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Por que coisas ruins acontecem com pessoas boas?

O coração anda pesado! A despeito das alegrias que temos “no Senhor” ou com a salvação e tantas bênçãos que temos como crentes e discípulos do Senhor Jesus (Fp 4.4), nós nos entristecemos com as coisas ruins que nos acontecem: problemas, enfermidades, acidentes, perdas… Nossos parentes e amigos geralmente compartilham conosco suas “coisas ruins”, e isso nos entristece também. Pela TV, no Instagram, no Facebook e por outros modernos meios de comunicação, ficamos sabendo de coisas terríveis que acontecem em toda parte. Tudo muito triste! Então, “choramos com os que choram” (Rm 15.15).  

Daí essas perguntas:  Por que coisas ruins acontecem com pessoas boas? Por que há tanto sofrimento no mundo? Por que tanta violência e tantos assassinatos? Por que toda essa imoralidade e injustiça social? Por que essas guerras sem fim, sem sentido? Quando as “coisas ruins” acontecem conosco, a  pergunta costuma ser outra: “Por que logo comigo?”

Se cremos em Deus e nas promessas da Bíblia, temos outros por quês. Por que Deus não impede? Se ele é todo-poderoso e Pai de amor, por que…? Estes por quês são particularmente perigosos! Os céticos usam estes argumentos para justificar sua incredulidade. E é com tais perguntas e dúvidas que muitos crentes perdem a fé.  

“Coisas ruins…”. 

Costumamos relacionar felicidade com saúde, sucesso, dinheiro, conforto, família, segurança, prazeres… Achamos que estas são as “coisas boas”, as que nos fazem felizes. As “ruins” são as que nos privam dessas coisas e da felicidade. Mas não é bem assim! 

As ditas “coisas boas” não garantem felicidade. Muitos dos que as têm, tonam-se egoístas, excessivamente autoconfiantes e infelizes. Atropelam e prejudicam os outros. E isso é “coisa ruim”. 

O preço da liberdade

Deus nos criou a todos com capacidade moral e liberdade de escolha. Podemos escolher o certo ou o errado. Nossos primeiros pais, Adão e  Eva escolheram o mal, ou seja, desobedeceram a uma ordem explícita do Criador, pecaram. Seu pecado  nos contaminou  (Rm 5.12). Nossas escolhas afetam nossa vida e, em muitos casos, nossa família, nossos amigos, a sociedade, o mundo. Muito do nosso sofrimento é resultado das escolhas que outros fizeram.  Esse é o preço da liberdade!

Mas Deus impõe limites!

E se Deus desse um basta? O que você acha que nos aconteceria? Seríamos destruídos! E por que não? A pergunta “Por que coisas ruins acontecem com pessoas boas?” está errada. A rigor, não há pessoas boas. Não aos olhos de Deus, conforme seus padrões. A Bíblia diz: “Não há justo, nem sequer um […], não há quem faça o bem, não há nem um sequer […]. Todos pecaram […]” (Rm 3.10-12, 23). 

Entretanto, mesmo “respeitando” nossa liberdade, Deus impõe limites. Ele permite algumas coisas, outras não. Às vezes, permite que outros nos façam mal (ou usa uma ou mais pessoas como instrumento de suas bênçãos); outras vezes, permite circunstâncias adversas que nos fazem sofrer (ou um acontecimento feliz que nos enche de alegria). Acontece sermos disciplinados pelo Pai quando o desobedecemos, e ele o faz por amor (Hb 12.4-7). Entretanto,  não temos que nos sentir culpados sempre que algo ruim  nos acontece, como se fosse castigo por um pecado específico. Como dito acima, o pecado no mundo trouxe  sofrimento…

Tudo para o bem dos que amam a Deus!

Em qualquer caso, Deus, nosso Pai Soberano e gracioso, “faz que todas as coisas cooperem para o bem daqueles que o amam” (Rm 8.28). Note: Daqueles que o amam!

O sofrimento, em muitos casos, fortalece nossa fé e nos disciplina. Veja o que o apóstolo Tiago escreveu:

“Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria sempre que passarem por qualquer tipo de provação, pois sabem que, quando sua fé é provada, a perseverança tem a oportunidade de crescer. E é necessário que ela cresça, pois quando estiver plenamente desenvolvida vocês serão maduros e completos, sem que nada lhes falte” (Tg1.3-4. Veja também Hb 12.5-8). 

Quanto aos outros males que afligem a humanidade, mesmo não entendendo, confiamos que Deus está no controle e que um dia o Senhor Jesus voltará. Então, “haverá novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (II Pe 3.13). O Senhor “enxugará dos olhos toda lágrima e não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor” (Ap 21.4).

Éber Lenz César 

 

Veja também:

O Deus que intervém

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#DeusNoControle 

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