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Avivamentos no transcorrer da história bíblica.

VI. Reis avivalistas

Alegando a idade avançada de Samuel e o mal procedimento dos filhos deste, os anciãos de Israel pediram ao profeta que lhes constituísse um rei. As outras nações tinham reis, por que não Israel? (I Sm 8:5). Começou assim um novo período na história de Israel, o da Monarquia. Os primeiros reis foram Saul, Davi e Salomão. Depois o reino se dividiu em duas partes: Israel, ao norte, e Judá ao sul. Os reis se sucederam, reinando, às vezes, por pouco tempo e, com raras exceções, fazendo o que era mal perante o Senhor, arrastando o povo à idolatria e à perversão. O juízo de Deus recaiu sobre Israel primeiro, e depois sobre Judá. Em 722 a.C., os assírios destruíram Samaria, a capital do reino do norte, e levaram os filhos de Israel para o cativeiro (II Rs 17.1-6; 18.9-11). Cerca de 132 anos mais tarde, em 585 a.C., Nabucodonosor, rei da Babilônia, destruiu Jerusalém, a capital do reino do sul, e levou Judá para o exílio (II Rs 24; II Cr 36). Passados setenta anos de exílio, alguns milhares de judeus retornaram a Jerusalém.

Como eu disse, a maioria dos reis de Israel e de Judá foram péssimos reis e causaram grande sofrimento ao povo de Deus. Porém, alguns poucos foram instrumentos de avivamento. Vou mencionar apenas dois: Asa e Josafá.

O avivamento sob o reinado de Asa

Asa reinou em Judá 41 anos, de 910-869 a.C. Ele era filho de Abias, um bisneto de Davi. Abias “Cometeu os mesmos pecados que seu pai e não foi inteiramente fiel ao Senhor, seu Deus, como seu antepassado Davi. Mas, por causa de Davi, o Senhor, seu Deus, permitiu que seus descendentes continuassem a brilhar como uma lâmpada em Jerusalém e deu a Abias um filho para reinar depois dele” (I Re 15.3-4).

Este seu filho e sucessor, o rei Asa, “fez o que era certo aos olhos do Senhor, como seu antepassado Davi. Expulsou da terra os prostitutos cultuais e removeu todos os ídolos que seus antepassados haviam feito […]. O coração de Asa permaneceu inteiramente fiel ao Senhor durante toda a sua vida” (I Re 15.11-14). Foi um tempo de avivamento!

O avivamento sob o reinado de Josafá

Josafá reinou em Judá 25 anos, de 872-848 a.C. Ele era filho de Asa, o bom rei mencionado acima. É interessante observar que, contrariamente aos filhos de Samuel, “Josafá foi um bom rei, que seguiu o exemplo de seu pai, Asa, e fez o que era certo aos olhos do Senhor” (I Rs 22.43. Ver II Cr 17.3-4,6). 

Esse bom rei 

“enviou seus oficiais […] para ensinarem em todas as cidades de Judá. Com eles foram os levitas […] e os sacerdotes […]. Eles levaram consigo cópias do Livro da Lei do Senhor e foram por todas as cidades de Judá, ensinando o povo. Então o temor do Senhor caiu sobre todos os reinos vizinhos, de modo que nenhum deles declarou guerra a Josafá” (II Cr 17.7-10). 

O próprio 

“Josafá saía para visitar o povo por todo o território, desde Berseba até a região montanhosa de Efraim, a fim de animar todos a voltarem para o Senhor, o Deus de seus antepassados. Nomeou juízes na terra, em todas as cidades fortificadas, e lhes disse: ‘Sejam cuidadosos! Lembrem-se de que não estão julgando para agradar as pessoas, mas para agradar o Senhor. Ele estará com vocês sempre que derem um veredito. Temam o Senhor e julguem com integridade […]” (II Cr 19.4-7).

Também em Jerusalém, nomeou Josafá alguns dos levitas, dos sacerdotes e dos chefes de famílias israelitas e lhes deu estas ordens: 

“Ajam sempre no temor do Senhor, com fidelidade e coração íntegro.Toda vez que chegar até vocês uma causa de seus compatriotas israelitas… advirtam-nos para que eles não pequem contra o Senhor” (II Cr 19.8-10).

Entretanto, o temor do Senhor e o avivamento não excluem adversidades eventuais. A despeito do zelo de Josafá e do clima de avivamento em Israel, os Amonitas e os Moabitas, nações vizinhas, entraram em guerra contra Josafá. Um exército enorme de inimigos treinados para a guerra. 

“Josafá ficou amedrontado […] e pediu orientação ao Senhor. Ordenou um jejum em todo o Judá, e habitantes de todas as cidades de Judá vieram a Jerusalém para buscar a ajuda do Senhor” (II Cr 20.3). 

Josafá, então, levantou-se no meio de toda aquela gente e fez uma oração exemplar. Entre outras coisas, ele disse: 

“Ó nosso Deus… Não temos forças para lutar com esse exército imenso que está prestes a nos atacar. Não sabemos o que fazer, mas esperamos o socorro que vem de ti”  (II Cr 20.12). 

Em resposta, o Espirito do Senhor iluminou a mente de um profeta, que lhes disse: 

“Escutem-me, todos vocês, povo de Judá e de Jerusalém! Escute, rei Josafá! Assim diz o Senhor: Não tenham medo! Não fiquem desanimados por causa desse exército imenso, pois a batalha não é sua, mas de Deus. Amanhã, marchem contra eles […]. Quando os encontrarem, porém, não terão de lutar. Tomem suas posições; depois, fiquem parados e vejam o livramento do Senhor. Ele está com vocês, povo de Judá e de Jerusalém. Não tenham medo nem desanimem. Saiam para enfrentá-los amanhã, pois o Senhor está com vocês!” (II Cr 20.15-17).

Foi uma guerra incomum, das que soe acontecer num clima de avivamento. No dia da “batalha”, bem cedo, Josafá disse ao povo: 

“Escutem-me, povo de Judá e de Jerusalém! Creiam no Senhor, seu Deus, e permanecerão firmes. Creiam em seus profetas e terão êxito’. Depois de consultar o povo, o rei nomeou cantores para irem adiante do exército, cantando e louvando o Senhor por sua santa majestade. Cantavam assim: ‘Deem graças ao Senhor; seu amor dura para sempre!’. No momento em que começaram a cantar e louvar, o Senhor trouxe confusão sobre os exércitos de Amom, Moabe e do monte Seir, e eles começaram a lutar entre si. Quando os homens de Judá chegaram ao local de onde se avista o deserto, viram apenas cadáveres no chão, até onde se podia enxergar. Não escapou nem um só dos inimigos” (II Cr 20.20-24).

Por tudo isso, aquele lugar foi chamado Vale de Beracá ou Vale de Benção” (V. 26).

As lições e a beleza desse avivamento merecem toda a nossa atenção e cuidadosa reflexão. Note, por exemplo: 

  1. A integridade e verdadeira espiritualidade do líder principal e seus  auxiliares. 
  2. A designação e treinamento desses auxiliares, exigindo-se deles fidelidade, dedicação e firmeza.
  3. A importância dada ao ensino do Livro da Lei ou Palavra de Deus 
  4. A humildade e dependência de Deus face ao perigo.
  5. Os filhos de Deus, individual ou coletivamente, às vezes, têm que descer ao vale, para as batalhas da vida, mas, com oração, confiança e louvor. Desse modo, um campo de batalha torna-se Vale de Benção!

Éber Lenz César

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