Por um motivo ou outro, todos ficamos desanimados, às vezes por um ou dois dias, às vezes por tempo demais… Pode até ser normal, dadas as pressões que sofremos, as responsabilidades que pesam sobre os nossos ombros, os problemas que enfrentamos. Alguns reagem, tentam pensar positivamente, renovam a esperança. Se outros, em boa fase, os ajudam, tanto melhor. Se são cristãos, buscarão alento em Deus, lembrando suas promessas, exercitando a fé. Mas outros muitos, fazem-se de vítimas, reclamam, murmuram, não veem nada de bom. Seus próximos, mesmo querendo ajudá-los, se não tomarem cuidado, acabam influenciados, e desanimam também. Pessimismo e murmuração são como um vírus. Contaminam.
Um homem estava na borda de uma ponte muito alta, profundamente desanimado, angustiado mesmo. Queria pôr fim à própria vida. Veio um outro e tentou encoraja-lo: “Não faça isso… “. O suicida reclamou da vida, mencionou seus motivos… O outro, agora menos convicto, tentou mais um pouco. O suicida continuou lamuriando. Conclusão: os dois pularam da ponte! Piada? Pode acontecer.
A Bíblia tem muito a nos dizer sobre desânimo (falta de ânimo, de coragem para seguir em frente, fazer o que tem de ser feito). Vamos ver apenas um texto. Uma história real, que aconteceu durante a reconstrução dos muros de Jerusalém, após o exílio dos judeus na Babilônia (Neemias 4).
Neemias se preocupou com a situação de Jerusalém, anteriormente destruída por Nabucodonosor, rei da Babilônia. Ele conseguiu autorização do rei da Pérsia para voltar à cidade santa e reconstruir seus muros. Organizou um monte de gente e começou. Havia expectativa e alegria. O trabalho ia bem; os muros estavam subindo, devagar e sempre, “O povo tinha ânimo para trabalhar” (Ne 4.6).
Então, os inimigos da obra quiseram embargá-la. “Ajuntaram-se todos de comum acordo para virem atacar Jerusalém e causar confusão ali” (v. 7). Acontece com frequência, ainda hoje. Por razões diversas, os projetos e o sucesso de uns provocam inveja e animosidade nos outros. Até na igreja! Há oposição, crítica, desencorajamento. O diabo usa circunstâncias e pessoas (Mt 16.23; Ef 6.10-12).
O desprezo e a falação dos invejosos desanimou o povo que, com Neemias, reconstruía os muros. Seu discurso mudou. ”Já desfaleceram as forças dos carregadores, e os escombros são muitos; de maneira que não podemos edificar o muro” (v.10). Por que o povo que antes “tinha ânimo para trabalhar” agora acha que não pode mais? Até então, não tinham se queixado de cansaço, e não tinham falado do entulho. Mas agora, havia ameaça, oposição, crítica… Isso é muito desanimador! Felizmente, Neemias e seus auxiliares sabiam como reanimar o povo. Veja o que eles fizeram.
Temos projetos e realizações pessoais, familiares, profissionais e eclesiásticos. Em qualquer caso, acontece começarmos multo encorajados, cheios de expectativa e alegria. Então, as coisas ficam mais difíceis… As circunstâncias mudam ou os outros criticam e se opõem. Ficamos desanimados. Pensamos que não dá para continuar. Dá sim! Dá para continuar os estudos; dá para evoluir profissionalmente e realizar aquele sonho; dá para criar novas fontes de renda; dá para salvar o casamento; dá para prosseguir com este projeto de estudo bíblico, oração, frequência à igreja, testemunho, ministério.
Descanse um pouco; remova o entulho do pecado, dos ressentimentos, da amargura; pare de se queixar; ore e vigie; reorganize suas prioridades, seu horário, seu trabalho; arme-se com as armas do Espírito; lembre-se do Senhor… e lute! Cai fora, desânimo!
Pr. Éber César
#PalavraViva
#DeusÉFiel
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