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 Aceitação

Os psicólogos estão aí, profissionais altamente capacitados para ajudar essas pessoas, seja em seus consultórios, seja com artigos publicados na internet ou com seus livros. Veja, por exemplo, este artigo: Autoaceitação: 4 dicas para se aceitar.

Não sou psicólogo e não devo me intrometer a dizer mais sobre isto, dessa perspectiva. Mas, como pastor, conselheiro e pregador, já aconselhei e ajudei muita gente triste e infeliz por razão desse sentimento de inaceitação. Não sendo um livro de psicologia, a Bíblia tem muito a nos dizer sobre o assunto. Claro, de uma perspectiva espiritual. #deuscuidademim.

Deus nos ama e nos aceita como somos.

Aos olhos de Deus, somos pecadores indignos, mas ele nos ama e nos aceita, como somos. Ele enviou seu Filho ao mundo “para morrer por nós quando ainda éramos pecadores” (Rm 5.8. Veja também Jo 3.16). Se nos arrependemos dos nossos pecados e os confessamos a Deus, e se entendemos e cremos que Cristo fez expiação por nossos pecados, ele nos perdoa e nos reconcilia consigo (I Jo 1.9; I Tm 1.15; II Co 5.19). A partir daí, já  não somos os mesmos, pois, “aquele que está em Cristo se tornou nova criação. A velha vida acabou, e uma nova vida teve início” (II Co 5.17). Por isso acrescento: Deus nos aceita, sim, como somos, mas não para permanecermos como somos! Ainda bem. Reconciliados com Deus, vivendo como verdadeiros discípulos de Jesus, nos aceitaremos mais facilmente…

2. Devemos aceitar a nós mesmos.

Se Deus nos aceita como somos, e nos santifica (aperfeiçoa), por que não nos aceitarmos também? Jesus disse que os dois mandamentos mais importantes da Lei de Deus são: Amar a Deus de todo o coração e amar o próximo “como a si mesmo” (Mt 22.37-39). Note: Como a si mesmo! 

Michel Quoist, em Construir o Homem e o Mundo, escreveu: 

“Muitos estão paralisados, atados e arrastam-se em uma vida reduzida e sem sentido somente porque  nunca se aceitaram a si mesmos, com seus limites e suas qualidades […]”

Todos temos um “eu ideal” e um “eu real”. Observando as vidas de outras pessoas, lemos a Bíblia e outros livros, ouvimos sermões e aprendemos o que deveríamos e gostaríamos de ser, idealmente. Como a realidade é outra, temos dificuldades sérias para nos aceitarmos como somos. Este conflito leva-nos, às vezes, a fingir que somos o que não somos. É melhor admitir a pecaminosidade que nos impede de ser o que deveríamos ser, crer que Deus nos aceita como somos e, então, deixar que ele nos aperfeiçoe. O apóstolo Paulo escreveu:

Não estou dizendo […] que já alcancei a perfeição. Mas prossigo a fim de conquistar essa perfeição para a qual Cristo Jesus me conquistou. […].” (Fp 3.12-14). 

Não somos perfeitos, mas Deus graciosamente faz que todas as coisas cooperem para fazer-nos cada vez mais parecidos com seu Filho Jesus (Rm 8.28-29). E, maravilha! O Espírito Santo de Deus e de Cristo habita em nós e nos aperfeiçoa, dia após dia! (Rm 8.11).

3. Devemos aceitar uns aos outros.

Se Deus, que é perfeito, nos aceita, que motivo temos nós para não nos aceitarmos uns aos outros? Paulo recomendou aos cristãos Romanos: “Aceitem-se uns aos outros como Cristo os aceitou” (Rm 15.7). Não significa que estamos totalmente satisfeitos uns com os outros ou que não notamos os defeitos e pecados uns dos outros. Mas podemos e devemos prestar mais atenção nas virtudes do que nos defeitos, e nos ajudarmos mutuamente no já referido processo de crescimento e aperfeiçoamento. 

Conclusão

Concluo lembrando um cântico que os crentes costumam cantar nas igrejas. Deve ser cantado com humildade e muita gratidão ao Senhor. Somos alguém, somos importantes, somos aceitáveis somente porque Deus nos salvou, nos deu uma vida nova e nos enviou o seu Espírito, que habita em nós (I Co 3.16).

“Quero que valorize o que você tem. / Você é um ser, você é alguém tão importante para Deus! / Nada de ficar sofrendo… neste seu complexo inferior, / dizendo às vezes que não é ninguém… / O Espírito Santo se move em você… / Há algo importante em você. / Por isso, levante e cante, exalte o Senhor. / Você tem valor, o Espírito Santo se move em você”. 

Éber Lenz César

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