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Estudos na Confissão de Fé de Westminster. X. As consequências do pecado

Pergunta 19 – Qual é a miséria do estado em que o homem caiu?

Resposta  – Todo o gênero humano pela sua queda perdeu a comunhão com  Deus, está debaixo de Sua ira e maldição, e, assim, sujeito a todas as misérias nesta vida, à morte e às penas do inferno para sempre.

Nas palavras do Breve Catecismo, e conforme estudamos anteriormente, “a queda reduziu o gênero humano a um estado de pecado e miséria… O estado de miséria consiste na culpa do primeiro pecado de Adão, na falta de retidão original, e na corrupção de toda a sua natureza, o que ordinariamente se chama pecado original, juntamente com todas as transgressões atuais que procedem dele” (respostas às perguntas 17 e 18). Nesta lição, vamos considerar “a miséria do estado em que o homem caiu”. O esquema abaixo resume todo este ensino do Breve Catecismo sobre o pecado, sua extensão e suas conseqüências.

1. O homem perdeu a comunhão com Deus.

Antes da queda, Adão e Eva gozavam a mais perfeita comunhão com deus. A presença, o favor e a intimidade de Deus eram o seu bem maior. Depois da queda, porém, “quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, se esconderam da presença do Senhor Deus… Chamou o Senhor Deus ao homem, e lhe perguntou: Onde estás? Ele respondeu: Ouvi a tua voz… tive medo e me escondi” (Gn 3.9-10). Que diferença! Antes, sentiam alegria e paz na presença de Deus. Agora, têm medo, e escondem-se. As sentenças que foram pronunciadas contra Adão e Eva, sua expulsão do jardim, e “o refulgir de uma espada que se revolvia para guardar o caminho da árvore da vida” (Gn 3.16-24) seriam os sinais externos do desfavor de Deus e da perda da comunhão com Deus.

Repetidas vezes e de muitas maneiras, as Escrituras nos advertem: “As vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o Seu rosto de vós…” (Is 59.2). O homem não redimido está “sem Deus no mundo” (Ef 2.12).

2. O homem está debaixo da ira e da maldição de Deus.

Essa não é uma doutrina popular, mas é preeminentemente bíblica:

  •  Senhor… somos consumidos pela Tua ira e pelo Teu furor, conturbados. Diante de Ti puseste as nossas iniqüidades e, sob a luz do Teu rosto, os nossos pecados ocultos…”  (Sl 90.7-9).
  •  “Fazei morrer a  vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno… Por estas coisas é que vem a ira de Deus” (Cl 3.5-6).
  • Deus é santo e justo. Não pode ser complacente com o pecado, nem indiferente. Ele reage ao pecado com ira, ou seja, com santa indignação.
  • “Deus é justo Juiz; Deus que sente indignação todos os dias. Se o homem não se converter, afiará Deus a Sua espada…“ (Sl 7.11-12).

A salvação do homem está em “Jesus, que nos livra da ira vindoura” (I Ts 1.10).  Permanecem debaixo da ira de Deus somente os que não crêem en Cristo.   

  • “Deus enviou Seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. Quem nEle crê, não é julgado; o que não crê já está julgado… sobre ele permanece a ira de Deus” (Jo 3.17,18,36).

3. O homem está sujeito a todas as misérias desta vida.

Todo este sofrimento pelo qual a humanidade tem passado é conseqüência do primeiro pecado de Adão. Se isto nos parece injusto, é porque não entendemos ainda a questão do nosso relacionamento com Adão (Rm 5.12,18; 8.20). De qualquer modo, somos culpados e sofremos também por nossos próprios pecados. E devemos reconhecer: “… com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem” (Lc 23.41).  Há ainda os sofrimentos devidos aos pecados (atuais) dos outros. Lembremo-nos de que Cristo sofreu por nossos pecados (Is 53.3-8), suportou a cruz e a oposição dos pecadores (Hb 12.2-3). Ele disse aos Seus discípulos: “No mundo passais por aflições…” (Jo 15.33). Os que se reconciliam com Deus, não ficam isentos de sofrimento. Entretanto, Deus, por Sua graça, faz que todas as coisas cooperem para o bem deles (Rm 8.28).

4. O homem está sujeito à morte e às penas do inferno.

Este é um pensamento terrível: depois de tanto sofrimento neste mundo, o homem morre e ainda está sujeito às penas do inferno, para sempre!  Há muito cristãos hoje que não crêem no inferno. Será que crêem na Bíblia? Não cabe aqui um estudo completo sobre o assunto. Basta lembrar que Jesus falou do inferno inúmeras vezes, advertindo o homem quanto a possibilidade real de vir a sofrer as penas do inferno, eternamente (Mt 5.22; 13.49-50; Mc 9.43-48; Lc 12.5; 16.23-26). Outra vez, é preciso dizer, e logo, que a salvação está em Cristo! (Jo 3.16; Rm  8.1).

Avaliação.

Quais são as quatro conseqüências do pecado? Cite um versículo que comprove  que o homem, quando peca, perde a comunhão com Deus. Cite um versículo que comprove a existência do inferno e que o pecador que não se arrepende e não crer em Cristo irá para o inferno. Cite um versículo que ensine que o homem que se arrepende dos seus pecados e crê em Cristo, irá para o céu. Qual é o seu caso?

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