Preparação para o Natal.
II. O casal mais famoso da história: José e Maria
Ao longo dos séculos, livros e filmes têm contado histórias de casais marcantes: Marco Antônio e Cleópatra, símbolos de poder e paixão; Henrique VIII e Ana Bolena, que mudaram o rumo da história inglesa; Pierre e Marie Curie, parceiros na ciência; Príncipe Rainier e Grace Kelly, ícones do glamour; e até Romeu e Julieta, que, apesar de fictícios, se tornaram símbolos do amor impossível.
A Bíblia contém histórias muito lindas de casais que desempenharam papeis importantes nos planos de Deus. Abraão e Sara, ligados à aliança de Deus com Israel; Boaz e Rute, exemplo de redenção e fidelidade; Zacarias e Isabel, pais de João Batista, e muitos outros.
Entretanto, nenhum casal teve papel tão decisivo nos planos de Deus quanto Maria e José, instrumentos de Deus Pai na encarnação do Filho, Jesus, nosso Salvador. A história deles, contada em Mateus e Lucas, é a parte final e essencial da preparação para o Natal.
Maria (Lucas 1.26-38)
O evangelho de Lucas, relata que o anjo Gabriel – o mesmo que anunciou a Zacarias o nascimento de João Batista – apareceu também a Maria, uma jovem humilde, virgem, prometida em casamento a José. O anjo lhe disse:
“Alegre-se, mulher favorecida! O Senhor está com você […]. Você ficará grávida e dará à luz um filho, e o chamará Jesus. Ele será grande, e será chamado Filho do Altíssimo […].”
Surpresa, Maria perguntou: “Como isso acontecerá? Eu sou virgem!”
Aqui, cabe uma comparação. Como vimos na mensagem anterior, quando o mesmo anjo disse a Zacarias que sua esposa Isabel lhe daria um filho, Zacarias não teve fé suficiente para acreditar e perguntou: “Como posso ter certeza de que isso acontecerá? Já sou velho, e minha mulher também é de idade avançada” (Lc 1.18). O anjo o puniu por isso… Maria, ao contrário, não duvidou; apenas quis saber como seria, uma vez que, solteira, ainda era virgem. O anjo lhe disse como e ainda fortaleceu sua fé, dizendo-lhe o que Deus já havia feito por Isabel:
“O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a envolverá. O bebê será santo, e será chamado Filho de Deus. Além disso, sua parenta, Isabel, ficou grávida em idade avançada. […]. Ela era estéril, mas concebeu um filho e está no sexto mês de gestação. Pois nada é impossível para Deus.”
Maria também se mostrou submissa à vontade de Deus, mesmo sabendo que poderia ser apedrejada por ter engravidado antes do casamento… Ver Dt 22.13-21. Ela disse:
“Sou serva do Senhor. Que aconteça comigo tudo que foi dito a meu respeito.”
José (Mateus 1.18-25).
Mateus narra que José, quando soube que Maria estava grávida, decidiu terminar o noivado secretamente, para poupá-la da vergonha pública. Mas, enquanto pensava nisso, um anjo lhe apareceu em sonho e disse:
”José, não tenha medo de receber Maria como esposa, pois a criança dentro dela foi concebida pelo Espírito Santo. Ela terá um filho, e você lhe dará o nome de Jesus, pois ele salvará seu povo dos seus pecados”.
Mateus explica que tudo isso aconteceu em cumprimento a uma velha profecia:
“A virgem ficará grávida! E dará à luz um filho, e o chamarão Emanuel, que significa Deus conosco” (Mt 1.23 e Is 7.14).
Ao acordar, José obedeceu ao anjo, recebeu Maria como esposa e permaneceu com ela sem relações até o nascimento do menino, a quem deu o nome de Jesus (Mt 1.24-25). Essa observação – “Até o nascimento do menino” – indica que, depois do parto e resguardo, José e Maria tiveram relações sexuais como todo casal. E a Bíblia diz que eles tiveram outros filhos e filhas (Mc 6.3; Gl 1.19).
Maria, bendita entre as mulheres.
Lucas relata ainda que Maria foi logo passar uns tempos com Isabel, na Judéia. Não sabemos porque. Talvez para evitar os comentários maliciosos na pequena Nazaré, onde morava (Lc 1.39-40,56).
Quando as duas se encontraram, o bebê de Isabel estremeceu no ventre dela, como que saudando o menino Jesus, ainda um feto. Isabel, admirada e cheia do Espírito, disse a Maria: “Você é abençoada entre as mulheres, e abençoada é a criança em seu ventre […]!” A versão mais conhecida é: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto do teu ventre” (Lc 1.39-45).
Maria respondeu com um cântico de louvor conhecido mundialmente como Magnificat (a palavra inicial, na versão latina, que significa: engrandecer, exaltar).
O exemplo de José e Maria.
Maria se tornou a mulher mais famosa do mundo, ao lado de José, principalmente por ter sido a mãe de Jesus, o Salvador. Mas também porque é um exemplo de fé, pureza e obediência, inspirando milhões ao longo dos séculos.
Pr. Éber Lenz Cesar – [email protected]
Este conteúdo foi útil para você? Deixe sua avaliação.
5
Sua avaliação é muito importante!