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É uma graça!

A questão da contribuição financeira para igrejas tornou-se muito polêmica, principalmente nestes últimos anos, com igrejas pedindo tanto dinheiro e usando-o indevidamente. Algumas constróem templos monumentais, e até luxuosos. E, pior, há muitos pastores por aí gabando-se de seu patrimônio milionário… Os fiéis são encorajados, senão iludidos, com promessas de prosperidade material e saúde, como se pudessem barganhar com Deus. Por coisas assim, muitos não querem nem ouvir falar de dízimo e ofertas, ou até mesmo de igreja. É uma pena, porque dízimo e ofertas estão presentes em muitas passagens bíblicas, quase sempre em conexão direta ou indireta com um nível superior de relação com Deus, de espiritualidade, de amor, de generosidade e de alegria.

O #dízimo foi ordenado por Deus no Velho Testamento, num contexto judaico. Baseia-se no fato de que tudo, afinal,  pertence a Deus. O dizimista reconhece isto; ele é  motivado por sincera gratidão a Deus por suas provisões diárias; e, também, por saber que sua contribuição suprirá necessidades de pessoas mais carentes e do serviço sacerdotal (religioso).  O Novo Testamento não nega nem dispensa o dízimo, mas enfatiza mais as ofertas espontâneas, generosas, dadas por amor e com alegria, pelos mesmos motivos e para os mesmos fins.

Muitos sabem de cor estas palavras de Jesus no Sermão do Monte:

‘Não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.31-33).

No ministério de Jesus, o exemplo mais notável é o da viúva pobre, cuja pequena grande oferta foi elogiada por Jesus, em detrimento das grandes pequenas ofertas depositadas pelos ricos. A viúva deu apenas duas pequenas moedas; os ricos, deram grandes quantias. Jesus explicou aos seus discípulos:

“Esta viúva pobre depositou no gazofilácio mais do que o fizeram todos os ofertantes. Porque todos eles ofertaram do que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo quanto possuía, todo o seu sustento”.

No ministério do apóstolo Paulo, o exemplo mais bonito e significativo é o das ofertas das igrejas da Macedônia. Ele escreveu aos cristãos Coríntios:

“Queremos que saibam o que Deus, em sua graça, tem feito por meio das igrejas da #Macedônia. Elas têm sido provadas com muitas aflições, mas sua grande alegria e extrema pobreza transbordaram em rica generosidade. Posso testemunhar que deram não apenas o que podiam, mas muito além disso, e o fizeram por iniciativa própria. Eles nos suplicaram repetidamente o privilégio  de participar da oferta ao povo santo. Fizeram até mais do que esperávamos, pois seu primeiro passo foi entregar-se ao Senhor e a nós, como era o desejo de Deus” (II Co 8.1-5. Versão Transformadora).

Empolgado, o apóstolo prossegue falando dessas ofertas e providências relativas à sua administração honesta e cuidadosa em mais 35 versículos (II Co 8-9). Repetidas vezes refere-se à espontaneidade, à generosidade daqueles cristãos e às próprias ofertas como sendo graça de Deus. A entrega formal e legalista do dízimo (ou de ofertas), às vezes por obrigação ou mesmo com a intenção de barganhar com Deus as suas bênçãos, não se compara com essa graça, esse desprendimento, esse foco ajustado no Reino dos Céus ou de Cristo, na Igreja, nas necessidades dos outros, sejam estas materiais ou espirituais.

Claro que a #graça referida inclui o que se tem chamado de vida simples; a opção pelo modesto; pela economia. Jesus, nosso Senhor e Salvador, Mestre dos mestres, e seus apóstolos vestiam-se simplesmente e viviam vidas simples, sem, necessariamente, um “voto de pobreza”. Adeptos ou não da chamada #“Teologia da Prosperidade”, alguns líderes religiosos (e seus liderados) pensam e vivem de modo bem diferente. Acham que os “filhos de Deus” têm que ser vistosos e ter tudo do melhor, incluindo luxo. Mas a graça diz: gaste o mínimo que puder, dê o máximo que puder. Até porque Jesus ensinou: “Mais bem-aventurado é dar que receber” (At 20.35).

Pr. Éber César

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Veja também:

Mordomia Cristã (Contribuição, Dízimos e Ofertas).

Fé e Finanças

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  • #GratidãoSempre

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