1. QUE É PAZ?
Os gregos antigos definiam paz como sendo “o estado de coisas quando não há guerra”. Na Bíblia, os termos hebraico e grego que se traduzem por paz têm um significado diferente e mais rico. O profeta Isaías disse, numa oração: “Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti.” (Is 26.3). Nesta e noutras passagens, a paz é relacionada com a firme confiança em Deus. O salmista escreveu: “Bem-aventurado o homem que teme ao Senhor, e se compraz nos Seus mandamentos… Não se atemoriza de más notícias: o seu coração é firme, confiante no Senhor…” (Sl 112.1,7). Este homem sabe que a vontade de Deus é “boa, agradável e perfeita” (Rm 12.2), e, de bom grado, a aceita e obedece. Por isso, tem paz. “Grande paz têm os que amam a Tua Lei; para eles não há tropeço. Espero, Senhor, na Tua salvação, e cumpro os Teu mandamentos” (Sl 119.165-166).
O conceito é o mesmo no Novo Testamento. Paulo recomendou aos filipenses: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições… E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus” (Fl 4.6-7). A ansiedade, que se opõe à paz, é, basicamente, falta de confiança em Deus, inaceitação dos Seus desígnios, e desobediência à Sua vontade. A paz de Deus protege de ansiedade, medo e angústia os que, ao contrário disto, confiam em Deus, oram a respeito de tudo, e esperam por Sua ajuda e salvação.
Paz, então, no sentido bíblico do termo, não é apenas “o estado de coisas quando não há guerra”, mas, sim, e principalmente, o estado de coisas que se estabelece e aquilo que se sente quando nos submetemos a Deus, confiamos nEle, aceitamos Seus desígnios, e obedecemos à Sua vontade.
2. O PECADO DESTRUIU A PAZ.
Pecado é rebelião contra Deus, desobediência à Sua vontade. O pecado entrou no mundo quando Adão e Eva desconfiaram de Deus e lhe desobedeceram a Palavra. O resultado imediato foi vergonha e medo, e a perda da paz (Gn 3). Logo haveria ira, contenda, assassinato (Gn 4), corrupção generalizada (Gn 6), confusão (Gn 11), guerras (Gn 14). Desde então, a história da humanidade tem sido assim. O homem tem vivido em guerra consigo mesmo e com os seus semelhantes.
3. BOAS NOVAS DE PAZ E SALVAÇÃO.
Entretanto, Deus não desistiu dos Seus propósitos. Seus pensamentos têm sido sempre “pensamentos de paz, e não de mal” (Jr 29.11). E o Seu apelo tem siso: “Que os homens façam paz comigo…” (Is 27.5).
Mas os homens, por si mesmos, jamais fariam paz com Deus. Seus desígnios são “continuamente maus” (Gn 6.5); seus pensamentos são “pensamentos de iniqüidade” (Is 59.7); eles “desconhecem o caminho da paz” (Is 59.8). Contudo, “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”, vida em comunhão com Deus, aqui e na eternidade, vida repleta de paz.
Os anjos que anunciaram aos pastores o nascimento de Jesus, disseram: “Glória a Deus nas maiores alturas e paz na terra entre os homens, a quem Ele quer bem” (Lc 2.14). Paulo escreveu: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo…” (II Co 5.19).
4. CRISTO É A NOSSA PAZ.
Quando cremos em Cristo e O aceitamos como nosso Salvador e Senhor, somos reconciliados com Deus, e temos paz com Deus; então, na medida em que confiamos nEle e Lhe obedecemos a Palavra, temos a paz de Deus.
Jesus é a ilustração perfeita do princípio exposto de que a paz resulta da confiança em Deus e da obediência à Sua vontade. Jesus “tornou-se obediente até à morte, e morte de cruz” (Fl 2.8; Jo 4.34). Por isso, pôde dizer aos Seus discípulos: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou…” (Jo 14.27). Paulo escreveu que “Ele é a nossa paz” (Ef 2.14); referiu-se a Ele como o “Senhor da paz”; e acrescentou: “Ele mesmo vos dê continuamente a paz em todas as circunstâncias” (II Ts 3.16). Ele o faz através do Espírito, razão porque se diz que o “fruto do Espírito”, isto é, o resultado da operação do Espírito em nossas vidas “é… paz”.
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O FRUTO DO ESPÍRITO. III. Paz
Questões para Pequenos Grupos.
1. Como os gregos definiam PAZ?
2. Com base nos ensinos da Bíblia, como podemos definir PAZ?
3. Você participa da bem-aventurança referida no Sl 112.1,7,8? Você realmente confia em Deus? Confia que sua vontade é “boa, agradável e perfeita”, mesmo quando inclui más notícias? (Rm 12.2; 8.28). Você se compraz nos mandamentos de Deus e se Esforça por obedecê-los? (Sl 119.165-166).
4. Qual é a diferença entre paz com Deus e paz de Deus? Como Cristo opera uma e outra? (II Co 5.19-20; Jo 14.27).
5. O primeiro pecado de Adão e Eva e os pecados subsequentes da humanidade destruiram a paz, certo? E os nossos pecados? Temos destruído a paz da nossa igreja ou da nossa família falando asperamente, falando mal uns dos outros, criticando, mentindo, intrigando, etc.? (II Co 12.19-20). Temos destruído a nossa própria paz interior com os nossos pecados ocultos? (Sl 32). Como restaurar a paz, em cada caso? (Ef 4.31-32; I Jo 1.6-9).
6. Quem pode derrubar as grossas “paredes de separação” e “inimizade” que se erguem até mesmo entre irmãos, muitas vezes? (Ef 2.13-14).
7. Qual é o remédio para a ansiedade, que tantas vezes nos rouba a paz? (Fl 4.6-7. Decore.)
8. Saudemo-nos uns aos outros com II Ts 3.16.
Éber Lenz César
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