de #depressão entre adolescentes hiperconectados nos Estados Unidos aumentou 145% (meninas) e 161% (meninos). Entre estudantes universitários, houve também um aumento extremo de transtornos mentais: ansiedade 134%, depressão 106%, bipolaridade 57%, esquizofrenia 67%, etc. O autor comenta também o aumento acentuado da taxa de suicídio e automutilação de adolescentes jovens nos Estados Unidos e noutros países, e também a diminuição considerável da convivência familiar e encontros com amigos.
Na semana passada (7/3/26), o New York Times publicou um artigo da jornalista Melissa Kirsch intitulado #Desligando. Ela começa mencionando um colega que confessou passar “mais de seis horas por dia online e mais de uma hora lendo seus e-mails”. E acrescenta: “Aqui, em 2026, nossos esforços para remediar nossa própria dependência de telas estão obtendo resultados mistos. A maioria dos estados agora tem leis que proíbem celulares em salas de aula, mas os alunos estão destruindo os estojos com cadeado onde seus aparelhos são guardados […]”.
No Brasil, a Lei 15100/2025, de 13/01/2025, restringiu o uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos durante as aulas e recreios nas escolas de educação básica.
A jornalista Kirsch disse mais: “As vezes, parece que nossos celulares são nossos captores e estamos em busca perpétua de um dispositivo ou de uma desintoxicação que nos liberte […]. Por mais razoáveis que sejam nossos esforços para diminuir a dependência, frequentemente há um elemento de privação envolvido. Talvez mais eficazes sejam as soluções que preencham o vazio. Tenho uma amiga que lê pela manhã antes de checar o celular […]. Algumas pessoas estão se refugiando na floresta, morando em cabanas sem eletricidade e definitivamente sem Wi-Fi, tudo para se libertarem do celular e das redes sociais.” Como é difícil!
Orei várias vezes pedindo a direção de Deus para escrever este artigo. Até porque a Bíblia nos diz muito sobre mordomia do tempo, sobre a importância dos relacionamentos familiares e fraternos, sobre educação de filhos, sobre vaidades, sobre o que pensar e dizer, sobre coração e olhos puros… Muito poderíamos dizer sobre tudo isto e relacionar tudo com o uso que fazemos do celular. Vou me limitar a alguns conselhos práticos.
Que Deus nos ajude!
Éber Lenz César
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