Esta celebração não é bíblica, ou seja, não é uma ordenança bíblica. Começou no século IV como uma adaptação cristã de uma festa pagã. Todos os anos, no solstício de inverno, entre 21 e 25 de dezembro no hemisfério norte, os romanos celebravam o que eles chamavam de Nascimento do Sol Invicto. A partir desse dia, o mais curto do ano, o sol despontava mais cedo a cada dia, por um tempo. Como a Bíblia se refere a Jesus Cristo como #Sol da Justiça e #Luz do Mundo, os cristãos se aproveitaram daquela celebração, excluiIram seus rituais pagãos e passaram a celebrar, na mesma data, o nascimento de Jesus, o Sol da Justiça.
Por razão dessa origem pagã, há cristãos que não celebram o Natal. A maioria o faz e com muita alegria e gratidão. Não se sabe a data certa do nascimento de Jesus. Certamente não foi no dia 25 de dezembro, inverno na Palestina. Mas é bom ter uma data para refletirmos mais profundamente no significo dessa maior de todas as manifestações do amor de Deus e do próprio Jesus por todos nós.
O Natal é a festa mais alegre, mais musicada, mais iluminada e cheia de encanto. Nessa época, as pessoas tornam-se mais religiosas, mais dóceis, mais generosas, e, se assim podemos dizer, mais cristãs… Infelizmente, os interesses comerciais, a troca de presentes, os comes e bebes e até o mítico Papai Noel têm suplantado o sentido espiritual dessa celebração.
O nascimento Jesus profetizado
A vinda de Jesus ao mundo para salvar os pecadores e reconciliá-los com Deus é o tema central da Bíblia. Logo em seguida à entrada do pecado no mundo, Deus prometeu a Adão e Eva que um “descendente da mulher” [Jesus] esmagaria a cabeça da “serpente” [Satanás] (Gn 3.15; Gl 4.4). Os profetas viram esse “descendente” com os olhos da fé e profetizaram seu nascimento e ministério. Eles geralmente falavam de um evento futuro usando o tempo passado (perfeito profético) para enfatizar a certeza do cumprimento da profecia.
“O povo que andava em trevas, viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte resplandeceu-lhes a luz […]. Porque um menino nos nasceu […] e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.2,6).
“Ele foi traspassado pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele […]. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas […] mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos […]” (Is 53.5-4. Veja também Is 40.1-5,9-10).
Com o passar dos séculos, desenvolveu-se a chamada “esperança messiânica”. Todos os crentes do Velho Testamento esperaram o Messias e Salvador. Mas, por tudo que Israel sofreu nas mãos de nações inimigas ou invasoras, os judeus acabaram se equivocando quando à missão do #Messias. Os judeus da época de Jesus esperavam que o Messias os libertaria do domínio romano. Isto a despeito de Jesus lhes dizer repetidas vezes: “O meu reino não é deste mundo!” (Jo 8.36). Os discípulos de Jesus creram nele como seu Messias e Salvador, mas ficaram confusos quando Jesus lhes falou de seus sofrimentos e crucificação e frustrou sua esperança de libertação política (At 1.6).
O cumprimento das profecias
Começou com o anúncio do nascimento de João Batista, o Precursor de Jesus, aquele que prepararia o caminho para Jesus (Lc 3.2-6. Ver Is 40.3-5). Apenas seis meses mais tarde, um anjo apareceu a Maria e lhe disse:“Eis que conceberás e darás à luz um filho a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo […]” (Lc 1.31-32). O mesmo anjo apareceu a José, quando ainda noivo de Maria, e lhe disse: “Ela [Maria] dará à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mt 1.21. Ver Is 7.14). Quando o menino nasceu, um anjo disse a alguns pastores que cuidavam de seus rebanhos nas campinas de Belém: “Eis aqui vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor”. Logo, uma multidão de anjos apareceu dizendo em altas vozes: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lc 2.8-14). Foi maravilhoso!
Os que acreditamos nas histórias do Natal e cremos que Jesus é nosso único e suficiente Salvador celebramos o Natal dando glória a Deus, como os anjos o fizeram, e lhe agradecendo porque “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Os lindos enfeites de Natal, a refeição especial com familiares e amigos, a troca de presentes tudo têm seu lugar, mas não permitamos que nos privem deste significado espiritual do Natal.
Éber Lenz César
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