Nesta lição, vamos estudar as bem-aventuranças 2 e 3, choro e mansidão, que continuam descrevendo o caráter do cristão.
“Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados” (Mt 5.4).
Que choro é esta que pode fazer-nos bem-aventurados ou felizes? Certamente não se trata do choro pela perda de um ente querido ou de algum bem material, nem por dor física ou qualquer outra adversidade. Os bem-aventurados, aqui, são os que choram pela perda de sua inocência, de sua justiça; são os que reconhecem seus pecados e, arrependidos, os confessam a Deus e lhe pedem perdão,
Este é o segundo estágio da bênção espiritual. Uma coisa é ser espiritualmente pobre e reconhecê-lo (isso é confissão); outra é entristecer-se e chorar por causa disso (isso é contrição). A vida cristã, que pode e deve ser alegre, não é só alegria e risos. Muitos cristãos sinceros pensam que têm que exibir um sorriso perpétuo no rosto, mas esta é uma atitude antibíblica. No evangelho de Lucas, esta bem-aventurança é seguida por uma advertência: “Felizes são vocês que agora choram […]. Ai de vocês que agora estão rindo […]” (Lc 6.21,25). Cristãos sinceros choram por suas perdas mas principalmente por seus próprios pecados (Ed 10.1) e pelos pecados dos outros (Sl 119.136).
A bênção prometida nesta bem-aventurança.
“[…] serão consolados”. As pessoas que choram, que lamentam seus pecados são consoladas com o perdão de Deus. “O Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito abatido”(Sl 34.18. Ver II Cr 7.14; I Jo 1.9). Choramos também, lamentamos pelos pecados dos outros, pela corrupção, pela imoralidade e violência que há no mundo. Mas, um dia, “Deus enxugará todas as lágrimas […]” (Ap 7.17).
Você se entristece, arrependido, quando peca? Tem consciência do quanto seus pecados entristecem a Deus? (Ef 4.30). Pede perdão a Deus e às pessoas envolvidas? Lamenta profundamente a maldade do mundo?
“Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra” (5.3)
O termo grego aqui significa: gentil, humilde, bondoso, manso. Ver Mt 11.28. Os artistas do passado não entenderam bem a natureza da mansidão e da humildade de Jesus. Eles retrataram um Cristo fraco e até mesmo efeminado. Todavia, os evangelhos retratam um Jesus másculo, forte, corajoso e trabalhador, embora manso e bondoso!
Saulo de Tarso era, por natureza, um homem forte, corajoso, trabalhador, e um grande líder. Zeloso, mas equivocado, perseguiu os cristãos com violência. Convertido, manteve a coragem, a ousadia, a disposição e a liderança, mas tornou-se um homem manso e humilde. At 20.17-19.
A sequência das bem-aventuranças tem lógica e propósito:
A bênção prometida nesta bem-aventurança.
“[…] herdarão a terra”. O pensamento comum é que os “mansos” e “humildes” não conseguem nada porque os outros os desprezam e ignoram. Os valentões e arrogantes é que conseguem as coisas! Você concorda com isso? Qual tem sido sua experiência? O que você tem observado?
Além do que se lê nesta bem-aventurança, veja Sl 37.1-2; 37.11; 37.22-24. Você se considera uma pessoa mansa? Como se tem evidenciado sua mansidão ou sua falta de mansidão? Isso tem dado certo? Precisa de mais oração neste aspecto do seu caráter?
Resumo e adaptação do livro de John Stott, A Mensagem do Sermão do Monte, Ed ABU, São Paulo, SP, 2a edição, 1997. Pr. Éber Lenz Cesar, para uso nas Escolas Dominicais, Pequenos Grupos e pregação. Não pode ser publicado e vendido).
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