Sim, tem jeito, desde que os desentendidos estejam dispostos a seguir os ensinamentos da Palavra de Deus, no caso, amor, perdão, reconciliação.
Lamentavelmente, há nações que vivem em constante inimizade; há famílias divididas; há cônjuges que se tornaram estranhos um para o outro; há pais e filhos em constante desentendimento, irmãos que não se falam, e até mesmo cristãos que não caminham mais juntos.
O mais triste é perceber que, muitas vezes, essas inimizades não são curadas. As faltas não são perdoadas. As mágoas permanecem. E a reconciliação nunca acontece.
Tomemos apenas o exemplo dos casais. Uma pesquisa publicada pelo jornal The New York Times revelou que mais de 70% da população americana aprova o divórcio. No Brasil, o anuário estatístico do IBGE mostra que, em apenas três anos, o número de separações judiciais aumentou cerca de 50%. E isso sem contar os rompimentos informais, aqueles que acontecem fora da lei. Por outro lado, o crescimento dos registros de casamento, no mesmo período, não chegou a 10%.
O que explica isso? Pequenos desentendimentos vão se acumulando e agravando ao ponto de se tornarem grandes desentendimentos. E o pior: em muitos casos não há nenhuma disposição (e humildade) para buscar a reconciliação. O resultado tem sido devastador. As consequências recaem sobre os cônjuges, sobre os filhos, sobre a sociedade e, inevitavelmente, também sobre a igreja.
No entanto, a boa notícia é que a reconciliação é possível, e na maioria dos casos. Mais do que isso: a reconciliação é a solução divina, a vontade de Deus.
Primeiro, porque Deus nos reconciliou consigo mesmo (II Co 5.18-20). Ele nos amou quando ainda éramos inimigos. Ele desejou e providenciou a nossa reconciliação com ele. Ele o fez por meio do sacrifício de Cristo, seu Filho. A reconciliação não nasceu no coração humano, mas no coração de Deus.
Segundo, porque a Palavra de Deus nos ordena a reconciliação. Jesus disse em Mateus 5.23-24: “Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão.” O apóstolo Paulo escreveu aos Efésios: “Longe de vós toda amargura […] sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Ef 4.31-32). E aos Coríntios: “Que a mulher se reconcilie com seu marido, e que o marido não se aparte da sua mulher” (I Co 7.10-11).
Por fim, temos o maravilhoso exemplo de José, conhecido como “José do Egito”. Seus irmãos o odiaram e, por fim, o venderam como escravo. Depois de anos de sofrimento, quando reencontrou seus irmãos, José os acolheu, abraçou e beijou (Gn 7.10-11). Ele estava em posição de poder, poderia punir seus irmãos, poderia manter distância. Mas ele escolheu o caminho de Deus: o caminho da reconciliação.
Meus irmãos, se Deus nos reconciliou consigo mesmo, quem somos nós para nos recusarmos a nos reconciliarmos com o cônjuge, com nossos pais, filhos ou irmãos? Ou ainda com irmãos em Cristo? Se a Palavra de Deus nos ordena, quem somos nós para resistir? E se José perdoou seus irmãos, por que nós não perdoaríamos os nossos?
Reconciliação não é fraqueza, é força. Não é derrota, é vitória. Não é perda, é ganho. É o próprio método de Deus para restaurar relacionamentos, famílias, igrejas e até nações.
Que hoje, à luz da Palavra de Deus, cada um de nós examine o próprio coração e dê o primeiro passo para a reconciliação, seja com quem for. Porque onde há perdão, há cura. Onde há reconciliação, há paz. E onde há paz, Deus habita.
Éber Lenz César
Se esta mensagem lhe foi útil e edificante agradeço se me der um retorno e compartilhar o link com quem você acha que precisa.
Este conteúdo foi útil para você? Deixe sua avaliação.
5
Sua avaliação é muito importante!