0
(0)

 Série Avivamento. III. Sem amor não dá!

Na mensagem anterior, mencionamos as cartas que o Senhor Jesus, Ressurrecto, enviou às Sete Igrejas da Ásia, as chamadas Cartas do Apocalipse. Comentamos a carta à igreja de Laodiceia. Essa igreja era operosa, tinha uma agenda cheia, mas era “morna”, meio lá, meio cá, acomodada, funcionando no fogo baixo. Mesmo assim, gabava-se: “Sou rico e próspero, não preciso de coisa alguma.” Ou seja, achava que estava tudo bem. Mas o Senhor lhe disse: “Não! Você é pobre […]. E não percebe que é infeliz, miserável, cego e está nu” (Ap 3.17). Em seguida, aconselha-os a adquirirem dele o “ouro refinado” de uma vida cheia do Espírito, as “vestiduras brancas” da santidade, e o “colírio” que limpa os olhos da alma para que vejam com clareza as maravilhas da Palavra de Deus e seus caminhos (Ap 3.15-20). Se o fizessem, teriam um #avivamento

Uma outra carta foi enviada à igreja de Éfeso. Essa igreja tinha algumas coisas boas que o Senhor elogiou, mas faltava-lhes algo essencial, algo que precisava ser avivado ou reavivado.

O elogio do Senhor

“Sei de tudo que você faz. Vi seu trabalho árduo e sua perseverança, e sei que não tolera os perversos. Examinou as pretensões dos que se dizem apóstolos, mas não são, e descobriu que são mentirosos. Sofreu por meu nome com paciência, sem desistir” (Ap 2.1-3).

Muito bom! Aquela igreja era ortodoxa, fiel à sã doutrina, operante e perseverante, a despeito das provações, talvez perseguição. Mas algo não  estava bem, algo essencial, como eu disse. E o Senhor não deixa passar.

A censura do Senhor

“Contudo, tenho contra você uma queixa: você abandonou o amor que tinha no princípio. Veja até onde você caiu! Arrependa-se e volte a praticar as obras que no início praticava” (Ap 2.4-5).

Isso indica que uma igreja pode ter uma boa teologia, pode ser firme na doutrina, pode ter uma programação intensa, talvez reuniões todos os dias e serviços na cidade, aguentar firme as críticas ou mesmo a perseguição, e fracassar por falta de amor, amor intenso, entusiasta, a motivação correta.

E se o Senhor nos escrevesse?

Ocorre-me perguntar: Se o Senhor nos enviasse uma carta semelhante a que enviou à igreja de Éfeso, no primeiro século, o que ele nos diria? Que elogios nos faria? O que teria contra nós? Temos coisas boas, certamente. Bênçãos graciosas de Deus. Sejamos agradecidos. Mas como anda o nosso amor ao Senhor, à sua igreja, aos irmãos, aos perdidos?

Quando falamos de primeiro amor, estamos nos referindo àquela devoção e empolgação que geralmente caracterizam os novos convertidos. Na paráfrase a seguir, veja se algo do referido aplica-se a você ou a sua igreja:

“Você perdeu aquele amor inicial, o do começo de sua vida cristã. Não vejo mais em você aquela alegria e aquele entusiasmo que caracterizam os novos convertidos. Você se empolga mais com o futebol, com um filme, com um show musical, com uma festa de aniversário, com uma viagem do que com os cultos da igreja; lamenta quando o filme de duas horas acaba, mas queixa-se quando a pregação e o culto se estendem por um pouco mais… Muitos de vocês não têm vida de oração; não leem nem estudam a Bíblia como devem; não vivem uma vida santa; não dão um bom testemunho de sua fé, não evangelizam, não investem financeiramente nos ministérios da igreja… Gastam tempo demais com TV, Internet, Instagram, Facebook e WhatsApp; enfim, vocês não estão cheios do Espírito…”.

Pense nisso que o apóstolo Paulo escreveu sobre um tempo difícil que parece ser justamente o nosso:

“Saiba que nos últimos dias haverá tempos muito difíceis. Porque as pessoas só amarão a si mesmas e ao dinheiro. Serão arrogantes e orgulhosas, zombarão de Deus, desobedecerão a seus pais e serão ingratas e profanas […]. Serão religiosas apenas na aparência, mas rejeitarão o poder capaz de lhes dar a verdadeira devoção” (II Tm 3.1-4). 

Será este o nosso caso? Se for, em parte ou no todo, precisamos de um AVIVAMENTO, um retorno ao primeiro amor. O Senhor disse: “Veja até onde você caiu! Arrependa-se e volte a praticar as obras que no início praticava.”

Onde isso começou, ou seja, esta religiosidade formal e rotineira, sem amor, sem entusiasmo, sem poder, sem frutos? Orgulhamo-nos da nossa teologia dita “reformada”, da nossa liturgia “calvinista” (ou outra), da nossa programação intensa; rejeitamos os pseudo apóstolos do momento… Mas qual é a nossa motivação? Cadê o primeiro amor? Precisa de um AVIVAMENTO!

O apóstolo Paulo oraria por nós como orou pelos cristãos de Filipos:

“Oro para que o amor de vocês transborde cada vez mais e que continuem a crescer em conhecimento e discernimento […]” (Fp 1.9-10).

Precisamos muito desse “amor”, desse “conhecimento” e desse “discernimento”. Estão disponíveis em Cristo; são ensinados em sua Palavra. Nós os podemos ter! Para tanto, precisamos orar com instância; ler e estudar a Palavra de Deus; lembrar que o Senhor nos ama incondicionalmente, e que Jesus “amou a igreja e se entregou por ela”  (Ef 5.25). Então, teremos um AVIVAMENTO!

  • #ConteúdoCristão
  • #ChristianFaith

Eber Lenz César

Quer comentar, sugerir algo. Me mande um e-mail.

([email protected])

Este conteúdo foi útil para você? Deixe sua avaliação.

0

Sua avaliação é muito importante!

Qual é a sua avaliação para este post

Obrigado por avaliar este post. Siga-me nas redes sociais