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Fundamentos para um casamento feliz e duradouro  

V. Características do verdadeiro amor!

Introdução

O elemento mais importante em um casamento feliz é o amor. Mas, muitas vezes, o que chamamos de “amor” não é amor verdadeiro. Como vimos na menagem anterior, pode ser “eros” (atração física e sexual) ou “philia” (amizade e companheirismo). Esses sentimentos sustentam a relação por um tempo, mas não garantem felicidade duradoura. O amor que transforma um casamento é o “ágape”, o amor de Deus: desinteressado, generoso, que dá sem esperar nada em troca. Quando o Espírito Santo guia nossa vida, eros e philia continuam presentes, mas fortalecidos e santificados pelo ágape. Assim, o relacionamento se torna mais profundo e duradouro, independente de sentimentos passageiros ou satisfação física.

Mas como esse amor se manifesta no dia a dia de um casal? Em I Co 13.4-8, o apóstolo Paulo nos dá uma descrição do amor verdadeiro. Cada ocorrência da palavra “amor” nesse capítulo (em grego, ágape) mostra como o amor verdadeiro se comporta. Aqui, vamos focar no amor entre marido e mulher.

1. O amor é paciente.

Quem ama de verdade sabe esperar. Não reage imediatamente quando seu cônjuge o aborrece ou ofende; não devolve na mesma moeda, não é sarcástico ou irônico.

2. O amor é bondoso.

Não basta apenas ser paciente; o amor se manifesta de forma positiva. Ser bondoso é elogiar, valorizar pequenas conquistas, encorajar. Muitos casais esquecem de dizer palavras gentis.

3. O amor não tem ciúmes.

Os cônjuges às vezes têm ciúme ou inveja um do outro. O marido tem inveja dos talentos, habilidades, liderança e comunicação da esposa. A esposa tem ciúme do tempo que o marido gasta com os filhos, da atenção que as crianças dão a ele quando volta do trabalho, do tempo que ele dedica ao trabalho, à igreja, ao lazer.  Ambos têm ciúmes quando um membro do sexo oposto parece muito amigo do seu cônjuge. O amor ágape não é possessivo, não exige atenção o tempo todo… 

4. O amor não se gaba.

O cônjuge que ama de verdade não tem uma estimativa exagerada de sua própria importância, educação, requinte, espiritualidade. Não se considera superior. O orgulho é sutil, mas transparece nas atitudes com o cônjuge. Algumas vezes achamos que fizemos alguma coisa maravilhosa e desejamos ser elogiados. Mas o elogio nunca vem… Magoados, nos gabamos para conseguir o louvor desejado. 

5. O amor não se conduz inconvenientemente.

Amor não é rude, grosseiro. É gentil no falar e dá atenção a pequenos gestos – abrir a porta, elogiar, ajudar, presentear…

6. O amor não busca os próprios interesses.

Quem ama de fato não exige que tudo seja feito do seu jeito. Não insiste nos seus direitos. A questão da violação dos direitos pessoais é um dos problemas mais sérios e comuns dos casados.

No contexto bíblico, mansidão é justamente a disposição para abrir mão dos direitos pessoais a bem da harmonia; é entregar os direitos ao Senhor.  Isto não significa que marido e mulher (e pais e filhos) não possam conversar sobre seus direitos básicos. Podem e devem. Mas, se houver uma violação, é preciso aplicar o princípio da mansidão… com a graça de Deus!

7. O amor não se irrita facilmente.

Marido e mulher que se amam de verdade não se exasperam, não ficam possessos de raiva e transtornados um com o outro, mesmo porque, como já se disse, eles submeteram seus respectivos direitos ao Senhor e um ao outro.

8. O amor não guarda rancor.

O cônjuge que ama de verdade não fica recordando as faltas do outro cônjuge; não maximiza essas faltas; não guarda rancor; não cataloga queixas.

9. O amor não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade.

Esta declaração refere-se à sinistra satisfação que às vezes sentimos quando alguém que nos censurou faz a mesma coisa. Refere-se também àquelas ocasiões em que procuramos faltas no conjugue com a intenção de justificar nossas próprias faltas. “Você também…”. O amor não se alegra quando o outro faz alguma coisa errada, mas regozija-se quando a verdade e a coisa certa prevalecem.

10. O amor tudo sofre.

A palavra “sofrer” aqui significa “passar por alguma coisa em silêncio”. Cônjuges que se amam de verdade não falam mal um do outro para terceiros. Veja em Mt 1.18-19 a atitude de José quando soube que Maria estava grávida e ele ainda pensava que ela havia se prostituído. Infelizmente, falar mal do cônjuge é o esporte favorito de alguns maridos e esposas. Isto não é amor!

11. O amor tudo crê.

Esta afirmação não significa que o amor verdadeiro é crédulo e ingênuo. Indica apenas que os cônjuges que se amam de verdade não vivem suspeitando um do outro, não são desconfiados. Você conhece aquelas perguntas: “Onde você estava? Com quem? Quem é essa mulher (esse homem)? Por que você só está voltando agora?”

12. O amor tudo espera.

Amor não desiste, não abandona o barco na tempestade. Tem paciência e esperança.

13. O amor tudo suporta.

Amor enfrenta desafios, sofrimentos e perseguições, resistindo firme.

14. O amor jamais acaba.

O amor verdadeiro não cai aos pedaços, não acaba jamais. Por todo o tempo em que o Espírito controlar nossa vida, ele produzirá esse amor, e nós simplesmente continuaremos a demonstrar esse amor. Se um dia pararmos de amar assim, será porque nos afastamos de Deus.

Conclusão

Paulo terminou este maravilhoso capítulo sobre o amor listando as três maiores virtudes cristãs – fé, esperança e amor. E acrescentou: “O maior destes é o amor” (I Co 13.13). O ágape, o #AmorDeDeus pode transformar nosso lar em um verdadeiro “pedacinho do céu na terra”.

Éber Lenz César 

#MensagensCristãs

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